segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O Falso Revolucionário
sábado, 10 de setembro de 2011
Esse é o meu Brasil!
E sabe o que é mais legal ainda? É que essas pessoas, a maioria da população, vão a ginásios ou eventos esportivos quaisquer e gritam euforicamente que são brasileiros e mais, repletos de orgulho e amor. Imagino as conversas dentro dos carros, no engarrafamento para voltar para casa ao fim do dia. “Olha esse trânsito? Tinha que ser no Brasil mesmo! E ainda querem fazer Copa do Mundo aqui.” Bem, uma novidade aos que cantam o mesmo refrão batido nos ginásios brasileiros desde, pelo menos, quando eu me entendo por gente. Equipes esportivas não são o nosso país e nem representam ele. Selecionados de atletas são, olha que surpresa, selecionados de atletas. Não um país, por mais que seja essa a imagem que é vendida.
O país, o Brasil de verdade, é o povo. O povo e as nossas riquezas, nossas matas, nossa bandeira, nossa cultura, nossa multicultura, nossa miscigenação, nossa música, só que disso a massa não se orgulha. Ninguém bate no peito pra dizer que tem orgulho de ser brasileiro quando uma fatia da população deixa o nível da pobreza, ninguém bate no peito para dizer que é brasileiro quando o país se torna credor do FMI. Ninguém bate no peito para dizer que é brasileiro quando uma mãe solteira com dois empregos vê um filho passar para a universidade depois de tanto sacrifício.
A que conclusão nós podemos chegar? Que o brasileiro, este que canta, tem orgulho do Giba, do Leandrinho, do Neymar, mas não consegue ter orgulho dele próprio.
Eu espero que vocês também percebam que a algo errado com isso. Um país onde o povo se desmerece, ataca à política e continua insistindo nos mesmos erros burros em relação a ela, uma pátria que dá motivos de orgulho aos seus filhos e é renegada. O Brasil é uma mãe que apanha do filho viciado.
Falando com toda a honestidade possível e sem sensacionalismo, dói muito em mim quando eu escuto alguém de dizer que tem vergonha de ser brasileiro. De verdade. Sinto um aperto no peito e uma tristeza repentina ao pensar que um filho da terra não a quer bem. Dói quando escuto alguém dizer que gostaria de ter nascido em outro lugar, por mais que seja uma questão de escolha, foi aqui que você nasceu, e é essa a sua pátria. Nós não escolhemos nossos pais ou nossas mães, mas nós os amamos, da mesma forma deveria ser com o nosso país para que não nos coloquemos em estado de comparação com aqueles que rejeitam os seus pais, aqueles que lhes deram a vida. O Brasil não deu vida a nenhum brasileiro, mas é este país, sua cultura e sua estruturação social que lhe fazer ser o que é hoje, pois você produto do teu meio e é este o teu meio.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Desigualdades sociais: por quê?
Vivemos em uma sociedade extremamente desigual e essa diferença se expressa das mais diversas maneiras. Não é necessário muito esforço ao caminhar nas ruas para se achar mendigos dormindo sob viadutos ou marquises cobertos por folhas sujas de jornal. Uma pequena volta pelas grandes cidades do mundo e descobrimos favelas aonde pessoas literalmente se amontoam para tentar sobreviver em condições subumanas. Mas por que isso?
Uma das questões geradoras da desigualdade, se analisarmos a discriminação como fator de exclusão, é o gigante preconceito existente no mundo “antigo” contra os negros e os resquícios dele na sociedade moderna. Os brancos, sabe seu Deus o porquê, julgaram-se superiores aos seus irmãos africanos e começaram a tratá-los como ‘coisa’ e mesmo o fim da escravidão não pôs um fim a essa história
O documento abolicionista brasileiro, assinado em 1888, continha três linhas. Três únicas e cruéis linhas. Ele previa o fim da escravidão – o que era algo de suma importância, é verdade – e mais nada. Os negros estavam livres... O que isso representou na prática? Milhares de miseráveis, analfabetos, sem perspectivas de crescimento, ainda vistos como mercadoria por muitos que, por não saberem fazer mais nada, acabaram as vidas em suas antigas fazendas em troca de comida e teto ou foram formar as favelas do primeiro parágrafo.
Outro cofator da desigualdade é a concentração de rendas. Não é segredo para ninguém que a grande fatia da economia do nosso país retém-se nas mãos de uns poucos empresários, políticos, celebridades espontâneas sem talento, entre outros tantos ricos que gozam do luxo de uma vida de confortos e privilégios enquanto o sertão nordestino apresenta IDHs tão bons quanto os de países africanos, vítimas de um duplo golpe de desrespeito à vida em seus territórios.
