terça-feira, 30 de agosto de 2011

GREVE na Rede Federal de Ensino - #FEDERALemGREVE


Roger e Barbara na passeata que ororreu dia 18/08, no centro do  Rio de Janeiro

Dia desses eu estava conversando com os meus amigos sobre os cortes do governo na educação e sobre a greve que havia estourado. Alguns se disseram a favor, outros contra a greve, mas todos achavam que o corte era injusto. 
Quando a greve tomou conta do twitter, com a hashtag #FEDERALemGREVE, muitos leitores do blog me cobraram um texto. Na verdade não só a mim como aos outros membros. Achamos que era cedo demais, pois ainda precisávamos ler mais sobre a greve para nos aprofundar melhor sobre o assunto.
Houve o twittaço, a passeata, e o blog divulgava tudo através de seu perfil no twitter, mas ainda existiam pedidos de textos sobre a greve...
Demorou, mas conseguimos mais que um simples texto, conseguimos uma entrevista com o Francisco Aragão Azeredo, mais conhecido por "Chico" (ou para os twitteiros, por @chcapet), geógrafo, professor da rede IF e membro do conselho de ética da greve.

Roger Amaral: Bom, em primeiro lugar te agradeço por disponibilizar parte do seu tempo para nos dar essa entrevista, sei que ultimamente o seu tempo tem sido corrido.
Francisco Aragão Azeredo: De nada, é um prazer estar aqui dando essa entrevista.

R: Então vamos começar. O que incentivou o início da greve?
F: Bom, em relação ao Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais
da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) o fato de que o governo vem enrolando nas mesas de negociação desde o começo do ano (se não me engano março). Ao mesmo tempo, o governo dizia que o prazo limite era o fim deste mês, agosto. E o Duvanier (do MPOG, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão) ficou a maior parte do tempo dizendo que o governo não tinha como dar aumento nenhum nas bases, ou seja, nos institutos. Pesaram fatores como a bagunça que vem sendo essa expansão da Rede Tecnológica, com vários campi sendo implantados em lugares sem infra-estrutura alguma, ou mesmo campi fantasmas. Tem uns 3 campi que o site do MEC (Ministério da Educação) lista como existentes na Bahia que ainda estão no começo das obras. Além disso, há fatores como a defasagem salarial da categoria do MBTT (Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico) como um todo e que afetam principalmente os profissionais novos, que ganham salários inferiores aos pagos pela prefeitura do Rio, no caso dos graduados, por exemplo. E a célebre questão da progressão por titulação dos docentes do MBTT, que é prevista em lei mas não vem sendo cumprida adequadamente
Eu acho que isso ajuda a explicar PARTE das nossas razões. Esse link tem as tabelas salariais dos três regimes de trabalho do MBTT (aqui)
Favor considerar que a Prefeitura do Rio de Janeiro tá fazendo concurso pra pagar mais de 3,4 mil reais pra matrícula de 40 horas. Detalhe importante: sem exigir dedicação exclusiva.

R: O início da greve de seu no início de agosto, certo? Em que dia?
F: O IFRJ teve a greve deflagrada no dia 11 de agosto, em Assembléia com 151 votos a favor, 17 contra e 5 abstenções, o que foi um recorde da história da instituição, com presença da maioria dos 11 Campi e da Reitoria. A greve mesmo começou na terça seguinte, 16 de agosto e no dia 18 houve uma assembleia com um número próximo a 300 servidores que referendou o movimento. Sendo que é preciso considerar que em Campi longínquos, como Arraial do Cabo e Volta Redonda a maior parte dos servidores realizou assembleias locais com ampla participação. Lembrando que nesses campi estão boa parte dos problemas de infra-estrutura de nossa rede.
Ah, e eu esqueci de comentar: em nome da "inclusão" o governo quer acabar com o Ensino Básico em instituições como o INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos) e o Instituto Benjamin Constant, que ensinam respectivamente a surdos e cegos, de modo que o INES foi um dos primeiros institutos a entrar em greve no Rio
Se é que não foi o primeiro.

