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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Juventude agredida

Victor Suarez, jovem agredido por um grupo de cinco pessoas
Na sociedade em que vivemos, cada vez mais agressões são noticiadas. Esses atos não resultam só à lesão física, mas também à lesão moral e psicológica de quem a sofreu. 


Recentemente um caso teve grande repercussão na mídia: Um jovem foi espancado ao defender um mendigo. Essa notícia foi veiculada por todo o Brasil, até em outros países.


O agredido teve que passar por uma cirurgia em que foram aplicados pinos em seu rosto, que havia sido desconfigurado. Os espancadores foram presos e acusados de tentativa de homicídio. Mas qual é o fator que leva esses e outros jovens a cometer tal ato?

Educação é sempre o primeiro tópico a ser abordado, e ironicamente é o que menos falta. Por vezes as agressões são cometidas por pessoas bem instruídas, que estudaram em escolas que os deram boa estrutura. Não é só a educação vinda da escola que é boa, a maior parte aprende bons princípios em casa. 


Outro fator que é falado é o da falta de atenção dos pais. A justificativa é que com o tempo essa carência acaba se transformando em comportamento agressivo. 


Mesmo levando em conta esse fatores, existe um que é o maior encorajador a quem comete tais atos: a impunidade. A maior parte dos agressores não responde por seus crimes, e os que são presos no máximo pagam a fiança e acabam soltos.

Precisamos rever nossas leis, educar melhor nossos filhos. Quanto maior a negligência, mais casos serão inseridos em nosso cotidiano. Precisamos ensinar aos nossos filhos que o caráter e o respeito mútuo são imutáveis e que um ser humano precisa agir assim, e não como verdadeiros trogloditas. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Brasil e a crise mundial


O mundo está quebrado. As grandes potências do mundo já não conseguem sair do buraco, desde a Crise de 2008-2009 e muitos já falam em um novo período de grande recessão. O Fundo Monetário Internacional (órgão internacional que assegura o bom funcionamento do sistema financeiro) revisou a média de crescimento mundial para baixo. Será que o mundo enfrentará um “mergulho duplo” (W)?

Mas o que é “um mergulho duplo”? É um termo usado pelos falantes do economês para dizer que, depois de uma crise (como a de 2008-2009), o mundo teve uma leve recuperação, mas entrará em recessão novamente. Isso ocorre quando os problemas da última crise não foram devidamente solucionados, ou seja, ainda há muitas feridas abertas no sistema financeiro.

Esse anúncio de uma nova recessão pode ser confirmado por inúmeras notícias que vemos todos os dias nos noticiários: Zona do Euro em crise, Estados Unidos não saem do CTI, Japão ainda nem respira... Enfim, parece que é difícil crer que não estamos entrando em mais um período sombrio.

Enquanto isso, no Brasil, a inflação e a alta do dólar começam a incomodar. Isso porque, com a alta da moeda americana, produtos que são importados ficam mais caros e isso ajuda no aumento da inflação. E o como esse “mergulho duplo” pode atrapalhar a nossa nação?

O Brasil é profundamente dependente da exportação de commodities (gêneros agrícolas, petróleo, minério de ferro e outros). Os países desenvolvidos são os maiores comparadores desses produtos, logo, com uma crise, a demanda por commodities por parte dessas nações vai cair consideravelmente. Isso levará a uma queda nos preços destes produtos, que por enquanto se encontram em alta. Portanto, nossas exportações serão afetadas.

Contudo, como nem tudo em economia é completamente ruim, essa queda na demanda mundial pelos nossos produtos contribuirá para o controle da maligna inflação. Recentemente, outras medidas têm sido tomadas para controlar esse antigo fantasma. Uma delas foi a de segurar o consumo, através do aumento do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) sobre os carros que não são produzidos no MERCOSUL e/ou que não possuaem 65% do conteúdo brasileiro. Com isso, os analistas preveem um aumento de 25% a 28% no preço dos automóveis.

O mercado de ações daqui também será afetado se uma nova crise começar, já que as bolsas americanas e europeias ditam o humor dos mercados. E como estes países serão profundamente afetados por esse evento, suas bolsas também sentirão a forte pancada.  

Portanto, os efeitos de uma possível crise aqui não serão tão catastróficos, mas sim nos países desenvolvidos. Ainda assim, devemos torcer para que eles saiam logo dessa terrível situação, pois, para que a saúde financeira do mundo esteja boa, é necessário que a deles também esteja.       

domingo, 18 de setembro de 2011

Os Onzes de setembro



- Entre os dias 6 e 9 de agosto de 1945, o Japão, depois de ter 67 cidades bombardeadas, teve as cidades de Hiroshima e Nagasaki atingidas por bombas atômicas.

