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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aumentando meta primária


Foi anunciada nessa segunda feira (dia 29 de agosto) a elevação da meta para superávit primário. O anúncio foi feito pelo ministro da fazenda Guido Mantega.
     
A meta foi aumentada de 3% para 3,2% ou 3,3% do Produto Interno Bruto, saindo dos atuais 117,9 bilhões para 127,8 bilhões.
     
De acordo com o ministro, o projeto de lei será encaminhado para votação no congresso com o intuito de alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que havia previsto a antiga meta.
      
"O Brasil tem de se antecipar para impedir que essa deterioração [da economia mundial] acabe afetando os avanços que tivemos.” – disse Mantega. Em 2008, houve decrescimento da economia Brasileira no cenário de crise econômica mundial e após medidas anunciadas pelo governo este foi contido.
      
Países europeus fizerem cortes atualmente em vários setores da economia, como educação, saúde, previdência social e outros com o objetivo de diminuição do efeito da dívida pública provocada pelos empréstimos feitos com o setor público para conter a crise financeira. Então, quase 3 anos depois, a dívida chegou.
     
E fora desse contexto de cortes orçamentários, afirmou Guido Mantega, está sendo feito esse aumento na meta primária não para redução de gastos, como antes já foi feito, mas sim para atração de maiores montantes de investimentos, que é um fator crucial para o progresso da economia.
     
Nas entrelinhas, o governo entende que através da retirada de capital circulante há uma maior facilidade no trabalho do Banco Central de controlar as taxas de juros. A reunião do COPOM (Comitê de política monetária), responsável pelo controle da taxa de juros, ocorre nesta próxima quarta-feira (dia 31).

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Música para Baixar

     Vivemos em uma era digital. Fato. Vários setores artísticos e culturais se beneficiam com o aprimoramento de tecnologias funcionais. Inclusive o ramo musical.
     
A até pouco tempo atrás havia certa forma de monopólio de redes de comunicação por certos agentes que manipulavam o que seria visto, escutado e falado. Então, o artista, primordialmente independente, só tinha duas opções: hesitar ou se habituar. Quem não se habituasse não teria seu trabalho divulgado. Claro, estamos falando de um modo geral, é claro que houve exceções em varias décadas distintas, como o surgimento do rock alternativo na década de 80 e a explosão de bandas como The Smiths e Pearl Jam (beirando a década de 90).
     
Século XXI. Redes Sociais, mídias alternativas, portabilidade móvel, tecnologias de gravação e edição de áudio/vídeo mais apuradas. Já não é tão difícil quanto antes fazer uma gravação caseira e divulgar para os próximos. Surge então a gravação independente de Generais Artísticos.
     
A música passa a ser divulgada de maneira direta, sem intermédios, sem “filtros” e sim a vontade de sua própia imaginação.
     
O que não as ajudou muito foi o fato de não criarem políticas para acompanhar essa nova tendência (de novo, falando de maneira genérica). O resultado disso foi o surgimento progressivo de conjuntos que pulavam a parte da edição artística e agora mostram o trabalho “cru”, como sempre deveriam ter sido.
     
Com esse processo surge a complexeção das relações de direitos autores e tudo que isto acarreta, desde a distribuição on-line de material até a licença de reprodução de músicas de modo legal.
     
Nesse contexto de renovação cultural surge um movimento, o movimento música para baixar (MPB) que tem como intuito “[...] promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música. [...]”
     
Então, faz-se necessário perceber que quem estimula esse processo de enriquecimento cultural é o próprio internauta que aprecia e distribui o conteúdo, ajudando dessa forma o artista.

Para obter mais informações sobre o movimento acesse: http://musicaparabaixar.org.br/
Para assinar a petição em favor do movimento acesse: http://www.petitiononline.com/mpb/petition.html

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sobre preços justos



De fato, tais produtos ao chegarem ao Brasil sofrem uma forte taxação tributária ao ponto de terem o preço aumentado “x vezes”.
      
Podemos pensar que há um conflito entre consumidores e vendedores. Vendedores sempre querem vender seus produtos por um preço maior para ob ter maiores lucros. Compradores sempre querem comprar produtos por um preço menor para obter uma boa relação custo X benefício.
       