R: Você pode citar algumas reivindicações? Como o valor do reajuste do salário dos professores?
F: O Sinasefe reivindica um reajuste urgente de 14,67%, 10% do PIB destinado à educação e que se retomem as negociações para as mudanças das carreiras. (link para a pauta aqui) Note que a reestruturação da carreira vem sendo prometida desde o segundo governo do Lula. E a meta era equiparar o magistério federal às carreiras da Ciência e Tecnologia. Olha isso aqui e veja a disparidade dos ganhos dos professores com os de outras carreiras que demandam MENOS QUALIFICAÇÃO no Serviço Público Federal.

R: Quantos campi (incluindo ensino médio, técnico e superior) já aderiram à greve?
F: De acordo com o informe do Sinasefe, cerca de 220 campi, mas eu descobri que eles contam o Pedro II como um único campus e se você considerar cada unidade do Pedro II um campus, o número pula pra 233.

R: Como as autoridades estão vendo uma das maiores (ou a maior) paralisação da rede federal de ensino da história?
F: Ótima pergunta. O Haddad (Ministro da Educação) veio negociar diretamente com o Sinasefe, marcou uma reunião na quarta passada e foi muito solícito com a pauta de reivindicações que não diz respeito à questão salarial e de verbas. Diz ele que o MEC não tem ingerência sobre questões de orçamento, que são do encargo do MPOG. No MPOG, o encarregado de negociar salários com servidores é um tal Duvanier que foi da CUT (Central Única dos Trabalhadores), e cuja palavra de ordem é dizer que "não negocia com grevista". Isso em um governo liderado por um partido que diz ser dos trabalhadores... No momento, o MPOG abriu uma janelinha, acredito que por pressão do MEC, pra negociar com a Conlutas, central sindical à qual o Sinasefe está filiado. Na verdade, tem coisas que estão rolando em Brasília neste momento. Hoje o Sinasefe se reuniu com o MEC e a Conlutas com o MPOG, e claro, há a questão dos técnico-administrativos da Educação, que até agora não receberam proposta nenhuma do governo.

R: E a questão da expansão demasiada de campus sem infraestrutura da rede IF? Fiquei sabendo que alguns não tinham nem prédio e outros estavam com o teto caindo, é verídica a informação?
F: Sim, esse do teto que caiu se não me engano é em Alagoas, Penedo. Sobre não ter prédio, deixe-me contar a história da minha admissão...
Eu fiz concurso pro IFRJ em 2006, ainda era CEFETEQ a instituição. Minha vaga era para Paracambi, mas no meu concurso tinha uma ou duas vagas pra São Gonçalo, onde eu acabei sendo lotado. Fui convocado no final de 2008 e tomei posse em janeiro de 2009. Quando cheguei em São Gonçalo, o "campus" era composto por TRÊS SALAS numa escola municipal, o Ernani Faria. Só no final daquele ano é que a prefeitura (depois de assinar um convênio em 2006 ou antes) cedeu um CIEP caindo aos pedaços pro IFRJ. O tal CIEP só ficou minimamente habitável em meados de 2010, e ainda estamos reformando salas...
Não estou contando nenhum segredo quando digo que o Campus Mesquita ainda funciona no Campus Nilópolis do IFRJ e que até um ou dois anos atrás o Campus Realengo também funcionava em Nilópolis. E isso no Rio de Janeiro, que está longe de ter a pior situação. Em Arraial do Cabo o campus também ficou por muito tempo dentro de uma escola municipal.