Berço negro da Terra, a África teve seus melhores homens e mulheres arrancados dos braços de seus países e famílias para serem tratados como bichos em nossas terras. Homens de linhagem real tornaram-se coisa. Todo um continente foi devastado pela irracionalidade e falta de respeito dos seus irmãos (?) brancos. Como se já não bastasse a prática escravista que assolou a África até meados do século XIX, a partir do fim do tráfico de seres-humanos, outra crueldade foi imposta àqueles países historicamente humilhados. O imperialismo dos países capitalistas ricos e suas imposições sobre os fracos governos africanos, trataram de acabar de vez com a estabilidade no continente que hoje sofre com a miséria extrema, a fome, doenças e guerras civis que se arrastam desde o fim do século passado.
O homem consegue ser mau para o homem. O homem é bicho e, como bicho, talvez seja pensar o seu maior defeito. As maldades cometidas por nós contra nós mesmos em favor de interesses mesquinhos são responsáveis pelo mundo ruim que há lá fora. São as desigualdades – provocadas pelo nosso pensar ser melhor, estar fazendo o melhor, saber que não está e mesmo assim fazê-lo – mencionadas anteriormente que causam a criminalidade e a própria maldade que é fruto da vingança social da maldade dos homens antigos.
Respondendo a pergunta chave desse texto, o porquê das desigualdades sociais é o próprio homem indo em favor dos seus interesses e contra o homem. É o homem transpirando o que há de pior nele. Nós somos os responsáveis e somos nós que temos a obrigação de corrigir isso.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Maconha
O Conversa da Semana perguntou no Facebook qual era a opinião das pessoas. Até o momento (02/08/2011), o resultado aponta que a maioria das pessoas que acompanham o blog são contrárias à legalização da droga. Hoje, os números são 83 votos SIM e 104 votos NÃO. Quem quiser votar também e expressar sua opinião, basta clicar aqui.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Marcha das Vadias
Acontecerá amanhã (dia 02 de julho) em Copacabana aqui no Rio de Janeiro a Marcha das Vadias. Antes de qualquer comentário equivocado por parte de quem esteja lendo, o evento vai às ruas protestar contra a violência sofrida pelas mulheres. Segundo informações da Carta Manifesto do movimento somente no estado do Rio – e nos três primeiros meses desse ano – 1246 mulheres e meninas foram estupradas. São quatorze por dia. No Brasil, são 15 mil por ano.
O evento é significativo. Há tempos a mulher busca a igualdade de direitos e, mesmo que em teoria a tenha, todos nós sabemos que a coisa não funciona exatamente assim. A visão da carta manifesto pode parecer um pouco extremista, porém não é contada nenhuma mentira e o ponto de vista defendido pelas idealizadoras do projeto é, independente da sua opinião, louvável.
A marcha surgiu em Toronto, no Canadá depois de a então universitária Jaclyn Friedman ter sido violentada por seus colegas de universidade que saíram impunes. Na situação, um policial responsável pelo caso disse que “Se a mulher não se vestir como uma vadia, reduz-se o risco de ela sofrer um estupro.” Daí o nome Marcha das Vadias (SlutWalk, no original).
A manifestação já aconteceu em vários países, além do Canadá, mulheres dos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, a Grã-Bretanha, Holanda, Suécia, Argentina e Índia já foram as ruas gritar o direito do controle sobre os seus corpos. A Marcha também já teve edições nove edições no Brasil e amanhã acontecerá simultânea a do Rio a edição soteropolitana.
O importante disso é mostrar a necessidade de se abolir urgentemente a cultura do estupro. Gente retardada que diz que a mulher foi violentada, porque sua roupa era muito provocativa. Se não se aguenta, animal, vai pro banheiro. O senhor Paulo Maluf já chegou ao cúmulo de dizer “estupra, mas não mata”, como se estuprar fosse algo irrisório. Como se não destruísse a vida de uma pessoa. Eu ia adorar ver alguém estuprando esse cara e depois chegar na cara dele e perguntar: “Não mata, né?”
Exaltei-me. Pois bem... Seria muito legal que quem mora no Rio pudesse ir amanhã às duas horas para o Posto 4 em Copacabana participar do evento. Até agora 1484 pessoas já confirmaram a presença na página do evento no Facebook, além de todas as outras que não confirmaram, mas vão mesmo assim. Eu mesmo farei o que der para ir, além de outros colunitas aqui do Conversa que marcarão presença no evento.
Vou deixar uns links aqui para quem estiver interessado em se aprofundar um pouco mais na Marcha, ou tirar dúvidas sobre a edição carioca.
