Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Inflação impede maior aumento do salário mínimo

Os sindicalistas estão brigando para que o salário mínimo seja superior ao proposto pelo governo de Dilma Roussef. Segundo o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o mínimo foi reajustado para R$ 545,00, entretanto, os sindicatos pedem um aumento entre R$ 560 a R$ 580, além de reajustes para os aposentados de 7,8% a 10%.

Entretanto, Mantega afirma que as exigências dos trabalhadores não podem ser atendidas no momento, devido ao aumento da inflação, que já está se tornado uma pedra no sapato na hora da compra de alguns gêneros alimentícios. Além disso, esse fantasma atrapalha várias outras áreas da economia nacional. Então, se um grande reajuste for feito agora, a inflação poderá sair do controle?

O “monstro”, segundo especialistas, está crescendo devido aos gastos do governo com o Projeto de Aceleração do Crescimento, que já está consumindo bastante dinheiro dos cofres públicos. Fatores externos também estão influenciando esse fenômeno, já que o Brasil é o terceiro maior destino de investimentos estrangeiros. Com isso, a entrada de dólares aqui tem sido muito grande e, como a moeda americana está desvalorizada frente a nossa, a inflação nacional acaba acentuando-se.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o equilíbrio fiscal no Brasil, e em outros países em desenvolvimento, está mais fraco que o previsto e ainda disse que a deterioração das contas fiscais brasileiras é “particularmente pronunciada”. Entretanto, Guido Mantega, que diz que o país teve melhora fiscal, rebateu o comentário do FMI, afirmando que o governo fará o reajuste necessário nas contas, para que a meta de superávit fiscal seja alcançada.

Mesmo com a afirmação do Ministro da Fazenda, o IPCA, medidor de índice da inflação brasileira, teve a sua maior alta em Janeiro, com um aumento de 0,83%. Além disso, as medidas para conter o crescimento do problema não surtiram efeitos notáveis, mas já “espantaram” alguns investidores estrangeiros.

Fica difícil acreditar que uma grande reforma salarial ocorra nesse momento tão delicado, pois mais capital iria girar em uma roda que possui poucos serviços e mercadorias em relação à quantidade de dinheiro, logo isso só iria aumentar a inflação. Contudo, os trabalhadores não saem com perda total, pois investimentos estrangeiros em ascensão, valorização da moeda nacional frente à americana e gastos do governo com o país, são consequências do desenvolvimento, que trará grandes benefícios para a população do Brasil. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Fuga de Cérebros Européia


Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Europa estava completamente destruída e uma grande parcela da população havia morrido. Esses homens e mulheres, em sua maioria os homens, trabalhavam e faziam com que seus países crescessem.

Entretanto, com uma grande parte dos trabalhadores mortos, como o continente iria se levantar? Só os investimentos norte-americanos não dariam conta do trabalho braçal, que os europeus que sobraram se recusavam a fazer, devido à baixa remuneração.

Então, a resposta para a pergunta acima era bem simples: imigrantes. Muitos vieram da América Latina e ajudaram um dos continentes mais antigos do mundo se “reerguer das cinzas”. Contudo, com o trabalho concluído em meados dos anos 1960, já não era mais necessário o uso desse tipo de mão de obra. Com isso, os governos passaram a adotar inúmeras medidas para conter a crescente entrada de imigrantes no continente.

Mesmo assim, muitos trabalhadores qualificados e desqualificados, passaram a “fugir” de seus países para conseguir emprego no continente em questão. Com o tempo, um grande número de grandes engenheiros, cientistas e etc. saíram de suas nações em busca de uma melhor remuneração. Esse movimento de emigração de mão de obra qualificada é chamado de “Fuga de Cérebros”.

O movimento era comum até o dia em que a Crise 2008-2009 bateu à porta dos países desenvolvidos. As inúmeras medidas para cortar gastos, adotadas pelos governos europeus, deram um golpe, não só nos imigrantes, mas nos trabalhadores que são realmente parte do continente. Como conseqüência disso, ocorreu o movimento de “Volta pra Casa”, onde os imigrantes passaram a regressar aos seus países de origem.

Para os europeus, a situação só complicava, já que ninguém conseguia sair da crise e os cortes já estavam se tornando uma grande pedra no sapato. Então, como nos países em desenvolvimento a crise havia sido uma “Marolinha” e estes empregam mão de obra qualificada, os “gringos” tiveram que se tornar os imigrantes. Portugueses, espanhóis, italianos estão indo para a América Latina, África, EUA e Canadá em busca de empregos. A tarefa não está sendo tão dura, devido às qualificações desses jovens homens e mulheres.

Segundo a revista “The Scientist”, o fato em questão preocupa o Euroscience, órgão que integra aproximadamente 2 mil cientistas da Europa, e a CE (Comissão Européia). Contudo, mesmo os esforços dessas e de outras instituições, o secretário geral da Fundação de Ciência Européia disse: “Os esforços da CE são admiráveis, mas a responsabilidade maior está com os Estados membros".

