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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Brasil e a crise mundial


O mundo está quebrado. As grandes potências do mundo já não conseguem sair do buraco, desde a Crise de 2008-2009 e muitos já falam em um novo período de grande recessão. O Fundo Monetário Internacional (órgão internacional que assegura o bom funcionamento do sistema financeiro) revisou a média de crescimento mundial para baixo. Será que o mundo enfrentará um “mergulho duplo” (W)?

Mas o que é “um mergulho duplo”? É um termo usado pelos falantes do economês para dizer que, depois de uma crise (como a de 2008-2009), o mundo teve uma leve recuperação, mas entrará em recessão novamente. Isso ocorre quando os problemas da última crise não foram devidamente solucionados, ou seja, ainda há muitas feridas abertas no sistema financeiro.

Esse anúncio de uma nova recessão pode ser confirmado por inúmeras notícias que vemos todos os dias nos noticiários: Zona do Euro em crise, Estados Unidos não saem do CTI, Japão ainda nem respira... Enfim, parece que é difícil crer que não estamos entrando em mais um período sombrio.

Enquanto isso, no Brasil, a inflação e a alta do dólar começam a incomodar. Isso porque, com a alta da moeda americana, produtos que são importados ficam mais caros e isso ajuda no aumento da inflação. E o como esse “mergulho duplo” pode atrapalhar a nossa nação?

O Brasil é profundamente dependente da exportação de commodities (gêneros agrícolas, petróleo, minério de ferro e outros). Os países desenvolvidos são os maiores comparadores desses produtos, logo, com uma crise, a demanda por commodities por parte dessas nações vai cair consideravelmente. Isso levará a uma queda nos preços destes produtos, que por enquanto se encontram em alta. Portanto, nossas exportações serão afetadas.

Contudo, como nem tudo em economia é completamente ruim, essa queda na demanda mundial pelos nossos produtos contribuirá para o controle da maligna inflação. Recentemente, outras medidas têm sido tomadas para controlar esse antigo fantasma. Uma delas foi a de segurar o consumo, através do aumento do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) sobre os carros que não são produzidos no MERCOSUL e/ou que não possuaem 65% do conteúdo brasileiro. Com isso, os analistas preveem um aumento de 25% a 28% no preço dos automóveis.

O mercado de ações daqui também será afetado se uma nova crise começar, já que as bolsas americanas e europeias ditam o humor dos mercados. E como estes países serão profundamente afetados por esse evento, suas bolsas também sentirão a forte pancada.  

Portanto, os efeitos de uma possível crise aqui não serão tão catastróficos, mas sim nos países desenvolvidos. Ainda assim, devemos torcer para que eles saiam logo dessa terrível situação, pois, para que a saúde financeira do mundo esteja boa, é necessário que a deles também esteja.       

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Gigantes, iPads, jatos e porquinhos

A delegação brasileira, comandada pela presidente Dilma Rousseff, teve ótimos resultados na visita à China. Acordos econômicos e diplomáticos importantes, principalmente para o Brasil, foram assinados, mostrando a força e importância global dessas duas potências emergentes.

As relações comerciais entre o nosso país e o gigante asiático são bastante desiguais, já que vendemos commodities (principalmente minério de ferro para alimentar as grandes indústrias chinesas) para eles, enquanto a China exporta pra cá produtos manufaturados, a preços baixíssimos. Isso se deve ao fato de nosso parque industrial ser muito mais atrasado, logo menos competitivo, que o chinês. Assim, exportamos poucos manufaturados para lá.

Alguns dizem que o objetivo de Dilma nesta visita é deixar essa relação com um dos nossos maiores “parceiros” econômicos mais justa. Contudo, só isso não adianta. É necessário que se faça uma grande modernização na indústria brasileira. Mesmo assim, a delegação não voltará de mãos vazias.