R: E a mídia, o que tem falado sobre a greve? Tem tido divulgação? Os grandes portais de internet, divulgaram?
F: Muito pouca. Digo, no interior a coisa é diferente, em Volta Redonda e Arraial do Cabo apareceram nos noticiários locais da Band e Globo, que eu saiba. Arraial fez manifestação em conjunto com o IFF, que tem Campus em Cabo Frio. No Rio de Janeiro o máximo que se vê é notícia na Internet e ainda assim falam como se a greve fosse exclusiva do Pedro II. O IFRJ tem um problema grave de divulgação. E claro, eu acho que a situação dramática do INES não teve divulgação o bastante. Tipo, querem acabar com a escola especializada em surdos e jogar os alunos deficientes em instituições despreparadas para recebê-los

R: Finalizando, gostaria de deixar alguma mensagem aos estudantes?
F: Em primeiro lugar, obrigado pelo apoio. O pessoal nos Campus onde eu trabalho, Maracanã e São Gonçalo, vem sendo fantástico. Em segundo lugar, tenham um pouco de paciência com essa coisa de greve. Eu já fui estudante, sei que isso complica todo o calendário (e como professor ainda mais) mas a gente sempre se recupera. E não se esqueçam de que se ainda existe Rede Federal de Educação Tecnológica (e Colégio Pedro II, colégios de aplicação e muitos etc) foi porque no passado o pessoal se mobilizou contra os abusos perpetrados por burocratas que em geral nem sabem direito o que é uma sala de aula. A Rede Federal de Educação Tecnológica não pode ser tratada como uma peça de propaganda por um governo que quer fingir que leva a Educação a sério

R: E ao governo, alguma mensagem?
F: Deixe-me ver... Vocês foram eleitos ara dar uma educação digna ao povo, não para cortar R$3,1 bi do orçamento da educação e não para dar cada vez mais dinheiro para os banqueiros. Tratem a Rede Federal de Ensino como ela merece ser tratada, e não a joguem ao descaso.

Roger Amaral: Enfim, muito obrigado pela sua entrevista, muito mesmo, e desejo uma boa negociação para vocês grevistas e que o cenário da rede federal de ensino mude
Francisco Aragão Azeredo: Muito obrigado, a ajuda do blog pode parecer pouca, mas é importante, e qualquer apoio, por mínimo que seja, é bem vindo.



A carta aberta à população sobre a greve da Rede Federal de Ensino pode ser lida aqui

Aumentando meta primária


Foi anunciada nessa segunda feira (dia 29 de agosto) a elevação da meta para superávit primário. O anúncio foi feito pelo ministro da fazenda Guido Mantega.
     
A meta foi aumentada de 3% para 3,2% ou 3,3% do Produto Interno Bruto, saindo dos atuais 117,9 bilhões para 127,8 bilhões.
     
De acordo com o ministro, o projeto de lei será encaminhado para votação no congresso com o intuito de alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que havia previsto a antiga meta.
      
"O Brasil tem de se antecipar para impedir que essa deterioração [da economia mundial] acabe afetando os avanços que tivemos.” – disse Mantega. Em 2008, houve decrescimento da economia Brasileira no cenário de crise econômica mundial e após medidas anunciadas pelo governo este foi contido.
      
Países europeus fizerem cortes atualmente em vários setores da economia, como educação, saúde, previdência social e outros com o objetivo de diminuição do efeito da dívida pública provocada pelos empréstimos feitos com o setor público para conter a crise financeira. Então, quase 3 anos depois, a dívida chegou.
     
E fora desse contexto de cortes orçamentários, afirmou Guido Mantega, está sendo feito esse aumento na meta primária não para redução de gastos, como antes já foi feito, mas sim para atração de maiores montantes de investimentos, que é um fator crucial para o progresso da economia.
     
Nas entrelinhas, o governo entende que através da retirada de capital circulante há uma maior facilidade no trabalho do Banco Central de controlar as taxas de juros. A reunião do COPOM (Comitê de política monetária), responsável pelo controle da taxa de juros, ocorre nesta próxima quarta-feira (dia 31).

domingo, 28 de agosto de 2011

Relacionamentos e crises econômicas, o que os dois têm em comum?