Ensopados da História: Marcha das Vadias
Página no Facebook (onde encontra a Carta Manifesto)
“Somos todas as mulheres do mundo! Mães, filhas, avós, putas, santas, vadias…todas merecemos respeito!”
sábado, 25 de junho de 2011
Reféns do medo
- A irmã (trata-se de uma escola católica) está acatando o pedido dos pais dos alunos do infantil. Eles disseram ter medo de acontecer aqui o que aconteceu em Realengo.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Corrupção anunciada
terça-feira, 7 de junho de 2011
Em que você acredita?
domingo, 29 de maio de 2011
Este é o mundo em que vivemos
sábado, 21 de maio de 2011
É hoje!
Esta pode ser a última vez que estou escrevendo um texto. Pode ser a minha última madrugada fazendo coisas inúteis na esperança de uma pontinha de sono chegar e me levar para a cama. Esta pode ser a última vez que lêem o que eu escrevo, talvez a última vez que lêem. E para quem é virgem, essa é uma boa hora para se ter pressa! É hoje!
Não é segredo, o mundo inteiro tomou um choque ontem, dia 20 de maio, quando seguidores das ideias do matemático evangélico Harold Camping tomaram as ruas pelo mundo afirmando, categoricamente, pela segunda vez, baseados em um sistema numérico que o próprio Harold inventou, que o mundo acaba hoje! Não passaremos do dia 21 de maio do ano de 2011 depois do nascimento de Jesus Cristo.
Agora todas as coisas pelas quais estamos passando fazem sentido, todas as provações as quais somos obrigados a vencer periodicamente, tudo tem uma razão. Os onze Big Brothers Brasil, os dois mandatos de George W. Bush, Justin Bieber, Restart, Rebecca Black, Mensalão, Jair Bolsonaro, Tiririca, a Dança do Quadrado! Eram sinais e, nós, que não somos tão iluminados quanto o senhor Camping, não os enxergamos.
Pois é, chegou a hora do Juízo Final. E você estava preocupado com dezembro de 2012, né? Deu-se mal, foi fazer planos para fazer as coisas malucas que queria só no ano que vem, olha aí a zebra agora. Mas veja o lado bom disso. Não vai ter BBB em 2012!
Falando sério por um parágrafo ou dois agora. A irmã que é diretora da escola que eu estudo me disse uma vez que não devemos julgar as pessoas, mas como eu não prestei muita atenção, eu digo que o seu Harold aí colocou na cabeça que queria ser conhecido, isso desde pequeno, que queria fazer alguma coisa da qual as pessoas lembrassem. Chegou aos 89 anos sem conseguir lá muito sucesso e teve sua grande ideia. Vou assombrar as pessoas com aquilo que elas mais temem: o fim dos tempos! (risadas malignas aqui)
(Deu meia noite agora e eu ainda estou vivo, Mr. Camping.)
Porém, para tristeza, esse velho senhor fracassou em sua última e desesperada tentativa de fazer parte dos livros de história. É que existem tantas, mas tantas teorias sobre o apocalipse por aí que o assunto é banal. Eu estou aqui fazendo piada sobre ele. Talvez no dia 21 de maio de 2012, o Jornal Hoje – ou o Superpop – lembre que “faz um ano que o mundo acabou, de novo”, só que em 2013, depois de a gente ter zoado os Maias no dia 22 de dezembro, ninguém vai mais lembrar dele. A não ser claro, que ele corrija seus cálculos novamente e invente mais uma data para o fim do mundo (façam suas apostas nos comentários).
Não, esse não é o último texto que eu escrevo. Não, o Juízo Final não virá hoje e eu tenho plena certeza que mesmo que exista justiça divina, a gente extingue a espécie antes de Deus precisar fazer isso. Durmam tranquilos à noite, vocês irão acordar domingo para reclamar que a semana está começando de novo.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Como é ilógico esse tal preconceito

Estava voltando para casa depois da aula ontem, o ônibus estava meio cheio, daí abriu um lugar para sentar e eu fui até lá. Eu ia até lá. Antes que eu pudesse chegar à cadeira um outro homem já o ocupava. A primeira coisa que me veio à cabeça foi algo que envolvia a mãe dele e que não convém ser publicado, mas depois eu percebi que aquele homem tratava-se de um portador da Síndrome de Down e confesso, envergonhado, tive pena e achei que fazia uma boa ação.
Uma parada depois eu consegui me sentar no banco atrás do daquele homem e percebi que ele conversava com a mulher sentada ao seu lado. Mais duas paradas e eu já participava da conversa. Era fácil notar os primeiros fios de cabelo branco no contraste com o curto cabelo negro e as grossas sobrancelhas que, curiosamente, eram o que mais prendia minha atenção.
