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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sobre números e presidentes


Hoje, dia 31 de março, o Banco Central divulgou o relatório trimestral da inflação. A brincadeira de adivinhações estaria tranqüila não fosse o fato de estar acima do previsto no documento anterior ,houve um subida de 5% para 5,6%.


Não podemos nos esquecer que uma das promessas da nossa “presidenta” foi tentar frear a inflação.


Alexandre Tombini, sucessor de Henrique Meirelles no Banco Central, afirmou que “as expectativas estão mais focadas na inflação corrente e não a esperada para os próximos anos”.


Uma explicação plausível para a afirmativa de Alexandre é que o Copom reconhece que a meta pra esse ano não será a prometida pela nossa 1ª presidenta: 4,5% com uma tolerância de 2 pontos percentuais.


Economistas apostam que no final do ano chegaria a 5,6%, segundo os cenários de referência e de mercado, e no fim de 2012, em 4,6%. No primeiro trimestre de 2013, estaria em 4,5%.


Mudando de assunto mas não de contexto, vale lembrar que o ex-presidente Lula apadrinhou a atual presidente e chegou a chamar de “mãe do PAC”. Acontece que várias promessas do PAC foram descumpridas mas o Lula sempre escapava pela lateral, usando metáforas com o futebol para escapar de acusações onde respostas técnicas eram necessárias.


O fato era que Lula era um presidente populista e levava tudo no carisma. Acontece que com Dilma é diferente: ela é técnica, sucinta e mais reservada. Ao menos por enquanto. O que fará quando resultados forem cobrados além de falar que o Corinthians vai bem (ou não)? O tempo dirá.


É certo que ainda é cedo para tentar ver a verdadeira face da presidente e não podemos cobrar resultados no primeiro trimestre.


Mas é certo que com uma taxa Selic na faixa de 11,75% as aplicações estrangeiras não vão parar de entrar ,pois os juros no exterior estão mais baixos. De fato é necessário proteger o trabalhador brasileiro do tão comentado “fantasma da inflação”.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Então que seja um corte inteligente...

Foi anunciado um corte de 50 bilhões de reais, pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega. O objetivo: cortar gastos para conter a inflação. As medidas já são visíveis, já que houve uma grande redução nos concursos públicos. Um exemplo disso é o concurso para ingressar no Itamaraty, onde antes eram, aproximadamente, 100 vagas disponíveis, contudo, hoje, apenas 27 podem ser ocupadas.

A inflação, como já foi dito no texto anterior, já está começando a se tornar uma pedra no sapato dos brasileiros. No supermercado, o preço de vários alimentos subiu e os que pedem dinheiro emprestado a bancos, ou que pagam carros, eletrodomésticos, e outros objetos através de parcelas, têm que encarar os juros altos. Até o preço dos lanches na cantina da minha escola subiu assustadoramente.

Esse “monstro”, quando está descontrolado e não luta ao nosso favor, reduz o poder de compra da população. No caso do Brasil, isso é ruim para as classes C e D, que estão em constante ascendência. Então, porque o governo não concede o aumento do salário mínimo para resolver o problema? Isso só iria aumentar a inflação, pois mais dinheiro circularia em um sistema em que existe mais capital que mercadorias e serviços.

Nesse momento delicado, um corte deve ser feito, entretanto, onde o governo deve cortar gastos? Um estudo deve ser feito, mostrando onde, quanto e se realmente vale a pena investir uma quantia x em alguma coisa. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é apontado como um dos grandes vilões dessa trama.

Muitas obras do PAC são boas, contudo outras são ruins e caras. Por conseguinte, o levantamento que será feito pelo governo deve ser altamente minucioso, analisando projetos os quais poderão ser deixados para depois, ou até mesmo esquecidos, devido ao alto custo e ineficiência dos mesmos.

A obra para a construção de usinas no Norte do país tem que ser um dos primeiros pontos a serem revistos. As usinas hidrelétricas já estão ultrapassadas e são caras demais. Além disso, as secas tem se tornado constante nos rios com os quais a energia será gerada, devido às mudanças climáticas no planeta.

Outro ponto que poderia ser analisado, contudo creio que não será, são os salários exorbitantes de senadores, deputados, vereadores e ministros, pois estou certo de que se estes fossem reduzidos, já seria um grande começo. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Dilema Verde do Brasil

Dando continuidade ao projeto energético do PAC-2, o governo de Dilma Rousseff planeja desmatar 5,3 mil quilômetros quadrados de floresta do país, o que, segundo dados do jornal “O Globo”, equivale à área dos 19 municípios da região do Grande Rio. O trabalho será realizado para instalar 61 usinas no Brasil.

Logo é evidente que haverá desmatamento, já que a obra será realizada na área denominada Amazônia Legal, que compreende 9 estados da federação. Se a obra for concluída, o governo irá jogar mais 42 mil megawatts no sistema de energia. Contudo, nenhuma avaliação sobre os impactos diretos e indiretos foi feita.

Além das novas usinas, a área em questão será cortada por 2.615 quilômetros de estrada de ferro e por 1.601 quilômetros de rodovias. Segundo ecologistas, isso não será bom devido ao efeito “espinha de peixe”, onde pessoas passam a morar ao longo dessas estradas. Dessa forma elas aumentam o desmatamento no local.

Pode parecer um tanto cômico já que se ambientalistas, como o Greenpeace e o James Cameron já lutavam contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, terão agora um grande trabalho pela frente.

Estes grupos afirmam que existem várias saídas para compensar a construção das usinas. Alguns dizem que uma manutenção no sistema energético poderia ser feita, outros dizem que a energia não é distribuída corretamente, pois o Sudeste, devido ao seu desenvolvimento, fica com a maior porcentagem de megawatts. E se fosse necessário construir algo, a energia eólica daria conta do recado, segundo os “grupos verdes”.

O governo diz que essas propostas são ineficientes, ou caras demais. Além disso, essas obras, ainda segundo o governo, contribuirão para o crescimento do Brasil, pois com o rápido desenvolvimento, a demanda energética também cresce. Sem falar nas estradas de que os estados do Norte carecem.

Então, o caso possui duas faces. Creio que para crescer é necessário fazer alguns sacrifícios, entretanto, estamos em uma era em que preservar é uma lei. Nosso planeta não pode perder seu maior pulmão, contudo ele está “atrapalhando” o crescimento nacional.

É um duro dilema, ainda mais para um país que registra altas taxas de crescimento ao ano e foi considerada a nação mais limpa do mundo, na última reunião do clima. Por conseguinte é evidente que o Brasil seja um ótimo aluno em “Ser Verde” e em Crescimento Socioeconômico.

Os impactos terão que ocorrer de qualquer forma, mas eles podem ser suavizados com o uso de novas tecnologias. Entretanto, como eu sempre digo em meus textos, no Brasil, os investimentos em tecnologia são baixos, se comparado ao dos países desenvolvidos. O país, repetindo mais uma vez, deve parar de basear sua economia em petróleo (um dos combustíveis que mais poluem o planeta) para passar a se apoiar na alta tecnologia, que pouco danifica o meio ambiente. Além do mais, nós temos dinheiro e mão de obra para produzi-la.

Talvez, investir em tecnologia seja a saída para o grande dilema que estamos enfrentando atualmente.