terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quando Me Deito

Deito a cabeça no travesseiro
Fecho meu olhos lentamente
E um mundo se abre na minha mente
Angustias propagam-se

Planos vão surgindo para o amanhã
Tudo o que eu quero é descansar
Para acordar pela manhã
Mesmo que meu consciente grite por uma noite de sono

Minhas ideias a mil me deixam tonto
Lembro do dia de ontem, 

Lembranças que fazem rir por dentro
Sinto borboletas no estômago,

Não aguento...
O coração dispara

Penso no próximo encontro
Ensaio todas as falas
Construo todo um futuro para nós dois
Pouco me importa se é fruto da minha imaginação
Disso eu tomo conta depois...
Quero pegar meu celular

Seu número discar
Interromper seu sono
Só pra te dizer que em ti não paro de pensar
A coragem não é suficiente nem para os olhos
 abrir
O que me resta é desejar bravamente
Para que em seus sonhos eu possa sorrir
Te dar um beijo de boa noite
Te fazer um cafuné

Admirar seu encantos
E dizer baixinho no seu ouvido:
"Boa noite meu amor, durma com os anjos"

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Brasil e a crise mundial


O mundo está quebrado. As grandes potências do mundo já não conseguem sair do buraco, desde a Crise de 2008-2009 e muitos já falam em um novo período de grande recessão. O Fundo Monetário Internacional (órgão internacional que assegura o bom funcionamento do sistema financeiro) revisou a média de crescimento mundial para baixo. Será que o mundo enfrentará um “mergulho duplo” (W)?

Mas o que é “um mergulho duplo”? É um termo usado pelos falantes do economês para dizer que, depois de uma crise (como a de 2008-2009), o mundo teve uma leve recuperação, mas entrará em recessão novamente. Isso ocorre quando os problemas da última crise não foram devidamente solucionados, ou seja, ainda há muitas feridas abertas no sistema financeiro.

Esse anúncio de uma nova recessão pode ser confirmado por inúmeras notícias que vemos todos os dias nos noticiários: Zona do Euro em crise, Estados Unidos não saem do CTI, Japão ainda nem respira... Enfim, parece que é difícil crer que não estamos entrando em mais um período sombrio.

Enquanto isso, no Brasil, a inflação e a alta do dólar começam a incomodar. Isso porque, com a alta da moeda americana, produtos que são importados ficam mais caros e isso ajuda no aumento da inflação. E o como esse “mergulho duplo” pode atrapalhar a nossa nação?

O Brasil é profundamente dependente da exportação de commodities (gêneros agrícolas, petróleo, minério de ferro e outros). Os países desenvolvidos são os maiores comparadores desses produtos, logo, com uma crise, a demanda por commodities por parte dessas nações vai cair consideravelmente. Isso levará a uma queda nos preços destes produtos, que por enquanto se encontram em alta. Portanto, nossas exportações serão afetadas.

Contudo, como nem tudo em economia é completamente ruim, essa queda na demanda mundial pelos nossos produtos contribuirá para o controle da maligna inflação. Recentemente, outras medidas têm sido tomadas para controlar esse antigo fantasma. Uma delas foi a de segurar o consumo, através do aumento do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) sobre os carros que não são produzidos no MERCOSUL e/ou que não possuaem 65% do conteúdo brasileiro. Com isso, os analistas preveem um aumento de 25% a 28% no preço dos automóveis.

O mercado de ações daqui também será afetado se uma nova crise começar, já que as bolsas americanas e europeias ditam o humor dos mercados. E como estes países serão profundamente afetados por esse evento, suas bolsas também sentirão a forte pancada.  

Portanto, os efeitos de uma possível crise aqui não serão tão catastróficos, mas sim nos países desenvolvidos. Ainda assim, devemos torcer para que eles saiam logo dessa terrível situação, pois, para que a saúde financeira do mundo esteja boa, é necessário que a deles também esteja.       

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rock In Rio

 Eu já postei aqui sobre a realizaçãodo meu sonho de ir pro Rock In Rio, então hoje falarei sobre o evento em si.


Numa época em que shows no nosso país eram raros (pela falta de infraestrutura, por furtos de equipamentos e históricos de “calote”), Roberto Medina, publicitário e empresário brasileiro, um dia teve a ideia de criar um festival que provasse que o Brasil podia fazer shows internacionais. Daí nasceu o Rock In Rio.

Durante a construção da Cidade do Rock (local onde aconteceu o primeiro evento) um problema em específico veio à tona: o terreno. O solo era instável, de difícil construção, mas depois de o evento quase ter sido cancelado, eles conseguiram cumprir o prometido. Para se ter uma noção, a primeira Cidade do Rock tinha uma área de gramado de 87mil m² (mais ou menos 12 Maracanãs), três palcos giratórios de 5500 m², uma verdadeira cidade. Tudo pronto, o evento começa e... Chove. Acredite, a chuva foi animadora. Jovens de jogando no chão, fazendo guerra de lama, pareciam todos crianças.