- 20 de março de 2003: O Iraque é bombardeado por horas. Por mais que existam controvérsias sobre os motivos da guerra, inocentes morreram ( e morrem até hoje pelas consequências da guerra).

- 11 de setembro de 1973: Morre o presidente Salvador Allende, do Chile, durante um bombardeio ao Palácio de la Moneda, gerando um golpe militar, o que causou a ditadura de Pinochet. Muitos morreram durante a época pós - golpe, durante a ditadura.
- 11 de setembro de 2001: Após quatro aviões terem sido tomados pelo Al-Qaeda durante paradas em suas rotas, um caiu no Pentágono; outro, em uma área rural após os passageiros tentarem retomar o controle. Os dois últimos, no World Trade Center, as torres gêmeas.

Domingo, dia 11 de setembro de 2011, 10 anos do ataque às torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos. A televisão brasileira, assim como todos os jornais, já preparavam desde o início do mês algumas prévias sobre a reportagem que viria a acontecer no fatídico dia dos atentados. Mostraram de tudo, desde como tudo aconteceu antes e durante os ataques, até diferentes perspectivas sobre o acontecido.

Nada mais digno do que relembrar essa lástima que se passou durante um dia normal de trabalho, escola, faculdade ou até passeio na agitada cidade americana. Todas as pessoas foram homenageadas, inclusive dois brasileiros que morreram no atentado principal. Toda aquela espiritualidade das homenagens sendo calorosamente demonstrada, nada que não emocionasse, mas... Será?


Não se lembram anos e anos das bombas de Hiroshima e Nagasaki, ou da guerra do Iraque, que até hoje causa sequelas. Quem irá lembrar o ataque do Chile? Do início da ditadura no Brasil? Quem irá fazer uma semana de reportagens, cheia de prévias, espiritualidade e motivações para a paz no mundo? No máximo fazem uma reportagem só.

Mas agora, porque se dá mais valor a uma coisa do que a outra? Simplesmente não dá para entender de fato. Estaria mídia brasileira sendo pelega do governo americano? Ou é somente pelo fato de o que é do solo estadunidense dá mais capital do que outras coisas que, aparentemente não tem importância econômica? Ou é empolgação dos produtores que gerou uma boa idéia, que fez surgir pequenos cifrões nos olhos dos ‘grandões’ da TV e jornais?

Simplesmente não dá para saber, mesmo parando para pensar, analisar e especular de acordo com a história da TV brazucona; até porque se formos fazendo teorias de conspiração aqui isso vira um blog de mistérios, e não um blog informativo, né rapaziada do bem ;D
Fazer o que.

Agora, vamos ver por outra perspectiva, uma mais real.
Se formos ver por um outro lado, iremos perceber o seguinte: Pra que, Deus meu, alguém vai fazer isso com tanta coisa acontecendo no mundo?

Quer homenagear? Homenageia, cara! Foi horrível? Muito, demais!

Mas não se deve tratar como a coisa mais importante que existe.
Ouvi dizer muitas vezes que foi “o maior atentado terrorista da história”.
Sério?

No Japão, 67 cidades foram bombardeadas, e, durante 3 dias, sofreu um terror absurdo: No dia 6 de agosto, a bomba atômica denominada “Little Boy” caiu na cidade de Hiroshima... Três dias depois, no dia 9, a bomba também atômica “Fat Man” foi lançada sobre a cidade de Nagasaki, causando mortes, deformações, e radioatividade em altos níveis, que causa sequelas até hoje, por conta de deformações serem hereditárias. Imagina só!

No Iraque, Bagdá foi quase completamente bombardeada, deixando muitas mortes. Além disso, muitos inocentes foram presos, torturados e mortos, mulheres foram estupradas... Crianças foram desnudadas e ridicularizadas na frente de muitos soldados. E alguns ainda botaram vídeos na internet. Imagina de novo.

No Chile, enquanto todo mundo tinha a esperança de um governo democrático, Salvador Allende foi morto, iniciando o maior terror que o país já teve: Pinochet. Nem preciso falar como uma ditadura é.

Ainda tem mais, só que eu escolhi esses três exemplos pra vocês darem uma olhada só.

Agora, a parte mais importante desse texto:
Pessoal querido do meu coração, prestem atenção. Não estou sendo antiestadunidense, estou simplesmente fazendo uma crítica construtiva a nossa mídia. O que eu estou querendo dizer, é:

Todo atentado, deve ser tratado como igual ;D

Se pessoas morreram, se feriram (física e psicologicamente), sofreram consequências quaisqueres que sejam, isso é indiscutível. Vamos homenagear a tudo e todos, como iguais! Não estou dizendo aqui que o terror americano foi pior ou mais ameno do que o chileno, ou japonês, iraquiano, armênio, chinês, qualquer um. Estou falando que se é ruim, é ruim e acabou.


