“Esse é o meu Brasil!” É uma frase muito bonita, de fato. Precisamos encher a boca e estufar o peito para falá-la. “Esse é o meu Brasil!”, ele é meu, não seu, mas meu. E é assim que todos os pseudo-patriotas que usam essas palavras com tom pejorativo e sarcástico deveriam pensar, pois o Brasil deles, o Brasil “sem concerto”, o “país de ladrões” é o Brasil deles, e não o meu.
E sabe o que é mais legal ainda? É que essas pessoas, a maioria da população, vão a ginásios ou eventos esportivos quaisquer e gritam euforicamente que são brasileiros e mais, repletos de orgulho e amor. Imagino as conversas dentro dos carros, no engarrafamento para voltar para casa ao fim do dia. “Olha esse trânsito? Tinha que ser no Brasil mesmo! E ainda querem fazer Copa do Mundo aqui.” Bem, uma novidade aos que cantam o mesmo refrão batido nos ginásios brasileiros desde, pelo menos, quando eu me entendo por gente. Equipes esportivas não são o nosso país e nem representam ele. Selecionados de atletas são, olha que surpresa, selecionados de atletas. Não um país, por mais que seja essa a imagem que é vendida.
O país, o Brasil de verdade, é o povo. O povo e as nossas riquezas, nossas matas, nossa bandeira, nossa cultura, nossa multicultura, nossa miscigenação, nossa música, só que disso a massa não se orgulha. Ninguém bate no peito pra dizer que tem orgulho de ser brasileiro quando uma fatia da população deixa o nível da pobreza, ninguém bate no peito para dizer que é brasileiro quando o país se torna credor do FMI. Ninguém bate no peito para dizer que é brasileiro quando uma mãe solteira com dois empregos vê um filho passar para a universidade depois de tanto sacrifício.
A que conclusão nós podemos chegar? Que o brasileiro, este que canta, tem orgulho do Giba, do Leandrinho, do Neymar, mas não consegue ter orgulho dele próprio.
Eu espero que vocês também percebam que a algo errado com isso. Um país onde o povo se desmerece, ataca à política e continua insistindo nos mesmos erros burros em relação a ela, uma pátria que dá motivos de orgulho aos seus filhos e é renegada. O Brasil é uma mãe que apanha do filho viciado.
Falando com toda a honestidade possível e sem sensacionalismo, dói muito em mim quando eu escuto alguém de dizer que tem vergonha de ser brasileiro. De verdade. Sinto um aperto no peito e uma tristeza repentina ao pensar que um filho da terra não a quer bem. Dói quando escuto alguém dizer que gostaria de ter nascido em outro lugar, por mais que seja uma questão de escolha, foi aqui que você nasceu, e é essa a sua pátria. Nós não escolhemos nossos pais ou nossas mães, mas nós os amamos, da mesma forma deveria ser com o nosso país para que não nos coloquemos em estado de comparação com aqueles que rejeitam os seus pais, aqueles que lhes deram a vida. O Brasil não deu vida a nenhum brasileiro, mas é este país, sua cultura e sua estruturação social que lhe fazer ser o que é hoje, pois você produto do teu meio e é este o teu meio.
E sabe o que é mais legal ainda? É que essas pessoas, a maioria da população, vão a ginásios ou eventos esportivos quaisquer e gritam euforicamente que são brasileiros e mais, repletos de orgulho e amor. Imagino as conversas dentro dos carros, no engarrafamento para voltar para casa ao fim do dia. “Olha esse trânsito? Tinha que ser no Brasil mesmo! E ainda querem fazer Copa do Mundo aqui.” Bem, uma novidade aos que cantam o mesmo refrão batido nos ginásios brasileiros desde, pelo menos, quando eu me entendo por gente. Equipes esportivas não são o nosso país e nem representam ele. Selecionados de atletas são, olha que surpresa, selecionados de atletas. Não um país, por mais que seja essa a imagem que é vendida.
O país, o Brasil de verdade, é o povo. O povo e as nossas riquezas, nossas matas, nossa bandeira, nossa cultura, nossa multicultura, nossa miscigenação, nossa música, só que disso a massa não se orgulha. Ninguém bate no peito pra dizer que tem orgulho de ser brasileiro quando uma fatia da população deixa o nível da pobreza, ninguém bate no peito para dizer que é brasileiro quando o país se torna credor do FMI. Ninguém bate no peito para dizer que é brasileiro quando uma mãe solteira com dois empregos vê um filho passar para a universidade depois de tanto sacrifício.
A que conclusão nós podemos chegar? Que o brasileiro, este que canta, tem orgulho do Giba, do Leandrinho, do Neymar, mas não consegue ter orgulho dele próprio.
Eu espero que vocês também percebam que a algo errado com isso. Um país onde o povo se desmerece, ataca à política e continua insistindo nos mesmos erros burros em relação a ela, uma pátria que dá motivos de orgulho aos seus filhos e é renegada. O Brasil é uma mãe que apanha do filho viciado.
Falando com toda a honestidade possível e sem sensacionalismo, dói muito em mim quando eu escuto alguém de dizer que tem vergonha de ser brasileiro. De verdade. Sinto um aperto no peito e uma tristeza repentina ao pensar que um filho da terra não a quer bem. Dói quando escuto alguém dizer que gostaria de ter nascido em outro lugar, por mais que seja uma questão de escolha, foi aqui que você nasceu, e é essa a sua pátria. Nós não escolhemos nossos pais ou nossas mães, mas nós os amamos, da mesma forma deveria ser com o nosso país para que não nos coloquemos em estado de comparação com aqueles que rejeitam os seus pais, aqueles que lhes deram a vida. O Brasil não deu vida a nenhum brasileiro, mas é este país, sua cultura e sua estruturação social que lhe fazer ser o que é hoje, pois você produto do teu meio e é este o teu meio.