Em entrevista à “Folha Online”, o inglês Karl Gensberg, que trabalhava como pesquisador em biologia molecular, na Universidade de Birmingham (Inglaterra), deixou o emprego para se tornar encanador, com o objetivo de ganhar até o dobro do que recebia em seu antigo emprego. Outros casos semelhantes ao de Karl estão acontecendo no continente, desde o início do século XXI e a situação se agravou ainda mais com a crise econômica.

Por conseguinte, é bom pensar antes de arrumar as malas para procurar emprego na Europa, pois se nem mesmo os próprios cidadãos de lá estão conseguindo, a ponto de terem que emigrar para nações em desenvolvimento, é bem provável que um imigrante latino, mesmo possuindo qualificação, não consiga alguma boa oferta de trabalho.

sábado, 21 de agosto de 2010

Brasil X Trabalho, o conflito sem fim.




O povo brasileiro tem fama de ser preguiçoso, o que é algo notável no nosso cotidiano. Somos um dos países que mais possui feriados e também somos um dos poucos que pode sair do trabalho mais cedo, ou faltar a escola para assistir a um jogo da Copa do Mundo. É engraçado, porque muitos torcem pela vitória do Brasil, pois sabem que não terão de ir ao trabalho no dia seguinte. Mas por que temos esse ódio ao trabalho?


Em países Orientais como os Tigres Asiáticos e o Japão, o trabalho é visto de uma maneira completamente diferente, já que todo o desenvolvimento atingido por eles foi feito através do esforço coletivo. Essas potências são adeptas do chamado Confucionismo, onde o indivíduo deve, segundo Confúcio, colocar o trabalho em primeiro lugar.


Os Estados Unidos cresceram, desde o início de sua colonização, regidos pela mentalidade Calvinista. João Calvino, fundador dessa vertente do Protestantismo, afirmava que o trabalho enobrecia o homem e mesmo que o ofício exercido por ele fosse o mais medíocre possível, este teria que fazê-lo.


Sem falar nos países europeus que ao longo dos séculos passaram por inúmeras guerras regionais e mundiais, onde indústrias, residências, linhas de transporte e regiões agrícolas foram completamente arrasadas. Contudo, estes conseguiram se reerguer através do esforço coletivo. É o exemplo da Alemanha, um país que perdeu as duas Guerras Mundiais e ainda teve seu território dividido pelas potências capitalistas e socialistas vencedoras do conflito. Esses acontecimentos, entretanto, não impediram que esta nação se tornasse a mais poderosa de todo o continente europeu.


Já no Brasil, o trabalho é visto como algo ruim, uma obrigação. Isso pode ser explicado pelos hábitos dos nossos colonizadores lusos antes mesmo de chegarem a esta terra. Portugal, na Era Medieval, era um país influenciado pela religião Católica que na época, pregava a idéia de que o trabalho braçal deveria ser feito por servos, não por pessoas poderosas e influentes.


Quando estes chegaram aqui, trouxeram não só esse hábito, mas pessoas que iriam servir para que este existisse. Escravos. Estes homens, mulheres e crianças eram trazidos da África em condições desumanas (eram tratados como animais dentro dos navios negreiros) e ao chegarem eram vendidos como mercadorias, das quais movimentariam a economia preguiçosa por quase quatro séculos.


Só século XIX era comum as pessoas terem um escravo para que este realizasse qualquer tipo de tarefa doméstica ou comercial, como cozinhar, limpar, cuidar dos filhos, vender objetos nas ruas, cuidar da lavoura e até mesmo amamentar. E quando estes não realizavam a tarefa de maneira correta eram punidos severamente. Isso tudo sem serem remunerados. Demorou para a escravidão no país ser abolida. Mesmo sendo pressionado inter e nacionalmente, o Brasil foi o último de toda a América a fazê-lo.


Outro fato que pode explicar essa diferença entre brasileiros e trabalho é o fato de que aqueles são mal remunerados, mesmo trabalhando duro. Nos países desenvolvidos é possível viver com um salário de professor, bombeiro, policial (mesmo sendo honesto) e até mesmo trabalhando como gari. O que vemos aqui é uma terrível distribuição de renda, onde o capital fica em poder de poucos, enquanto outros vivem abaixo da linha de pobreza. A melhor distribuição de renda no mundo é feita pela Dinamarca, uma nação nórdica que também possui uma das populações mais contentes do globo.   


Se uma grande reforma na distribuição de renda fosse feita pelo governo, talvez o povo finalmente ficasse em paz com seu inimigo mortal e que vem sendo combatido a séculos, contudo sem o menor sucesso, pois a preguiça é inimiga do progresso. Por conseguinte, sem ele, jamais teremos tempo para crescer, já que o estamos utilizando nessa briga sem fim.