Foram 10 dias (11 à 20 de janeiro) de muita música. Com atrações como como Iron Maden, AC/DC, Ozzy Osboune, James Taylor, e Queen (com sua lendária apresentação de“Love of my life”), o Rock In Rio foi um sucesso, levando mais de 1 milhão de pessoas à Cidade do Rock. Estampou as capas de revistas de jornais não só brasileiros como de toda a mídia internacional. A missão estava cumprida: Roberto Medina provou que o Brasil era sim capaz de produzir um mega evento musical. O primeiro deixou um gostinho de mais, e que assim seja...

Com a Cidade do Rock demolida, a segunda edição teve de ser no Maracanã. Mesmo com o público reduzido em quase metade, foi outro sucesso, que fez com que a marca se tornasse mais forte ainda. 

A partir de 2001, o festival começou com a campanha “Por um mundo melhor”, campanha essa que foca em ações sociais e ecológicas, numa época que ainda não se falava de aquecimento global, efeito estufa e outros fenômenos climáticos. Durante essa edição, antes dos shows começarem, houve um ato simbólico: mais de 3000 emisoras de rádio e TV de todo o mundo pararam por três minutos por um mundo melhor. A partir daí surgiram os programas sociais do Rock In Rio.

Em 2004, o Rock In Rio se tornou internacional. Em maio daquele ano, acontecia o primeiro Rock In Rio Lisboa, evento que como todos os outros anteriores, foi um sucesso. A vez de Madrid chegou em 2008 e como os outros também teve o mesmo resultado.

Hoje, 26 anos depois da primeira edição, o Rock In Rio volta à sua terra natal mais amadurecido. Considerado um dos maiores festivais de música do mundo e top of mind no Brasil, na Espanha e em Portugal, tendo mais importância do que a Fórmula 1 em Madrid, por exemplo. O Rock In Rio não é mais um simples evento, é algo bem maior que a primeira edição. Esse ano o festival agradará todos os estilos musicais. Grandes nomes da música como Elton John, Stevie Wonder e Guns 'N Roses marcarão presença no evento musical mais esperado do ano no Brasil. Aos que ainda não sabem os artistas que se apresentarão (o que é meio difícil, admito) o link do line up completo está disponível aqui.

Com uma Cidade do Rock inteiramente nova, com 150 mil m², dois palcos, tenda eletrônica, espaço fashion, a rock street (uma “rua” inspirada em New Orleans onde tocará bastante blues, jazz e também terá restaurantes) e briquedos como o kaboom, montanha russa, tirolesa, roda gigante. Depois do Rock In Rio, o terreno ficará disponível para shows e outros eventos na cidade.

Aos que não irão aos show, existem alternativas: Quem tiver tv por assinatura, pode assistir a transmissão pelo canal Multishow a partir das 16h30. E a partir das 19h, a cobertura também será feita pelo portal Globo.com. Já os que estiverem fora do Brasil, poderão ver pelo YouTube neste link aqui.

Aos nossos leitores que como eu também irão, só lhes tenho a desejar um bom Rock In Rio.

domingo, 18 de setembro de 2011

Os Onzes de setembro



- Entre os dias 6 e 9 de agosto de 1945, o Japão, depois de ter 67 cidades bombardeadas, teve as cidades de Hiroshima e Nagasaki atingidas por bombas atômicas.

- 20 de março de 2003: O Iraque é bombardeado por horas. Por mais que existam controvérsias sobre os motivos da guerra, inocentes morreram ( e morrem até hoje pelas consequências da guerra).

- 11 de setembro de 1973: Morre o presidente Salvador Allende, do Chile, durante um bombardeio ao Palácio de la Moneda, gerando um golpe militar, o que causou a ditadura de Pinochet. Muitos morreram durante a época pós - golpe, durante a ditadura.
- 11 de setembro de 2001: Após quatro aviões terem sido tomados pelo Al-Qaeda durante paradas em suas rotas, um caiu no Pentágono; outro, em uma área rural após os passageiros tentarem retomar o controle. Os dois últimos, no World Trade Center, as torres gêmeas.

Domingo, dia 11 de setembro de 2011, 10 anos do ataque às torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos. A televisão brasileira, assim como todos os jornais, já preparavam desde o início do mês algumas prévias sobre a reportagem que viria a acontecer no fatídico dia dos atentados. Mostraram de tudo, desde como tudo aconteceu antes e durante os ataques, até diferentes perspectivas sobre o acontecido.

Nada mais digno do que relembrar essa lástima que se passou durante um dia normal de trabalho, escola, faculdade ou até passeio na agitada cidade americana. Todas as pessoas foram homenageadas, inclusive dois brasileiros que morreram no atentado principal. Toda aquela espiritualidade das homenagens sendo calorosamente demonstrada, nada que não emocionasse, mas... Será?


