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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Contra a Injustiça #EmDefesadoRio

Ultimamente, nós cidadãos fluminenses temos nos deparado com uma situação muito crítica para nosso estado: a alteração no modo com que os royalties de petróleo são divididos. Você deve estar se perguntando "E no que que isso muda na minha vida?" Isso muda muita coisa, deixa eu explicar.

Sendo o maior produtor de petrolífero do Brasil, cerca de 75% de todo o petróleo tem como origem o Estado do Rio de Janeiro. Hoje, 45% do PIB do estado é proveniente da exploração petrolífera que ocorre em nosso litoral. 

Com a nova divisão dos recursos, o repasse que antes era de 30% para a União, 26,25% para os estados produtores e 26,25% para os municípios produtores passaria ser de 20% para a União, 20% para os estados e 4% para os municípios. Caso seja aprovado, o Estado do Rio terá um prejuízo de mais de R$1,2bi somente em 2012, prejuízo esse que seria crescente. Ainda não está satisfeito? Então vou te assustar um pouco mais.

Como já tinha dito antes, o petróleo faz parte de 45% do PIB do Rio. Com esse dinheiro, o governo, além de investir em infra-estrutura, paga a dívida do estado com a união e cobre o rombo financeiro que a previdência dos servidores do estado causa. Só para deixar bem claro: sem o dinheiro do petróleo, você, servidor estadual do Rio de Janeiro, ficará sem aposentadoria. 

Espero que todos comparecem à manifestação para lutarmos juntos por nossos direitos. Chamem seus parentes e amigos, convide todos! O link para o evento no facebook está aqui, então não há desculpa para não chamar os amigos. Conto com vocês na quinta para lutar contra a injustiça e em defesa do Rio.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Interesses da OTAN na "nova Líbia"


Criada após a Segunda Guerra Mundial, a Aliança do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), teve como principal objetivo defender as potências ocidentais da União Soviética e de seus satélites.

Com o fim da Guerra Fria, a OTAN passou a fazer parte de inúmeros conflitos, como a Guerra do Golfo e a Guerra do Afeganistão e Iraque. O que fez a organização ser fortemente criticada por várias nações do planeta.

Recentemente, essa aliança militar apoiou os rebeldes na Líbia, através do envio de caças e navios, que foram de suma importância para o êxito da operação dos aliados líbios. Mas qual seria o interesse da OTAN em apoiar essa rebelião?

A organização é composta basicamente por países europeus, os EUA e o Canadá (e ainda conta com alguns aliados ao redor do mundo). A Líbia é um dos maiores exportadores/produtores de petróleo do globo (tanto que é membro da OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo), tendo a Europa e os Estados Unidos como maiores compradores da commoditie.

Vejam a grande queda na produção de petróleo líbio
Contudo, na época em que o ditador Muamar Kadafi assumiu   o poder, ele reduziu consideravelmente a exportação/produção de petróleo para as nações citadas anteriormente, o que não as agradou. Isso porque este combustível fóssil é essencial para o desenvolvimento industrial desses países.

Portanto, apoiar os rebeldes na tomada da Líbia pode garantir que os membros da OTAN possuam algum privilégio no acesso ao petróleo daquele país, no futuro. Além disso, instabilidades políticas em nações que produzem muito a commoditie, fazem com que o preço desta fique altamente volátil, causando prejuízos aos investidores e empresas.

Então, caros membros da OTAN, parece que o seu discurso de defesa da democracia já está mais que manjado. 


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Revoltas no Norte da África, um duro golpe para os “Viciados em Petróleo”

As revoltas no Norte da África estavam causando certa instabilidade nas bolsas de valores do mundo inteiro. Entretanto, os protestos na Líbia, um dos maiores produtores de petróleo do planeta, fizeram com que o preço do barril de petróleo subisse mais uma vez.

Mesmo com o informe feito pela OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo) de que os países membros iriam aumentar a produção, o preço do barril foi cotado a US$ 111. Além disso, zelando pela segurança de seus funcionários, grandes petrolíferas estão retirando o seu pessoal da Líbia e estão suspendendo total ou parcialmente as atividades no país, segundo o jornal “O Globo” (24-02-11).

A grande revolta no Norte da África tem se tornado cada vez mais observada e acompanhada de perto pelos integrantes da União Europeia e pelos Estados Unidos. O Canal de Suez, por onde é escoada a produção de petróleo do Oriente para o Ocidente já era um fator logístico que requereria atenção, contudo, agora, com uma crise política em um dos maiores produtores de petróleo do planeta, parece que o problema tornou-se mundial.