Vamos pensar um pouco sobre o que vem até a gente pela TV e jornais, nem sempre é algo super confiável. A mídia pode ter boas intenções em algumas vezes, mas em outras, o que prevalece é o
interesse.Um abraço!

sábado, 10 de setembro de 2011

Esse é o meu Brasil!


 “Esse é o meu Brasil!” É uma frase muito bonita, de fato. Precisamos encher a boca e estufar o peito para falá-la. “Esse é o meu Brasil!”, ele é meu, não seu, mas meu. E é assim que todos os pseudo-patriotas que usam essas palavras com tom pejorativo e sarcástico deveriam pensar, pois o Brasil deles, o Brasil “sem concerto”, o “país de ladrões” é o Brasil deles, e não o meu.
         
E sabe o que é mais legal ainda? É que essas pessoas, a maioria da população, vão a ginásios ou eventos esportivos quaisquer e gritam euforicamente que são brasileiros e mais, repletos de orgulho e amor. Imagino as conversas dentro dos carros, no engarrafamento para voltar para casa ao fim do dia. “Olha esse trânsito? Tinha que ser no Brasil mesmo! E ainda querem fazer Copa do Mundo aqui.” Bem, uma novidade aos que cantam o mesmo refrão batido nos ginásios brasileiros desde, pelo menos, quando eu me entendo por gente. Equipes esportivas não são o nosso país e nem representam ele. Selecionados de atletas são, olha que surpresa, selecionados de atletas. Não um país, por mais que seja essa a imagem que é vendida.
         
O país, o Brasil de verdade, é o povo. O povo e as nossas riquezas, nossas matas, nossa bandeira, nossa cultura, nossa multicultura, nossa miscigenação, nossa música, só que disso a massa não se orgulha. Ninguém bate no peito pra dizer que tem orgulho de ser brasileiro quando uma fatia da população deixa o nível da pobreza, ninguém bate no peito para dizer que é brasileiro quando o país se torna credor do FMI. Ninguém bate no peito para dizer que é brasileiro quando uma mãe solteira com dois empregos vê um filho passar para a universidade depois de tanto sacrifício.
         
A que conclusão nós podemos chegar? Que o brasileiro, este que canta, tem orgulho do Giba, do Leandrinho, do Neymar, mas não consegue ter orgulho dele próprio.
       
Eu espero que vocês também percebam que a algo errado com isso. Um país onde o povo se desmerece, ataca à política e continua insistindo nos mesmos erros burros em relação a ela, uma pátria que dá motivos de orgulho aos seus filhos e é renegada. O Brasil é uma mãe que apanha do filho viciado.
   
Falando com toda a honestidade possível e sem sensacionalismo, dói muito em mim quando eu escuto alguém de dizer que tem vergonha de ser brasileiro. De verdade. Sinto um aperto no peito e uma tristeza repentina ao pensar que um filho da terra não a quer bem. Dói quando escuto alguém dizer que gostaria de ter nascido em outro lugar, por mais que seja uma questão de escolha, foi aqui que você nasceu, e é essa a sua pátria. Nós não escolhemos nossos pais ou nossas mães, mas nós os amamos, da mesma forma deveria ser com o nosso país para que não nos coloquemos em estado de comparação com aqueles que rejeitam os seus pais, aqueles que lhes deram a vida. O Brasil não deu vida a nenhum brasileiro, mas é este país, sua cultura e sua estruturação social que lhe fazer ser o que é hoje, pois você produto do teu meio e é este o teu meio.       

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Preferência Nacional


Ganhei um carro no dia de São João.  Fiquei tão feliz com a surpresa que resolvi batizar o carro com o nome de João, ele faz parte da minha vida e da minha história.

No primeiro ano com o João, no dia de São Cosme e São Damião saí com meus filhos, os do vizinho e de parentes, todos dentro do carro.  João ficou tão lotado de crianças que não tinha espaço para os doces.  Todo mundo se divertiu muito, menos, é claro, meu marido quando descobriu que o tanque de combustível que ele deixou cheio, estava vazio.

De uns tempos para cá, João tem andado “caído”, está precisando de “trato”.  Não tenho previsão para trocar de carro, mas o nome dele já está decidido: será “bunda”.