Nos últimos anos, uma crise se instalou no mundo. O Japão, a Europa e os Estado Unidos estão pagando caro pela dívida que vieram acumulando nas últimas décadas. Entretanto, não irei falar sobre eles hoje. O mundo dos relacionamentos será o foco desse texto.

Creio que todos os leitores que possuem um relacionamento já passaram por diversas crises e sobreviveram (ou não). De certa forma, essas crises conjugais não são muito diferentes das econômicas. Então, no que elas se assemelham?

Ambas mostram que algo não está bem e geralmente são produto de um grande acúmulo de problemas que são colocados para debaixo do tapete, ou com que o casal não está conseguindo lidar. Logo, casais que guardam o que sentem e não discutem sobre certos incômodos com o outro estão criando uma bolha.

Bolhas são boas enquanto não estouram. Foi o caso dos cidadãos americanos, que passaram o governo Bush pegando empréstimos, enquanto os preços dos imóveis só subiam. Toda essa concessão de crédito acabou quando os yanques ficaram tão endividados, que não conseguiram pagar suas dívidas. Com uma crise no setor de crédito imobiliário, o setor imobiliário na resistiu. Por isso, a conversa é uma grande arma contra as bolhas nos relacionamentos, já que com ela é possível acabar com esse mal de uma vez.

Outra coisa interessante sobre as crises é o que acontece quando se sai delas. Geralmente, quando países passam por essas catástrofes financeiras, eles ficam mais fortes. É a mesma coisa com os relacionamentos, só que existem uns que já estão tão enfraquecidos e acabam quebrando (assim como as nações e empresas).

Ainda existem os que não resolvem os problemas direito, o que gera uma falsa impressão de que tudo está muito bem. Entretanto, quando menos se espera, a crise volta a atacar novamente e às vezes de forma muito pior. É o famoso mergulho duplo, da teoria do W (ciclo de queda, leve alta e nova queda).

Portanto, essas catástrofes são boas, já que dessa forma, o relacionamento fica muito mais forte, o que mantém o casal mais unido e preparado para outras eventuais crises. Então, não tenha medo de conversar com o seu parceiro(a) sobre os incômodos que está sentido, pois assim você estará cultivando uma bolha e quando elas estouram, nem sempre é possível consertar o estrago.



"Nas grandes crises, o coração parte-se ou endurece. "
( Honoré de Balzac ) 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

E agora, Apple?

Estou me arrumando para sair, quando leio a seguinte notícia no G1: “Steve Jobs deixa comando da Apple”. Paro tudo, cancelo o compromisso e começo a escrever.

Isso mesmo. Hoje, 24 de agosto de 2011, Steven Paul Jobs deixou seu cargo de CEO da Apple. Em 2004, Jobs recebeu o diagnótico de câncer de pâncreas, o que fez com que se afastasse da diretoria por 6 meses em 2009, pois teve que fazer um transplante de fígado. Em sua carta de despedida, ele disse:

"Eu sempre disse que se dia não pudesse mais desempenhar minhas funções e preencher as expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los. Infelizmente, este dia chegou"

Seu sucessor na companhia será Tim Cook, personalidade que sempre foi vista como principal candidato a futuro CEO há tempo.

Steve deixa para trás a obra de sua vida, a Apple. Fundada em 1976 por Jobs e Steve Wozniak, deixou de ser uma empresa de garagem para se tornar a com maior valor de mercado do mundo. A empresa já passou por uma crise e quase foi à falência na década de 90, quando Steve estava fora da empresa. Com sua volta, ele pôs a empresa “de volta aos trilhos” e se tornou um dos maiores ícones da empresa e um dos maiores ídolos do mundo geek.

A maior dúvida que fica em nossas mentes é: “E agora, o que será da Apple?” muitos falaram: “Com a Microsoft foi o mesmo com a saída do Gates, mas não aconteceu nada.” mas a situação da maçazinha é difetente. Jobs era parte ativa da companhia, inclusive já li notícias de que ele ficava escondido atrás de arbustos para ver as pessoas nas Apple Stores. Ele participava de todo o processo criativo e de pesquisa, não era um simples CEO.