Os chineses compraram jatos da Embraer e autorizaram empresas brasileiras a exportar carne suína para o país, além disso, eles exigem que o Brasil reconheça a China como economia de mercado. Para o lado brasileiro, os ganhos foram um tanto mais interessantes. A Foxconn, empresa que fabrica componentes para a Apple, investirá 12 bilhões de dólares no país, com a construção de um grande complexo fabril. Nele, serão produzidos displays eletrônicos para aparelhos em geral.

Outra boa notícia dada pela Foxconn (e que animará os Apple fans) foi que Steve Jobs autorizou a taiwanesa a produzir iPads em solo nacional, o que diminuirá o preço do produto aqui. Contudo, não se sabe onde os famosos produtos serão fabricados, pois a empresa de Jobs irá negociar com os estados brasileiros. O que der mais incentivos vencerá.

Além dos investimentos, Dilma conseguiu apoio do gigante asiático para que o Brasil seja membro efetivo no Conselho de Segurança da ONU. Estes membros têm direito a veto nas decisões do conselho, o que daria ao nosso país uma grande importância no cenário mundial. Com o apoio da China e dos Estados Unidos, parece que a maior nação da América do Sul tem mais chances de conseguir a tão desejada cadeira efetiva.

Ao todo, foram 22 acordos assinados, US$120 milhões em negócios e US$13 bilhões em investimentos, segundo o jornal “O GLOBO” (13-04-11).

A relação comercial entre esses dois gigantes não ficou mais justa, pois, como já foi mencionado, seria necessária uma grande mudança no setor industrial brasileiro para que tivéssemos no mínimo alguma chance para competir com as gigantes indústrias chinesas e sua mão de obra barata. 

terça-feira, 22 de março de 2011

O declínio do preconceito no século XXI

A imagem desse texto deveria ser considerada um fato histórico, não só para a história brasileira e americana, mas para a história de todo o mundo. A razão é simples: se voltássemos 30 anos no tempo, as duas figuras da foto não estariam nela.

No nosso país, há 30 anos, era inimaginável uma mulher como Presidente da República, ainda mais uma que havia lutado contra o regime ditatorial vigente na época. Não só ela, mas vários cidadãos lutaram para trazer a democracia de volta e eles conseguiram, possibilitando que Dilma Rousseff assumisse a presidência.

Na mesma época, nos Estados Unidos, a Guerra Fria preocupava o governo de Ronald Reagan que investiu pesado em armamentos para combater o “Império do Mal” (modo como ele chamava a URSS). Nesses tempos, era incogitável o fato de se ter um presidente negro controlando a nação mais poderosa do mundo, pois o racismo, algo que sempre existiu no país em questão, era muito forte. Contudo, com uma grande mudança na ideologia norte-americana e com sucessivos erros no governo do Presidente George W. Bush, Barack Obama pôde se tornar governante dos Estados Unidos.

Essas duas figuras importantes são apenas exemplos de uma radical mudança na ideologia de uma grande parte das pessoas em vários países. Além disso, mostra que antigos dogmas e opiniões, que atrapalhavam a boa convivência em algumas nações, estão sendo superados.

O próprio ex-presidente Lula é um exemplo dessa mudança. Antigamente, no Brasil, ninguém votaria em um homem que era líder sindical, operário, de escolaridade baixa e que não "falava difícil". Demorou, mas ele conseguiu se tornar presidente e fez o melhor governo já visto pelos brasileiros até então. Não estou fazendo apologia ao PT, pois esse fato é inquestionável, basta olhar os dados de crescimento durante os anos de 2003 e 2011.

Outras figuras importantes no cenário mundial também passaram por barreiras ideológicas. Evo Morales, atual presidente da Bolívia, foi o primeiro índio a chegar ao poder de um país onde, mesmo sendo uma grande parte da população, os indígenas são discriminados. Angela Merkel, atual chanceler da Alemanha, foi a primeira mulher a assumir a chancelaria do país desde o início de sua formação e hoje é uma das pessoas mais poderosas do mundo.