Você deve estar pensando agora, porque eu faria isso?  Evidente que é para me divertir mais.  Já imaginou meu carro sendo uma “bunda”.  Vai chamar atenção por onde passar, meu marido vai querer zelar o tempo inteiro por ela, todos vão querer pegar na minha “bunda”, encostar então nem se fala.  Se um dia algum desavisado quiser roubar, terá um alarme que tocará: “larga minha “bunda”, larga minha “bunda”,... e irá aparecer um monte de valentões para defendê-la.  Já reparou que a “bunda” tem preferência nacional, basta olhar o destaque que tem nas capas de revistas e jornais, e para as pessoas que “quebram o pescoço” quando ela passa.

Pena que o Brasil não tem bunda.  Pois se ele tivesse, o povo se interessaria por, pelo menos, uma parte do país, e ele teria mais atenção e seria mais admirado.  O curioso é que, mesmo o Brasil não tendo bunda, tem aparecido muita “merda” para tudo que é lado.

Quem anda fazendo tanta “cagada” por aí, anda tentando esconder, porque já está fedendo muito.  Com certeza é aquele “outro” povo que anda escondendo nas malas, nas cuecas e empurrando para debaixo do tapete fingindo, desta forma, que não estão vendo.  Também há os que “peidam” solenemente e disfarçam que não foram eles, só para outro levar a culpa em seu lugar.

Tenho vergonha disso tudo. Será que um dia algum brasileiro terá coragem de limpar toda esta “cagada”?  

Maria Helena Galves - ago/2011

(integrante do MAB - Movimento de Atitude Brasileira )

domingo, 19 de junho de 2011

Vai pagar com dinheiro, cheque ou pelo celular?

Há algumas semanas o Google anunciou o Google Wallet, serviço que permite fazer pagamentos pelos celulares, mas não o serviço que já conhecemos.

Alguns anos atrás a operadora de telefonia móvel Oi estreou a primeira forma de pagamento via celular no Brasil, o Oi Paggo. O serviço tem uma plataforma diferente, o cliente informa seu número de telefone ao atendente, recebe um SMS informando sobre a compra, digita sua senha e a confirma. Já o lançado pela gigante da informática segue outra plataforma.

Originado de um acordo entre Google, MasterCard, Citigroup, First Data e Sprint, o Google Wallet é um aplicativo que utilizará a tecnologia NFC (Near Field communication) por uma aplicação PayPass, desenvolvida pela MasterCard. A plataforma é simples: Você aproxima o cartão (ou, no caso do Google Wallet o celular) em um sensor, digita sua senha e a compra já está realizada. Para uma maior disseminação, está sendo estudada uma forma de se vender um cartão virtual pré-pago. Esse serviço é similar ao utilizado no Brasil com o ‘Bilhete único’ e o ‘RioCard’.

O serviço só será disponibilizado a partir do segundo semestre deste ano para os clientes dos estados de New York e San Francisco. Como só os clientes das empresas participantes terão acesso, haverá uma migração em massa de usuários para as mesmas, parece que concorrência foi passada para trás.
A Visa, principal concorrente da MasterCard, também está desenvolvendo um serviço de pagamento eletrônico baseado em NFC, só que por meio de uma aplicação payWave. A empresa ainda não informou quando começará a comercializar nem se já tem parceiros para a empreitada, o que faz com que sua rival ganhe território enquanto isso.

Realmente a introdução da tecnologia de pagamento por aproximação é uma boa jogada, mais segura e mais prática, afinal, quem não gostaria de pagar o cafezinho somente passando o celular em frente ao caixa? Com a Google e outros parceiros importantes, a MasterCard sai na frente nessa corrida, já que a gigante da informática já tem dois aparelhos com sua plataforma (Nexus S e o Samsung Galaxy S II).

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sobre negócios da China


A Presidente Dilma Rousseff visitou a China no último dia 15 de abril.


Segundo a presidente, foi possível “abrir portas” comerciais: “abrir as portas para que mais produtos brasileiros, produtos mais elaborados entrassem na China; trabalharmos juntos em áreas importantes, como a de ciência e tecnologia.”




Entrando nos detalhes das negociações, prossegue: “Um dos acordos que firmamos foi abrir o mercado chinês para a exportação de carne de porco. Um outro ainda, foi para a venda de aviões. A Embraer já vende aviões para a China, mas, nessa viagem, nós combinamos a venda de 35 aviões da família B-190 – são jatos que vão gerar em torno de US$ 1 bilhão para o Brasil.”




Não podemos esquecer que a China e o Brasil foram países emergentes que cosneguiram sair da crise de 2008 sem grandes estragos. Mas de que forma isso foi conseguido?




