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domingo, 15 de maio de 2011

Carros argentinos barrados na fronteira brasileira

Mais de 2.000 veículos já foram barrados
Em resposta ao governo argentino, O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) criou uma barreira para dificultar a importação de veículos. A medida foi criada visando atingir os argentinos, contudo, segundo as leis da Organização Mundial do Comércio (OMC), a medida tem que valer para todos os países que exportam automóveis para o Brasil.

Dessa forma, México, Alemanha, China, Estados Unidos e outras nações também foram afetadas. A barreira funciona da seguinte forma: o importador terá que pedir uma licença prévia para a liberação de guias. Antes, esse processo era feito de forma automática, o que facilitava a entra de produtos aqui. Assim, com uma burocracia maior, os carros demorarão mais para atravessar as fronteiras brasileiras.

Há alguns anos, inúmeros produtos que exportávamos para a Argentina estavam ficando presos na fronteira, devido às barreiras burocráticas impostas pelo governo Kirchner. A “lista dos barrados” inclui desde ovos de Páscoa a tratores que seriam usados por agricultores daquele país. Segundo a OMC, produtos que necessitam de licença prévia para a liberação de guias, podem ficar no máximo 60 dias “presos” na fronteira. Entretanto, estes estão parados lá por muito mais tempo.

Assim como vários países na América do Sul, a Argentina está com o mercado interno aquecido, mesmo assim, as indústrias desse país exportam muito para o Brasil. Segundo o G1, de janeiro a abril, os argentinos exportaram para cá 142.773 das 231.918 unidades produzidas nesse período. Ou seja, do total exportado, 82% veio para o Brasil.

A resposta dada pelo nosso governo foi bem justa, já que a Casa Rosada não está respeitando as leis internacionais de comércio e ainda compromete os acordos de diminuição de taxas comerciais entre os países do MERCOSUL. O governo brasileiro disse que está aberto a negociações com a Argentina, mas afirmou que não vai acabar com a medida vigente.

Além de incomodar o governo Kirchner, o Brasil visa proteger o mercado interno de automóveis que vem sendo fortemente invadido por carros chineses, como disse no post Papai, compra um carro da China?. Contendo a invasão, o governo espera acabar com ou diminuir o déficit de exportação de automóveis que estamos enfrentando.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Papai, compra um carro da China?

 Face? Cielo? Jac J3? Chery? Jac Motors? É um tanto estranho ler esses nomes em vários carros tão diferentes e que surgiram do nada nas ruas das grandes cidades brasileiras. Esses veículos vêm da China, caros leitores e estão invadido o nosso país como se fossem mais um produto Made in China.

Com o câmbio favorecendo os chineses e o crescimento do poder de compra das classes C e D fizeram com que grandes empresas de automóveis, como a Chery e a Jac Motors, investissem na venda de carros populares no Brasil. Com preços entre R$20 e R$40 mil, em poucos anos, as vendas dispararam.

Segundo dados do jornal “O GLOBO”, no início do ano passado, as compras de veículos da China representavam US$ 16 mil, no mesmo período desse ano o total foi calculado em US$26,3 milhões. Dessa forma, os papeis estão se invertendo, já que antes exportávamos carros para a segunda maior economia do mundo, entretanto, agora, os chineses estão exportando cada vez mais veículos pra cá. Mas como esses carros fizeram tanto sucesso?

O preço? Talvez, contudo eles custam, como foi dito acima, entre R$20 mil e R$40 mil e automóveis de outras empresas conhecidas no país também podem ser encontrados pelo mesmo preço. Então o que aumentou a procura por esses produtos chineses? Eles vêm completos. Airbag duplo, MP3 player embutido, ar-condicionado de fábrica, direção hidráulica, trio elétrico... E muitos possuem freios ABS!

Esses vários acréscimos fizeram o consumidor brasileiro “deixar” o antigo Palio e o Uno da Fiat, já que estes ficam mais caros quando se coloca tudo o que os carros da China já possuem de fábrica. Além disso, a Chery e a Jac Motors criaram um forte esquema de manutenção dos seus automóveis no Brasil. Dessa forma, o consumidor não deve ficar com medo caso aconteça algum problema com o seu produto.

Entretanto, esses automóveis só usam gasolina. O que pode ser ruim em tempos de alta do produto e em uma época em que uma ideologia de preservação do planeta já está ganhando força. O design também é um problema, eles possuem formatos muito estranhos aos olhos do brasileiro. Sem falar na má fama dos produtos chineses, que são conhecidos pela péssima qualidade.

As montadoras da segunda maior economia do mundo são muito jovens, se comparadas a outras grandes asiáticas, como a Toyota, Kia e Hyundai. Assim, essas estão aprimorando cada vez mais seus produtos, melhorando o seu design, adaptando-os a combustíveis alternativos e melhorando a qualidade desses, para por fim a má fama.

Portanto, em alguns anos, creio que o primeiro carro de muitos jovens será um chinês. Já estou pensando em comprar um quando fizer 18 anos.