Não se lembram anos e anos das bombas de Hiroshima e Nagasaki, ou da guerra do Iraque, que até hoje causa sequelas. Quem irá lembrar o ataque do Chile? Do início da ditadura no Brasil? Quem irá fazer uma semana de reportagens, cheia de prévias, espiritualidade e motivações para a paz no mundo? No máximo fazem uma reportagem só.

Mas agora, porque se dá mais valor a uma coisa do que a outra? Simplesmente não dá para entender de fato. Estaria mídia brasileira sendo pelega do governo americano? Ou é somente pelo fato de o que é do solo estadunidense dá mais capital do que outras coisas que, aparentemente não tem importância econômica? Ou é empolgação dos produtores que gerou uma boa idéia, que fez surgir pequenos cifrões nos olhos dos ‘grandões’ da TV e jornais?

Simplesmente não dá para saber, mesmo parando para pensar, analisar e especular de acordo com a história da TV brazucona; até porque se formos fazendo teorias de conspiração aqui isso vira um blog de mistérios, e não um blog informativo, né rapaziada do bem ;D
Fazer o que.

Agora, vamos ver por outra perspectiva, uma mais real.
Se formos ver por um outro lado, iremos perceber o seguinte: Pra que, Deus meu, alguém vai fazer isso com tanta coisa acontecendo no mundo?

Quer homenagear? Homenageia, cara! Foi horrível? Muito, demais!

Mas não se deve tratar como a coisa mais importante que existe.
Ouvi dizer muitas vezes que foi “o maior atentado terrorista da história”.
Sério?

No Japão, 67 cidades foram bombardeadas, e, durante 3 dias, sofreu um terror absurdo: No dia 6 de agosto, a bomba atômica denominada “Little Boy” caiu na cidade de Hiroshima... Três dias depois, no dia 9, a bomba também atômica “Fat Man” foi lançada sobre a cidade de Nagasaki, causando mortes, deformações, e radioatividade em altos níveis, que causa sequelas até hoje, por conta de deformações serem hereditárias. Imagina só!

No Iraque, Bagdá foi quase completamente bombardeada, deixando muitas mortes. Além disso, muitos inocentes foram presos, torturados e mortos, mulheres foram estupradas... Crianças foram desnudadas e ridicularizadas na frente de muitos soldados. E alguns ainda botaram vídeos na internet. Imagina de novo.

No Chile, enquanto todo mundo tinha a esperança de um governo democrático, Salvador Allende foi morto, iniciando o maior terror que o país já teve: Pinochet. Nem preciso falar como uma ditadura é.

Ainda tem mais, só que eu escolhi esses três exemplos pra vocês darem uma olhada só.

Agora, a parte mais importante desse texto:
Pessoal querido do meu coração, prestem atenção. Não estou sendo antiestadunidense, estou simplesmente fazendo uma crítica construtiva a nossa mídia. O que eu estou querendo dizer, é:

Todo atentado, deve ser tratado como igual ;D

Se pessoas morreram, se feriram (física e psicologicamente), sofreram consequências quaisqueres que sejam, isso é indiscutível. Vamos homenagear a tudo e todos, como iguais! Não estou dizendo aqui que o terror americano foi pior ou mais ameno do que o chileno, ou japonês, iraquiano, armênio, chinês, qualquer um. Estou falando que se é ruim, é ruim e acabou.


Vamos pensar um pouco sobre o que vem até a gente pela TV e jornais, nem sempre é algo super confiável. A mídia pode ter boas intenções em algumas vezes, mas em outras, o que prevalece é o
interesse.Um abraço!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Escalada

Tanta coisa se passa pela minha consciência
Tornando-a um labirinto sem coerência
Só o que queria era poder enxergar através dessa neblina
Poder ter o sol a favor da minha reflexão divina
Vou escalando montanhas, uma por uma
Não tenho pressa nenhuma
Pois não há montanha que suma
Quando cair,
Levanto e continuo a subir
Não há limites, a queda é dura
Mas não tenho medo de altura
Me apavora muito mais o chão tão certo
Do que a sensação de se jogar num céu aberto
O céu azul
Me guia pro Sul
E as vezes aponta pro Norte
Só o que eu faço é seguir,
não tenho medo da morte.
A morte não é morte se faz parte da vida
É apenas outra etapa com passagem só de ida
No caminho a gente se aventura com cada pessoa
Descobrimos que tem gente até que voa
Estaciono o meu olhar a cada ilha
Tem que aproveitar as oportunidades
Porque a vida nem sempre é só maravilha
A tarde escurece e a lua ativa
Pra gente aprender que a noite também cativa
Entra na fila, pega senha
E espera porque não há dia em que o sol não venha.