Tudo começou em 1978 quando Deng Xiaoping iniciou um ambicioso projeto de reformas visando a modernização da China e mais tarde teve prosseguimento quando, em 1989, começou a aplicar um programa de privatizações das empresas estatais. Nos anos 90 continuou a caminhada rumo desenvolvimento com a “escalada industrial” em cima do padrão asiático de desenvolvimento.




Agora a situação é outra: com a moeda desvalorizada e o dólar sobrevalorizado, brasileiros de diferentes setores tem atitudes diferentes. Para os agricultores, a China é uma boa oportunidade. Para os manufatureiros é uma ameaça. Investidores brasileiros podem ser considerados em cima do muro.


Como na década de 70 foram planejados os PND’s (Plano Nacional de Desenvolvimento); como a década de 80 foi efetivamente perdida; como a de 90 foi a da estabilidade e a do ano 2000 ao 2010 foi pautado em cima do superávit primário (mesmo com alguns macetes fiscais), precisamos estabelecer o plano estratégico de desenvolvimento pois é necessário amarrar as pontas porque antes de mais nada é necessário proteger a indústria nacional.






Algumas informações foram retiradas do programa Café com a presidenta. Clique aqui para visualizar na íntegra.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Gigantes, iPads, jatos e porquinhos

A delegação brasileira, comandada pela presidente Dilma Rousseff, teve ótimos resultados na visita à China. Acordos econômicos e diplomáticos importantes, principalmente para o Brasil, foram assinados, mostrando a força e importância global dessas duas potências emergentes.

As relações comerciais entre o nosso país e o gigante asiático são bastante desiguais, já que vendemos commodities (principalmente minério de ferro para alimentar as grandes indústrias chinesas) para eles, enquanto a China exporta pra cá produtos manufaturados, a preços baixíssimos. Isso se deve ao fato de nosso parque industrial ser muito mais atrasado, logo menos competitivo, que o chinês. Assim, exportamos poucos manufaturados para lá.

Alguns dizem que o objetivo de Dilma nesta visita é deixar essa relação com um dos nossos maiores “parceiros” econômicos mais justa. Contudo, só isso não adianta. É necessário que se faça uma grande modernização na indústria brasileira. Mesmo assim, a delegação não voltará de mãos vazias.

Os chineses compraram jatos da Embraer e autorizaram empresas brasileiras a exportar carne suína para o país, além disso, eles exigem que o Brasil reconheça a China como economia de mercado. Para o lado brasileiro, os ganhos foram um tanto mais interessantes. A Foxconn, empresa que fabrica componentes para a Apple, investirá 12 bilhões de dólares no país, com a construção de um grande complexo fabril. Nele, serão produzidos displays eletrônicos para aparelhos em geral.

Outra boa notícia dada pela Foxconn (e que animará os Apple fans) foi que Steve Jobs autorizou a taiwanesa a produzir iPads em solo nacional, o que diminuirá o preço do produto aqui. Contudo, não se sabe onde os famosos produtos serão fabricados, pois a empresa de Jobs irá negociar com os estados brasileiros. O que der mais incentivos vencerá.

Além dos investimentos, Dilma conseguiu apoio do gigante asiático para que o Brasil seja membro efetivo no Conselho de Segurança da ONU. Estes membros têm direito a veto nas decisões do conselho, o que daria ao nosso país uma grande importância no cenário mundial. Com o apoio da China e dos Estados Unidos, parece que a maior nação da América do Sul tem mais chances de conseguir a tão desejada cadeira efetiva.

Ao todo, foram 22 acordos assinados, US$120 milhões em negócios e US$13 bilhões em investimentos, segundo o jornal “O GLOBO” (13-04-11).

A relação comercial entre esses dois gigantes não ficou mais justa, pois, como já foi mencionado, seria necessária uma grande mudança no setor industrial brasileiro para que tivéssemos no mínimo alguma chance para competir com as gigantes indústrias chinesas e sua mão de obra barata. 

terça-feira, 22 de março de 2011

O declínio do preconceito no século XXI

A imagem desse texto deveria ser considerada um fato histórico, não só para a história brasileira e americana, mas para a história de todo o mundo. A razão é simples: se voltássemos 30 anos no tempo, as duas figuras da foto não estariam nela.

No nosso país, há 30 anos, era inimaginável uma mulher como Presidente da República, ainda mais uma que havia lutado contra o regime ditatorial vigente na época. Não só ela, mas vários cidadãos lutaram para trazer a democracia de volta e eles conseguiram, possibilitando que Dilma Rousseff assumisse a presidência.