O que será que um portador de Down poderia estar conversando com dois estranhos no ônibus? Talvez eu mesmo fizesse essa pergunta antes desse episódio, pois saiba que foi aí que minha visão daquele momento mudou completamente. O homem dizia que estava estudando em uma escola que há perto da casa dele aqui mesmo
Orgulhoso do bom trabalho que vinha fazendo, contou-nos que já sabia o abecedário inteiro, um grande progresso, segundo o homem. Também contou, sorrindo, que estava fazendo aula de teatro! Eles estão preparando uma peça que irá se apresentar aqui,
Cheguei a minha casa e me sentei na cama. Sorria. Como eu havia sido ignorante mais cedo na ocasião do assento. Por que eu haveria de sentir pena de um homem tão feliz? De alguém muito mais feliz do que eu! Ele deveria sentir pena de mim, de todos nós, só que este homem sabe muito bem que o dever dele é aproveitar a vida, e o faz.
Só podemos chegar a uma conclusão com essa história. Como é ilógico esse tal preconceito. Seja contra quem for, um livro jamais deverá ser julgado por sua capa e uma pessoa, muito menos, pode ser julgada por sua aparência, por suas crenças, por suas deficiências, por suas escolhas ou por nada que não seja ela mesma.
domingo, 8 de maio de 2011
Mãe
Hoje eu não vou falar mal de nada. Não vou usar meu espaço para dizer que o Dia das Mães, mesmo sendo uma data oficial e fazendo parte do calendário católico é uma ocasião comercial que serve muito bem aos caprichos capitalistas, sendo a segunda época do ano em faturamento para o setor. Hoje, eu não vou falar sobre o segundo domingo de maio, vou falar sobre a quem ele é dedicado.
A primeira casa de cada um de nós, não há nada mais significativo do que carregar um ser dentro de si, que ser o escudo que protege aquele pequeno indivíduo que ainda não é capaz de enfrentar a selvageria do mundo extra-uterino e, quando a vida finalmente irrompe à luz, preparar simplesmente por amor aquele futuro homem ou mulher que um dia, doída, entregará ao destino.
Ser mãe é ser clichê, é ser coruja, é alimentar a maior das amizades unilaterais que existe. É escutar um nada e saber exatamente o que está acontecendo, é ser maltratada, mas jamais titubear ao declarar a grandeza dos seus sentimentos. Ser mãe é sofrer com o filho que se perde no caminho e ter a certeza de que vai ajudá-lo a se encontrar, não importa a dor do processo.
Há um quê de nobre em dedicar uma parte da sua vida gratuitamente para alguém que nem mesmo pediu para que fizesse isso. Há algo de especial em ser mãe. Sei que vou morrer sem entender o que leva essas mulheres a se portarem da maneira que for precisa para defender seus filhos ou seus ideais ou apenas os seus nomes, porém sei que é o amor, mais, é o amor imensurável de mãe.
O mesmo amor que leva mães pobres e sem esperança de futuro para sua criança a migrar da sua terra para outra, maior, onde ela irá sofrer em dobro, tendo que trabalhar em dois empregos, cuidar do seu barraco na favela, cuidar da criança, zelar para que ela não opte pelo fácil caminho errado que lhe é oferecido pelo meio, e tudo para que ela possa estudar e, quando crescer, ter uma vida melhor que a que ela teve.
Não existe amor maior do que aquele de mãe, portanto, não devemos amá-las na mesma intensidade, mas devemos ter e demonstrar o máximo de carinho, afeto e respeito que nos for possível. Devemos entender que o tempo passa para todos e estar lá para suprir todas as necessidades daquela velha senhora que já fez muito mais por você do que qualquer sacrifício que você venha a fazer por ela e devemos estar felizes por dar o que recebemos em abundância na nossa infância, amor.
Feliz dia das mães. Dona Mara, amo você.
sábado, 30 de abril de 2011
Ô povinho fofoqueiro

domingo, 17 de abril de 2011
Falta de educação em cartaz
domingo, 10 de abril de 2011
Primeiras-damas de araque, digo, Alagoas
No final do mês passado, dezesseis pessoas foram presas nas Alagoas por desviar dinheiro público para a compra de bens pessoais. Nenhuma novidade até aí, mas a revolta surge quando você diz na lata: No final do mês passado, dezesseis pessoas foram presas nas Alagoas por desviar oito milhões de reais da merenda de escolas públicas do interior paupérrimo do estado para comprar uísque, vinho e ração de cachorro. Alguém lembra do que eu falei em "Vida de cão"?quinta-feira, 7 de abril de 2011
Dessa vez em Realengo

sábado, 2 de abril de 2011
O fim é uma droga

domingo, 27 de março de 2011
Hora do Planeta, então tá bom
Mais uma vez, caso eu não tenha sido claro, a Hora do Planeta é bem legal, o problema é como as pessoas a encaram. Mais uma vez, caso eu não tenha sido claro, a Hora do Planeta é bem legal, o problema é como as pessoas a encaram.