O olhar do mundo quanto a certos valores, que se mostraram retrógrados, está mudando ao longo dos anos. O que é a consequência de um planeta cada vez mais globalizado, onde a palavra preconceito já não é mais cabível no vocabulário do século XXI.    

quinta-feira, 10 de março de 2011

Made in China agora com qualidade

Carro da empresa chinesa Chery
A fama dos produtos made in china nunca foi muito boa. Governos do mundo inteiro já enfrentaram problemas devido à baixa qualidade dos produtos vindos da segunda maior economia do planeta, já que inúmeros recalls e processos foram feitos e movidos contra companhias chinesas ao longo dos últimos anos.

Os chineses possuem uma indústria grande, avançada e adaptável às exigências do mercado interno e externo. A mão de obra é a maior do mundo e uma das mais baratas. Logo, se o país possui uma forte, barata e vasta força de trabalho e uma indústria altamente produtiva e competitiva qualquer coisa pode ser desenvolvida na China. Então, por que muitos produtos de lá são de baixa qualidade?

O governo chinês sempre esteve de olho nas classes mais baixas, que não podem comprar produtos muito caros. Então, para atrair esse tipo de mercado consumidor, muitos produtos made in china são de baixa qualidade, pois o custo da produção destes não é caro, por conseguinte o valor final fica muito mais barato, assim podendo ser adquirido pela classe D. Além disso, com a desvalorização artificial do yuan as mercadorias exportadas ficam muito mais baratas. Essa lógica domina a nação em questão, pois é investimento certo e muito lucrativo devido ao grande número de nações pobres no planeta.

Contudo, isso está mudando. Visando dominar vários setores produtivos, hoje liderados pelos EUA, Alemanha, Japão e outras nações com indústria competitiva, A China estabeleceu 2011 como o “Ano do Reforço à Qualidade das Mercadorias Exportadas”. Os ministérios de Hu Jintao começaram a adotar medidas para aumentar a qualidade dos produtos chineses.

Com a produção de “qualidade” no país, o governo passa a adotar a terceirização dos antigos e difamados produtos que agora serão produzidos em países como a Índia, Malásia, Indonésia e Vietnã, onde a mão de obra é barata. Essas medidas já estão tendo reflexo no Brasil.

Segundo o jornal “O GLOBO” (10-03-11), os equipamentos para a indústria brasileira vinham dos EUA e da Alemanha, agora, entretanto, a China passou os alemães e consolidou-se como a segunda maior exportadora. Os dados preocupam o governo que já está adotando medidas para proteger o mercado nacional contra a crescente enxurrada de produtos vindos do Oriente.

Para as indústrias daqui, que estão com a infra-estrutura precária e consequentemente com a competitividade comprometida, devido à falta de investimentos, grande carga tributária e valorização do real, as ações do governo chinês colocam a produtividade em xeque.

Seria interessante se o governo brasileiro investisse mais na exportação de produtos industrializados, modernizando as indústrias nacionais, ao invés de ficar se preocupando com “velhos produtos made in brazil” (leia-se commodities).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Revoltas no Norte da África, um duro golpe para os “Viciados em Petróleo”

As revoltas no Norte da África estavam causando certa instabilidade nas bolsas de valores do mundo inteiro. Entretanto, os protestos na Líbia, um dos maiores produtores de petróleo do planeta, fizeram com que o preço do barril de petróleo subisse mais uma vez.

Mesmo com o informe feito pela OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo) de que os países membros iriam aumentar a produção, o preço do barril foi cotado a US$ 111. Além disso, zelando pela segurança de seus funcionários, grandes petrolíferas estão retirando o seu pessoal da Líbia e estão suspendendo total ou parcialmente as atividades no país, segundo o jornal “O Globo” (24-02-11).

A grande revolta no Norte da África tem se tornado cada vez mais observada e acompanhada de perto pelos integrantes da União Europeia e pelos Estados Unidos. O Canal de Suez, por onde é escoada a produção de petróleo do Oriente para o Ocidente já era um fator logístico que requereria atenção, contudo, agora, com uma crise política em um dos maiores produtores de petróleo do planeta, parece que o problema tornou-se mundial.