Na mesma época, nos Estados Unidos, a Guerra Fria preocupava o governo de Ronald Reagan que investiu pesado em armamentos para combater o “Império do Mal” (modo como ele chamava a URSS). Nesses tempos, era incogitável o fato de se ter um presidente negro controlando a nação mais poderosa do mundo, pois o racismo, algo que sempre existiu no país em questão, era muito forte. Contudo, com uma grande mudança na ideologia norte-americana e com sucessivos erros no governo do Presidente George W. Bush, Barack Obama pôde se tornar governante dos Estados Unidos.

Essas duas figuras importantes são apenas exemplos de uma radical mudança na ideologia de uma grande parte das pessoas em vários países. Além disso, mostra que antigos dogmas e opiniões, que atrapalhavam a boa convivência em algumas nações, estão sendo superados.

O próprio ex-presidente Lula é um exemplo dessa mudança. Antigamente, no Brasil, ninguém votaria em um homem que era líder sindical, operário, de escolaridade baixa e que não "falava difícil". Demorou, mas ele conseguiu se tornar presidente e fez o melhor governo já visto pelos brasileiros até então. Não estou fazendo apologia ao PT, pois esse fato é inquestionável, basta olhar os dados de crescimento durante os anos de 2003 e 2011.

Outras figuras importantes no cenário mundial também passaram por barreiras ideológicas. Evo Morales, atual presidente da Bolívia, foi o primeiro índio a chegar ao poder de um país onde, mesmo sendo uma grande parte da população, os indígenas são discriminados. Angela Merkel, atual chanceler da Alemanha, foi a primeira mulher a assumir a chancelaria do país desde o início de sua formação e hoje é uma das pessoas mais poderosas do mundo.

O olhar do mundo quanto a certos valores, que se mostraram retrógrados, está mudando ao longo dos anos. O que é a consequência de um planeta cada vez mais globalizado, onde a palavra preconceito já não é mais cabível no vocabulário do século XXI.    

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Dilema Verde do Brasil

Dando continuidade ao projeto energético do PAC-2, o governo de Dilma Rousseff planeja desmatar 5,3 mil quilômetros quadrados de floresta do país, o que, segundo dados do jornal “O Globo”, equivale à área dos 19 municípios da região do Grande Rio. O trabalho será realizado para instalar 61 usinas no Brasil.

Logo é evidente que haverá desmatamento, já que a obra será realizada na área denominada Amazônia Legal, que compreende 9 estados da federação. Se a obra for concluída, o governo irá jogar mais 42 mil megawatts no sistema de energia. Contudo, nenhuma avaliação sobre os impactos diretos e indiretos foi feita.

Além das novas usinas, a área em questão será cortada por 2.615 quilômetros de estrada de ferro e por 1.601 quilômetros de rodovias. Segundo ecologistas, isso não será bom devido ao efeito “espinha de peixe”, onde pessoas passam a morar ao longo dessas estradas. Dessa forma elas aumentam o desmatamento no local.

Pode parecer um tanto cômico já que se ambientalistas, como o Greenpeace e o James Cameron já lutavam contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, terão agora um grande trabalho pela frente.

Estes grupos afirmam que existem várias saídas para compensar a construção das usinas. Alguns dizem que uma manutenção no sistema energético poderia ser feita, outros dizem que a energia não é distribuída corretamente, pois o Sudeste, devido ao seu desenvolvimento, fica com a maior porcentagem de megawatts. E se fosse necessário construir algo, a energia eólica daria conta do recado, segundo os “grupos verdes”.

O governo diz que essas propostas são ineficientes, ou caras demais. Além disso, essas obras, ainda segundo o governo, contribuirão para o crescimento do Brasil, pois com o rápido desenvolvimento, a demanda energética também cresce. Sem falar nas estradas de que os estados do Norte carecem.

Então, o caso possui duas faces. Creio que para crescer é necessário fazer alguns sacrifícios, entretanto, estamos em uma era em que preservar é uma lei. Nosso planeta não pode perder seu maior pulmão, contudo ele está “atrapalhando” o crescimento nacional.

É um duro dilema, ainda mais para um país que registra altas taxas de crescimento ao ano e foi considerada a nação mais limpa do mundo, na última reunião do clima. Por conseguinte é evidente que o Brasil seja um ótimo aluno em “Ser Verde” e em Crescimento Socioeconômico.

Os impactos terão que ocorrer de qualquer forma, mas eles podem ser suavizados com o uso de novas tecnologias. Entretanto, como eu sempre digo em meus textos, no Brasil, os investimentos em tecnologia são baixos, se comparado ao dos países desenvolvidos. O país, repetindo mais uma vez, deve parar de basear sua economia em petróleo (um dos combustíveis que mais poluem o planeta) para passar a se apoiar na alta tecnologia, que pouco danifica o meio ambiente. Além do mais, nós temos dinheiro e mão de obra para produzi-la.