Então, cabe ao governo, no papel de intermediador de interesses, buscar um equilíbrio entre as classes de compradores e produtores. Infelizmente, no caso do Brasil, esse papel de apaziguador não é exercido porque, em relação às importações de tecnologia (iPods, Celulares, Videogames, peças de informática, etc.), nem os compradores compram; nem os vendedores vendem.
       
Se a política pública não funciona, de fato precisa ser reformulada. Não, eu não serei ao ponto de falar que balança comercial é uma das minhas partes. Mas falarei, ainda na área das políticas públicas, que existem preços máximos e mínimos.
    
Um preço máximo é um valor máximo legal para ser cobrado de um bem ou serviço. Por exemplo, o preço dos aluguéis. Um preço mínimo é um valor mínimo para o preço de um bem ou serviço. Por exemplo, o salário mínimo.
     
Quando um imposto é estabelecido pelo governo, o mercado tem que se reequilibrar pois os compradores pagam mais pelo bem e o vendedores recebem menos. Assim sendo, os dois pólos dividem o ônus do imposto. Se o destino dessa arrecadação fosse transparente, essa incidência seria totalmente viável; mas não é o que acontece no Brasil. Além de não ser transparente, essa balança sofre reincidência tributária que torna o produto cada vez mais caro e menos lucrativo.
    
Não cabe aqui questionar se a idéia da campanha preço justo é valida. Mas no sim ou no não eu assinei. Enfim, http://www.precojustoja.com.br/ .

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre Chuva

Quantas vezes tem que acontecer para o problema ser resolvido?


"Ali você tem três rios: Trapicheiro, Joana e Rio Maracanã. É uma região crítica, baixa e que vai dar no Canal do Mangue. A prefeitura tem o projeto da construção de piscinões, o desvio do Rio Joana. É um projeto de mais de R$ 200 milhões e esperamos a liberação do dinheiro ainda este ano. Não é uma obra rápida, a gente ainda deve sofrer algum tempo. Mas caminhamos para uma solução definitiva”, afirmou Eduardo Paes ao site G1.



Localizada perto da Mangueira, a UERJ foi abrigo para estudantes e moradores das redeondezas. “Não tem como passar, a porta do meu prédio entrou água. Eu moro em frente à UERJ, na rua São Francisco Xavier. Aqui o negócio está feio”, disse um vizinho da faculdade.



O que realmente procupa é o fato da praça da bandeira ser via de um dos principais acessos ao estádio Mario Filho (Maracanã) que será um dos principais palcos da Copa do Mundo de 2014. Supondo que ainda demore algum tempo para liberar a quantia, até quando o carioca vai ter que sofrer com essas enchentes?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sobre negócios da China


A Presidente Dilma Rousseff visitou a China no último dia 15 de abril.


Segundo a presidente, foi possível “abrir portas” comerciais: “abrir as portas para que mais produtos brasileiros, produtos mais elaborados entrassem na China; trabalharmos juntos em áreas importantes, como a de ciência e tecnologia.”




Entrando nos detalhes das negociações, prossegue: “Um dos acordos que firmamos foi abrir o mercado chinês para a exportação de carne de porco. Um outro ainda, foi para a venda de aviões. A Embraer já vende aviões para a China, mas, nessa viagem, nós combinamos a venda de 35 aviões da família B-190 – são jatos que vão gerar em torno de US$ 1 bilhão para o Brasil.”




Não podemos esquecer que a China e o Brasil foram países emergentes que cosneguiram sair da crise de 2008 sem grandes estragos. Mas de que forma isso foi conseguido?




Tudo começou em 1978 quando Deng Xiaoping iniciou um ambicioso projeto de reformas visando a modernização da China e mais tarde teve prosseguimento quando, em 1989, começou a aplicar um programa de privatizações das empresas estatais. Nos anos 90 continuou a caminhada rumo desenvolvimento com a “escalada industrial” em cima do padrão asiático de desenvolvimento.




Agora a situação é outra: com a moeda desvalorizada e o dólar sobrevalorizado, brasileiros de diferentes setores tem atitudes diferentes. Para os agricultores, a China é uma boa oportunidade. Para os manufatureiros é uma ameaça. Investidores brasileiros podem ser considerados em cima do muro.