Nações em desenvolvimento e desenvolvidas são extremamente dependentes desse combustível fóssil já que, infelizmente, ele é indispensável na produção de vários produtos essenciais para a vida dos seres humanos. Entretanto, como eu sempre digo, esse combustível da “Era Medieval” é poluente e já está provando ser um grande problema.

Um dos pilares que sustentam a economia de nações como o Brasil, Venezuela, Arábia Saudita é o petróleo e com a crise que está ocorrendo, as perdas já tem sido milionárias. Para o Brasil, que está com a corda no pescoço, devido à crescente inflação, perder dinheiro é algo que deveria estar fora de questão. 

Em países como os Estados Unidos, o petróleo representa 35% da matriz energética, o gás natural 25% e o carvão 21%, enquanto fontes renováveis representam míseros 8%, segundo a jornalista Míriam Leitão.

Segundo especialistas, até 2030, o mundo ainda estará em processo de desintoxicação, devido ao uso do “ouro negro”. Para acelerar esse processo é necessário investir, como eu sempre digo, em energia renovável, mesmo que ela seja mais cara, já que o petróleo não vem marcando muitos gols.

O grande aumento dos preços do barril da commodity em questão serve de lição para os “viciados em petróleo”, onde Tio Sam é o coordenador do grupo, pois é o que mais utiliza a droga.

Enquanto a maior parte dos países utilizarem o combustível da “Era Medieval” para crescer, as economias destes estarão à mercê das cotações do barril dessa droga que já corre em suas veias por quase um século e que só provou ser uma das grandes vilãs na luta por um mundo mais verde. 

domingo, 26 de setembro de 2010

E quando o "Ouro Negro" acabar?



 Com o objetivo de industrializar o Brasil, o governo de Getulio Vargas criou em 1953 a Petrobrás. Hoje, a estatal está em segundo lugar no rankig das maiores empresas petrolíferas do mundo. Com a exploração do indispensável petróleo, o governo vem fazendo pesados investimentos no desenvolvimento nacional e na modernização das técnicas de extração do mesmo.

Ao longo das décadas, não só o Brasil, mas países como os EUA utilizam o “Ouro Negro” diariamente, já que a grande parte dos produtos como a gasolina, o pneu dos carros e objetos de plástico, que estes produzem são derivados do petróleo. Logo, o mundo tornou-se dependente deste recurso natural.

Entretanto, especialistas afirmam que o elixir da economia mundial poderá acabar logo e ainda dizem que se investimentos para substituí-lo não forem feitos, a economia de várias nações entrará em colapso. O globo já foi gravemente ferido várias vezes, ao longo das décadas, pelas inúmeras crises e guerras do petróleo, o que só corrobora a afirmação dos especialistas mencionada anteriormente.

Então, com base nesta afirmação, a economia da maioria dos membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) estará em xeque daqui a algumas décadas, já que estes crescem “em cima” do recurso em questão. Contudo, parece que alguns países já entenderam o recado e estão dando um “update” nas suas economias antes baseadas no petróleo.

É o exemplo de Dubai, um dos sete emirados dos Emirados Árabes. O Sheikh Mohammed, atual primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos passou a fazer grandes investimentos no setor de turismo e imobiliário com o capital arrecadado com a exploração do “Ouro Negro”. Hotéis, shoppings e construções consideradas futurísticas são erguidas por empresas nacionais e internacionais. Hoje, devido aos investimentos, o local é visitado por pessoas de várias partes do planeta. Países europeus já estão se curando do vício e investem em novas tecnologias para substituir o petróleo. Carros movidos a luz solar e a eletricidade são expostos em documentários e feiras de automóveis do mundo inteiro.

Estas nações já entenderam que o elixir é finito, mas e o Brasil? O governo Lula ainda insiste em investir em combustíveis da “era colonial”, o que estagna o crescimento das áreas de alta tecnologia, que, como já mencionei em outros textos, são a saída para o salto brasileiro. Dando apenas atenção para um setor que futuramente será obsoleto, o crescimento pode ser ameaçado. Então, se possuímos mão de obra (que está fugindo para outros países), capital e matéria prima, por que não seguir o caminho do verdadeiro desenvolvimento sustentável.