Talvez, investir em tecnologia seja a saída para o grande dilema que estamos enfrentando atualmente.

domingo, 26 de setembro de 2010

E quando o "Ouro Negro" acabar?



 Com o objetivo de industrializar o Brasil, o governo de Getulio Vargas criou em 1953 a Petrobrás. Hoje, a estatal está em segundo lugar no rankig das maiores empresas petrolíferas do mundo. Com a exploração do indispensável petróleo, o governo vem fazendo pesados investimentos no desenvolvimento nacional e na modernização das técnicas de extração do mesmo.

Ao longo das décadas, não só o Brasil, mas países como os EUA utilizam o “Ouro Negro” diariamente, já que a grande parte dos produtos como a gasolina, o pneu dos carros e objetos de plástico, que estes produzem são derivados do petróleo. Logo, o mundo tornou-se dependente deste recurso natural.

Entretanto, especialistas afirmam que o elixir da economia mundial poderá acabar logo e ainda dizem que se investimentos para substituí-lo não forem feitos, a economia de várias nações entrará em colapso. O globo já foi gravemente ferido várias vezes, ao longo das décadas, pelas inúmeras crises e guerras do petróleo, o que só corrobora a afirmação dos especialistas mencionada anteriormente.

Então, com base nesta afirmação, a economia da maioria dos membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) estará em xeque daqui a algumas décadas, já que estes crescem “em cima” do recurso em questão. Contudo, parece que alguns países já entenderam o recado e estão dando um “update” nas suas economias antes baseadas no petróleo.

É o exemplo de Dubai, um dos sete emirados dos Emirados Árabes. O Sheikh Mohammed, atual primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos passou a fazer grandes investimentos no setor de turismo e imobiliário com o capital arrecadado com a exploração do “Ouro Negro”. Hotéis, shoppings e construções consideradas futurísticas são erguidas por empresas nacionais e internacionais. Hoje, devido aos investimentos, o local é visitado por pessoas de várias partes do planeta. Países europeus já estão se curando do vício e investem em novas tecnologias para substituir o petróleo. Carros movidos a luz solar e a eletricidade são expostos em documentários e feiras de automóveis do mundo inteiro.

Estas nações já entenderam que o elixir é finito, mas e o Brasil? O governo Lula ainda insiste em investir em combustíveis da “era colonial”, o que estagna o crescimento das áreas de alta tecnologia, que, como já mencionei em outros textos, são a saída para o salto brasileiro. Dando apenas atenção para um setor que futuramente será obsoleto, o crescimento pode ser ameaçado. Então, se possuímos mão de obra (que está fugindo para outros países), capital e matéria prima, por que não seguir o caminho do verdadeiro desenvolvimento sustentável.

domingo, 11 de julho de 2010

Belo Monte de problemas

O Brasil é considerado um país em desenvolvimento e está ganhando espaço no cenário mundial devido ao seu crescimento econômico. O governo afirma que, para mantermos esse ritmo, ou até ultrapassá-lo, o país precisará de mais energia para alimentar o setor industrial e civil.


Foi daí que surgiu a idéia de construir a Usina Elétrica de Belo Monte, que data dos tempos da ditadura militar. Se a obra sair do papel, a hidrelétrica, que será erguida às margens do Rio Xingu, vai gerar aproximadamente 11.000 MW de energia, em períodos de cheia. Essa energia, considerada por alguns estudiosos incompatível com o tamanho da usina (acredita-se que será a segunda maior do mundo), será dividida entre indústrias produtoras de alumínio para exportação e a população do Norte do país. Mas será que realmente precisamos dessa energia, e se precisamos, pra quê ela vai servir?


O governo não consultou a população local, que sofre há anos com a falta de saneamento básico e com as constantes enchentes geradas pelo Rio Xingu. Agindo dessa maneira, o governo viola, não só a constituição vigente, mas algumas leis da ONU. Além do impacto social, a fauna e a flora também serão afetadas, já que a quantidade de terra removida será da ordem de grandeza do Canal do Panamá e espécies poderão ser extintas.


Mesmo assim, insistem no projeto, afirmando que tudo isso acontecerá em prol do desenvolvimento nacional e que, dessa forma, as indústrias poderão produzir mais e, consequentemente, mais lucro será gerado. Contudo, nos dias atuais, crescer com base na exportação de matéria prima é a mesma coisa que crescer exportando banana, na época colonial. Pois, no século XXI, o que realmente gera lucro é a exportação de produtos da tecnologia da informação.