Hoje a Apple é o que é graças ao Steve, não só por sua fundação, mas também por seu renascimento e consagração. As apresentações, os produtos, tudo da marca é único, e espero que Tim Cook dirija a empresa como ela merece ser dirigida. Sentiremos saudades Titio Jobs, e desejamos saúde.

Desigualdades sociais: por quê?



Vivemos em uma sociedade extremamente desigual e essa diferença se expressa das mais diversas maneiras. Não é necessário muito esforço ao caminhar nas ruas para se achar mendigos dormindo sob viadutos ou marquises cobertos por folhas sujas de jornal. Uma pequena volta pelas grandes cidades do mundo e descobrimos favelas aonde pessoas literalmente se amontoam para tentar sobreviver em condições subumanas. Mas por que isso?


Uma das questões geradoras da desigualdade, se analisarmos a discriminação como fator de exclusão, é o gigante preconceito existente no mundo “antigo” contra os negros e os resquícios dele na sociedade moderna. Os brancos, sabe seu Deus o porquê, julgaram-se superiores aos seus irmãos africanos e começaram a tratá-los como ‘coisa’ e mesmo o fim da escravidão não pôs um fim a essa história


O documento abolicionista brasileiro, assinado em 1888, continha três linhas. Três únicas e cruéis linhas. Ele previa o fim da escravidão – o que era algo de suma importância, é verdade – e mais nada. Os negros estavam livres... O que isso representou na prática? Milhares de miseráveis, analfabetos, sem perspectivas de crescimento, ainda vistos como mercadoria por muitos que, por não saberem fazer mais nada, acabaram as vidas em suas antigas fazendas em troca de comida e teto ou foram formar as favelas do primeiro parágrafo.


Outro cofator da desigualdade é a concentração de rendas. Não é segredo para ninguém que a grande fatia da economia do nosso país retém-se nas mãos de uns poucos empresários, políticos, celebridades espontâneas sem talento, entre outros tantos ricos que gozam do luxo de uma vida de confortos e privilégios enquanto o sertão nordestino apresenta IDHs tão bons quanto os de países africanos, vítimas de um duplo golpe de desrespeito à vida em seus territórios.


Berço negro da Terra, a África teve seus melhores homens e mulheres arrancados dos braços de seus países e famílias para serem tratados como bichos em nossas terras. Homens de linhagem real tornaram-se coisa. Todo um continente foi devastado pela irracionalidade e falta de respeito dos seus irmãos (?) brancos. Como se já não bastasse a prática escravista que assolou a África até meados do século XIX, a partir do fim do tráfico de seres-humanos, outra crueldade foi imposta àqueles países historicamente humilhados. O imperialismo dos países capitalistas ricos e suas imposições sobre os fracos governos africanos, trataram de acabar de vez com a estabilidade no continente que hoje sofre com a miséria extrema, a fome, doenças e guerras civis que se arrastam desde o fim do século passado.


O homem consegue ser mau para o homem. O homem é bicho e, como bicho, talvez seja pensar o seu maior defeito. As maldades cometidas por nós contra nós mesmos em favor de interesses mesquinhos são responsáveis pelo mundo ruim que há lá fora. São as desigualdades – provocadas pelo nosso pensar ser melhor, estar fazendo o melhor, saber que não está e mesmo assim fazê-lo – mencionadas anteriormente que causam a criminalidade e a própria maldade que é fruto da vingança social da maldade dos homens antigos.


Respondendo a pergunta chave desse texto, o porquê das desigualdades sociais é o próprio homem indo em favor dos seus interesses e contra o homem. É o homem transpirando o que há de pior nele. Nós somos os responsáveis e somos nós que temos a obrigação de corrigir isso.