Nações em desenvolvimento e desenvolvidas são extremamente dependentes desse combustível fóssil já que, infelizmente, ele é indispensável na produção de vários produtos essenciais para a vida dos seres humanos. Entretanto, como eu sempre digo, esse combustível da “Era Medieval” é poluente e já está provando ser um grande problema.

Um dos pilares que sustentam a economia de nações como o Brasil, Venezuela, Arábia Saudita é o petróleo e com a crise que está ocorrendo, as perdas já tem sido milionárias. Para o Brasil, que está com a corda no pescoço, devido à crescente inflação, perder dinheiro é algo que deveria estar fora de questão. 

Em países como os Estados Unidos, o petróleo representa 35% da matriz energética, o gás natural 25% e o carvão 21%, enquanto fontes renováveis representam míseros 8%, segundo a jornalista Míriam Leitão.

Segundo especialistas, até 2030, o mundo ainda estará em processo de desintoxicação, devido ao uso do “ouro negro”. Para acelerar esse processo é necessário investir, como eu sempre digo, em energia renovável, mesmo que ela seja mais cara, já que o petróleo não vem marcando muitos gols.

O grande aumento dos preços do barril da commodity em questão serve de lição para os “viciados em petróleo”, onde Tio Sam é o coordenador do grupo, pois é o que mais utiliza a droga.

Enquanto a maior parte dos países utilizarem o combustível da “Era Medieval” para crescer, as economias destes estarão à mercê das cotações do barril dessa droga que já corre em suas veias por quase um século e que só provou ser uma das grandes vilãs na luta por um mundo mais verde. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Revolução no Mundo Árabe

O mundo árabe está passando por um intenso processo de mudanças radicais. Essa onda revolucionária, liderada pelos jovens (a maioria dos revoltosos possui menos de 30 anos) já chama a atenção dos governos de Israel e dos Estados Unidos.

Os revolucionários exigem melhores condições de vida, já que o desemprego, a baixa remuneração, a inflação e os inúmeros abusos contra a liberdade dominam a região há décadas. Tunísia, Egito, Argélia, Jordânia e Iêmen, nações onde as revoltas foram palco, são governados por ditadores, ou até mesmo por monarquias (caso da Jordânia).

Como esses regimes, que possuem pelo menos uma década de duração, usam constantemente a força militar para repreender a população, controlam a liberdade de expressão, fechando jornais, emissoras de televisão, e monitorando as redes sociais e outros recursos da Internet, esses jovens, que nunca viram um outro tipo de governo passaram a não aceitar mais as ordens ditatoriais de seus governantes?

As ordens e medidas adotadas pelos ditadores para conter os protestos não foram aceitas pela população. O toque de recolher, adotado pelos presidentes da Tunísia e do Egito, não impediu que uma nova onda de protestos, onde carros foram incendiados, tomasse conta dos principais centros urbanos desses países.

A onda começou na pequena Tunísia, que possui o 81º maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo e renda per capita de aproximadamente 9 mil dólares. Dominada pelo governo autoritário de Zine El Abidine Bem Ali, a ex-colônia francesa foi o primeiro país a obter êxito na revolução árabe, pois o atual governante acabou “sumindo do mapa”.

Com isso, a onda árabe inundou o Egito, onde o governo de Hosni Mubarak está há quase 30 anos no poder. Com os inúmeros protestos na capital egípcia, Mubarak foi obrigado a mudar todos os seus ministros. Entretanto, depois desse anúncio que foi feito pela tv, os manifestantes diziam “Queremos ele (Mubarak) fora!”.

A polícia juntou-se à população em algumas partes das cidades, onde os protestos tiveram palco e os bombeiros, depois da tomada de um dos prédios do Partido Nacional Democrático (PND) pelos revoltosos, no Cairo, não apareceram para controlar o incêndio que estes provocaram.