Se o país precisa de mais energia, por que não investir em outras fontes, como a eólica ou a solar. É evidente que será caro, mas não irá remover ninguém de sua moradia e não destruirá espécies e plantas, que precisam ser preservadas, pois vivemos em uma época onde preservar é uma lei mundial.


É engraçado, pois países desenvolvidos, como a Suíça, já fazem carros e até mesmo aviões movidos a energia solar, enquanto o Brasil só investe em fontes de energia da “era colonial”.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nacionalismo verde e amarelo


Ano de Copa do Mundo. O patriotismo brasileiro está no ápice. Bandeiras verde e amarela estão voando pelas ruas, casas e estabelecimentos comerciais. As pessoas saem do trabalho mais cedo, o Galvão Bueno vira manchete dos jornais, amigos marcam churrasco... Enfim, é uma grande comemoração e demonstração de amor à pátria!

Mas é engraçado, esse “orgulho de ser brasileiro” só é lembrado em épocas de Olimpíadas e de Copa do Mundo. Estranho, não? Já que, no dia da nossa Independência e no dia da Consciência Negra nenhum festejo dessa dimensão é feito.

Em outros países da América, como os Estados Unidos e o Canadá, o nacionalismo é lembrado todo dia. Bandeiras dessas nações estão espalhadas por todos os lados, em dias comuns e em dias de festa. O hino nacional é cantando, pelo menos, uma vez na semana nas escolas. Sem falar na questão militar, pois quando um jovem é enviado para guerra, este sente orgulho de si, já que estará fazendo algo em prol da sua nação.

E no Brasil? Nossos avôs cantavam o hino nacional na escola, os alunos tinham que saber detalhes da história do país, geralmente, um mapa nacional era preso no mural das salas de aula. Entretanto, agora, a grande parte da população não sabe sequer a primeira parte do hino, ou qual é o maior rio do país, ou até mesmo quando a Ditadura Militar terminou.

Há pouco tempo, foi promulgada uma lei que é obrigatória a entoação do hino nacional, pelo menos uma vez na semana, nas escolas. Devo dizer que o lugar onde estudo não segue a constituição vigente, pois não seguimos essa lei.

O Brasileiro pode não saber inúmeras coisas sobre o lugar onde nasceu, mas sabe quantas vezes o Flamengo foi campeão, quantos gols o Zico marcou em toda a sua carreira, em quantos times o Ronaldo jogou, qual é o melhor jogador do mundo e até mesmo quanto ele ganha em Euros.

Está na hora de mudarmos a nossa concepção sobre isso, pois se não, sempre seremos lembrados como “O País do Futebol” e não como Brasil.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Campeões na Copa do Mundo, mas e no resto?

  
O Brasil é uma potência futebolística, com cinco títulos em copas do Mundo. Conta com jogadores, cujo dom com a bola é conhecido mundialmente. A cultura do futebol é tão apreciada aqui que ultrapassa as fronteiras e chega até outras nações.
Com certeza, nosso país é mestre na arte com a bola, mas e na economia, política educação e etc? Todos sabem que, mesmo estando em desenvolvimento e ganhando espaço no cenário mundial, “O País do Futebol” tem muito que aprender. Sem falar no patriotismo, que só é lembrado em tempos de copa.
Se 190 milhões de pessoas se mobilizam para ver um jogo que não acrescentará nada em suas vidas (quem sabe um dia de folga), por que as mesmas não conseguem lutar contra as injustiças das quais sofremos diariamente. Esta na hora de torcemos e jogarmos juntos para marcar um gol contra o time dos Corruptos, marcar um gol contra a Educação Precária, marcar um gol contra todos esses times que sempre são os vencedores do campeonato. O regime tem que acabar!
Para vencermos será necessário acabar com a preguiça, que está nas nossas veias desde 1500, precisamos amar o trabalho, o esforço e o suor, pois num futuro próximo seremos recompensados, não com medalhas ou títulos mundiais, mas com o prêmio de “Brasil, o mais novo país desenvolvido”. Com isso, a grande maioria dos nossos problemas irá acabar.
Se conseguimos derrotar seleções de nações desenvolvidas, por que não conseguimos ser melhores que eles em outras coisas. Eles sabem quando é hora de trabalhar e quando é hora da farra, tanto que, nestes países, ninguém falta trabalho, ou para a cidade por causa um de jogo.
Estou montando um time para me ajudar nesse campeonato. Para fazer parte dele não é preciso saber quantas vezes o Brasil foi campeão, ou qual era a escalação da copa de 1970, ou até mesmo saber jogar futebol. Só precisamos da sua determinação e força para vencer. Então, o que me diz? Nosso avião está aguardando...