Como na década de 70 foram planejados os PND’s (Plano Nacional de Desenvolvimento); como a década de 80 foi efetivamente perdida; como a de 90 foi a da estabilidade e a do ano 2000 ao 2010 foi pautado em cima do superávit primário (mesmo com alguns macetes fiscais), precisamos estabelecer o plano estratégico de desenvolvimento pois é necessário amarrar as pontas porque antes de mais nada é necessário proteger a indústria nacional.






Algumas informações foram retiradas do programa Café com a presidenta. Clique aqui para visualizar na íntegra.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sobre escolhas e diamantes

Vivemos melhor quando compreendemos a razão de coisas acontecerem. Por exemplo, por que um diamente é tão caro e um copo d'água tão pouco? Esse raciocínio é falho porque não é sempre que um copo de água é de valor desprezível. Quando em um deserto, desidratando, o que valeria mais: um diamante ou um copo de água?

Para tanto, usamos a razão. Uma pessoa racional sabe o quanto de cada coisa se deve utilizar. Se tiver uma prova dentro de 24 horas, a pessoa racional fará o máximo para obter seus objetivos de maneira sistemática. Dentro desse prazo, essa pessoa, não escolherá passar 24 estudando, muito menos assistir TV pelo mesmo tempo. Mas sim passar mais algumas horas revisando a matéria. Esses ajustes incrementais são chamados mudanças marginais. Pessoas racionais geralmente tomam decisões comparando benefícios marginais com custos marginais.

Quando pessoas estão em sociedade, têm de enfrentar decisões pois os recursos são escassos. Um clássico exemplo se dá entre "armas e manteiga." Quando uma nação está em guerra, gasta com defesa nacional (armas) e menos gasta com bens de consumo (manteiga) para elevar o padrão de vida interno.

Diariamente encaramos alternativas e nem sempre tomamos decisões racionais porque além da racionalidade tambem somos providos de emoção que influenciam nosso poder de escolha. Qual computador comprar, em quem confiar, que celular escolher, etc.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sobre números e presidentes


Hoje, dia 31 de março, o Banco Central divulgou o relatório trimestral da inflação. A brincadeira de adivinhações estaria tranqüila não fosse o fato de estar acima do previsto no documento anterior ,houve um subida de 5% para 5,6%.


Não podemos nos esquecer que uma das promessas da nossa “presidenta” foi tentar frear a inflação.


Alexandre Tombini, sucessor de Henrique Meirelles no Banco Central, afirmou que “as expectativas estão mais focadas na inflação corrente e não a esperada para os próximos anos”.


Uma explicação plausível para a afirmativa de Alexandre é que o Copom reconhece que a meta pra esse ano não será a prometida pela nossa 1ª presidenta: 4,5% com uma tolerância de 2 pontos percentuais.


Economistas apostam que no final do ano chegaria a 5,6%, segundo os cenários de referência e de mercado, e no fim de 2012, em 4,6%. No primeiro trimestre de 2013, estaria em 4,5%.


Mudando de assunto mas não de contexto, vale lembrar que o ex-presidente Lula apadrinhou a atual presidente e chegou a chamar de “mãe do PAC”. Acontece que várias promessas do PAC foram descumpridas mas o Lula sempre escapava pela lateral, usando metáforas com o futebol para escapar de acusações onde respostas técnicas eram necessárias.


O fato era que Lula era um presidente populista e levava tudo no carisma. Acontece que com Dilma é diferente: ela é técnica, sucinta e mais reservada. Ao menos por enquanto. O que fará quando resultados forem cobrados além de falar que o Corinthians vai bem (ou não)? O tempo dirá.


É certo que ainda é cedo para tentar ver a verdadeira face da presidente e não podemos cobrar resultados no primeiro trimestre.


Mas é certo que com uma taxa Selic na faixa de 11,75% as aplicações estrangeiras não vão parar de entrar ,pois os juros no exterior estão mais baixos. De fato é necessário proteger o trabalhador brasileiro do tão comentado “fantasma da inflação”.