O êxito das revoltas anima o mundo árabe que acredita entrar em uma era de mudanças, contudo Israel e Estados Unidos já começam a se preocupar e acompanhar de perto a situação. Para os americanos, a saída de Mubarak pode ser ruim. Durante seus 30 anos de governo, o egípcio criou fortes laços com a Casa Branca.

O Canal de Suez, situado no norte do Egito, é usado pelos americanos e por outras nações para transportar petróleo do Golfo Pérsico para o Ocidente. Sem falar que, atendendo às solicitações dos norte-americanos, o atual governo egípcio lutou contra grupos extremistas no país. Outra conquista do governo de Mubarak pode estar ameaçada, segundo o presidente de Israel, já que o ditador conseguiu acabar com as hostilidades entre as duas nações.

Contudo, a paz e os lucros foram alcançados em detrimento do bem-estar da população árabe, o que, de certa forma, tornou-se o selo do governo dos Estados Unidos. Logo, parece que o mundo árabe terá que lutar contra dois inimigos: o atual governo e alguns países do mundo desenvolvido, liderados pelo viciado em petróleo Tio Sam.

Entretanto, o velho Tio Sam e seus aliados já não possuem tanto poder e fôlego para controlar revoluções. Além do mais, o G-7 já possui dívidas e problemas muito maiores.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Queda do Império Norte-Americano

Os Estados Unidos da América são um país que durante o século XX viveram um tempo de grande esplendor econômico, político e cultural. Desde sua independência, seus fundadores sempre diziam que o futuro guardava ótimas surpresas para essa nação que cresceu com base na lógica do trabalho e do esforço individual.

Seu desenvolvimento militar também foi notável, já que conseguiu vencer as duas Grandes Guerras Mundiais, aprimorando técnicas de combate, produção em massa e desenvolvendo armas capazes de devastar países. Durante a Guerra Fria, o poderio militar não conseguiu acabar com a “Ameaça Comunista” no Vietnã e na Coréia do Norte, entretanto assistiram o seu inimigo número um, a grande União Soviética, cair e converte-se ao capitalismo.

Na política externa, conseguiram controlar os governos de inúmeros países, principalmente os na América do Sul, apoiando as ditaduras militares que acabaram com a liberdade dos cidadãos latino-americanos. Estas nações, tidas como subdesenvolvidas na época, eram fantoches que foram “condenadas” a exportar commodities. Como conseqüência disso, elas não puderam desenvolver seu setor industrial como os países desenvolvidos.

Creio que não é preciso lembrar da dominação cultural “imposta de forma prazerosa” pelos EUA. O Rock, as inúmeras tendências da moda como roupas, cortes de cabelo, o cinema... Enfim, tudo isso mostra que o século XX foi repleto de ganhos para a nação em questão. Contudo, em 2001 tudo começou a mudar.

O então invulnerável, forte, rico, influente e manipulador “Gigante Americano” recebeu a resposta pelos seus atos. O ataque terrorista às Torres Gêmeas e ao Pentágono no dia 11 de Setembro de 2001, mostrou que “qualquer um” poderia fazer uma grande bagunça neste país. Entretanto, o então presidente George W. Bush travou uma guerra contra o grupo que arquitetou os ataques, a Al-Qaeda, mas que terminou em um grande número de jovens soldados mortos nos campos de batalha do Iraque e do Afeganistão.

Com o fim da era Bush, o povo norte-americano estava cansando de ver seu dinheiro e seus filhos sendo queimados em uma guerra que não teria vencedor. Além disso, uma crise econômica havia estourado com a quebra do banco americano Lehman Brothers e o governo republicano não estava sabendo lidar com a situação. Porém, parecia que havia uma saída para esse problema nacional.

Barack Obama foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, pelo partido Democrata. Obama cativou não só o seu país, mas o mundo inteiro. Prometeu curar as feridas que a Crise Econômica 2008-2009 havia causado, acabar com a guerra no Iraque, reduzir os investimentos em armamentos e coisas que o povo americano já não suportava mais.

Mesmo assim, Obama mostrou-se um presidente fraco que não conseguiu lidar com o grande problema de seu país. Hoje ele sofre inúmeras críticas de pessoas que o apoiaram durante as eleições e o mundo já não admira seu governo como antes.

Atualmente, outra ameaça comunista se tornou uma pedra no sapato do Tio Sam. A China, que se tornou uma potência militar e econômica é a segunda nação mais rica do globo. Estudiosos afirmam que se ela continuar nesse ritmo de crescimento chegará à primeira posição em breve. Pode-se dizer que  esse novo “inimigo” é completamente diferente da URSS, pois soube unir os pontos positivos do capitalismo e do socialismo de uma maneira jamais vista.

Tudo no planeta possui um ciclo de Começo-Auge-Decadência e os EUA se encaixam perfeitamente nessa lógica. Essa teoria também se encaixa na situação em que os países da Zona do Euro estão passando, já que sofrem uma crise econômica, política e social.

Entretanto, em contrapartida, os países integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e alguns da América do Sul, como Argentina e Uruguai e até mesmo a África do Sul estão atingindo níveis de crescimento notáveis, o que pode mudar as regras do cenário mundial completamente.

Por conseguinte, é evidente que a queda do império americano não pode ser contida, mas pode ser suavizada, para que o velho Tio Sam não se “machuque” muito.

sábado, 11 de dezembro de 2010

WikiLeaks, uma torneira sem filtro


A tecnologia da informação configura o mundo para ser rápido e pragmático. Isso é claro dentro de uma ideologia capitalista que ajuda esse sistema a funcionar de forma correta. Logo, como conseqüência dessa configuração, somos todos os dias bombardeados por inúmeras notícias sobre economia, política e etc.

Contudo, estas, antes de chegarem a nós, passam por um filtro que trabalha de acordo com os interesses de pessoas, empresas e até de países. A frase anterior está com um ar de “Teoria da Conspiração”, mas é verdade. Nós só sabemos o que ELES (os grandes) querem que a gente saiba.  A afirmação acima é corroborada pelo o mais novo escândalo da mundial chamado WikiLeaks. 

Esta empresa que pertence ao agora famoso australiano Julian Assange que não possui fins lucrativos se tornou uma pedra no sapato de vários líderes e grandes empresários. O WikiLeaks é apenas mais um canal de informação, contudo ele não possui o filtro das grandes mídias como CNN, BBC e a Rede Globo. Ou seja, toda a “sujeira” (leia-se verdadeira informação) é despejada no planeta.

Recentemente, a arma de Assange revelou documentos da diplomacia do país que mais possui relações com outras nações: os Estados Unidos. Entretanto, as “fofocas” das embaixadas norte-americanas revelaram coisas inimagináveis em relação à compra e venda de armas, a conferência do clima que ocorreu em Copenhague e até sobre as ações consideradas macabras das campanhas do Iraque e do Afeganistão.  

Tudo isso fez o sistema entrar em pane geral, pois uma peça que não está funcionado corretamente está colocando em risco todo o sistema. Assim, seus programadores irão se organizar para combater essa falha. E foi o que aconteceu: os EUA apertaram o cerco contra o site que conta as “fofocas” mais comprometedoras do mundo e conseguiram prender o seu criador. Mesmo neutralizando-o, sua arma já havia disparado inúmeros projéteis que causaram um grande “estrago” que só o tempo poderá consertar. 

O site em questão é apenas um dos muitos canais que virão para nos deixar saber o que está realmente acontecendo. Eles terão muita ajuda de pessoas que trabalham dentro dos bastidores e que estão dispostas a cooperar com tudo que for possível para a real democratização da informação.

Isso já está ocorrendo, pois aqueles que cederam as balas para a arma de Assange estavam em altos cargos em seus respectivos empregos. Por conseguinte, o sistema não poderá mais lutar contra outros novos WikiLeaks, já que está sendo “terrivelmente infectado” por dentro.