quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Queda do Império Norte-Americano

Os Estados Unidos da América são um país que durante o século XX viveram um tempo de grande esplendor econômico, político e cultural. Desde sua independência, seus fundadores sempre diziam que o futuro guardava ótimas surpresas para essa nação que cresceu com base na lógica do trabalho e do esforço individual.

Seu desenvolvimento militar também foi notável, já que conseguiu vencer as duas Grandes Guerras Mundiais, aprimorando técnicas de combate, produção em massa e desenvolvendo armas capazes de devastar países. Durante a Guerra Fria, o poderio militar não conseguiu acabar com a “Ameaça Comunista” no Vietnã e na Coréia do Norte, entretanto assistiram o seu inimigo número um, a grande União Soviética, cair e converte-se ao capitalismo.

Na política externa, conseguiram controlar os governos de inúmeros países, principalmente os na América do Sul, apoiando as ditaduras militares que acabaram com a liberdade dos cidadãos latino-americanos. Estas nações, tidas como subdesenvolvidas na época, eram fantoches que foram “condenadas” a exportar commodities. Como conseqüência disso, elas não puderam desenvolver seu setor industrial como os países desenvolvidos.

Creio que não é preciso lembrar da dominação cultural “imposta de forma prazerosa” pelos EUA. O Rock, as inúmeras tendências da moda como roupas, cortes de cabelo, o cinema... Enfim, tudo isso mostra que o século XX foi repleto de ganhos para a nação em questão. Contudo, em 2001 tudo começou a mudar.

O então invulnerável, forte, rico, influente e manipulador “Gigante Americano” recebeu a resposta pelos seus atos. O ataque terrorista às Torres Gêmeas e ao Pentágono no dia 11 de Setembro de 2001, mostrou que “qualquer um” poderia fazer uma grande bagunça neste país. Entretanto, o então presidente George W. Bush travou uma guerra contra o grupo que arquitetou os ataques, a Al-Qaeda, mas que terminou em um grande número de jovens soldados mortos nos campos de batalha do Iraque e do Afeganistão.

Com o fim da era Bush, o povo norte-americano estava cansando de ver seu dinheiro e seus filhos sendo queimados em uma guerra que não teria vencedor. Além disso, uma crise econômica havia estourado com a quebra do banco americano Lehman Brothers e o governo republicano não estava sabendo lidar com a situação. Porém, parecia que havia uma saída para esse problema nacional.

Barack Obama foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, pelo partido Democrata. Obama cativou não só o seu país, mas o mundo inteiro. Prometeu curar as feridas que a Crise Econômica 2008-2009 havia causado, acabar com a guerra no Iraque, reduzir os investimentos em armamentos e coisas que o povo americano já não suportava mais.

Mesmo assim, Obama mostrou-se um presidente fraco que não conseguiu lidar com o grande problema de seu país. Hoje ele sofre inúmeras críticas de pessoas que o apoiaram durante as eleições e o mundo já não admira seu governo como antes.

Atualmente, outra ameaça comunista se tornou uma pedra no sapato do Tio Sam. A China, que se tornou uma potência militar e econômica é a segunda nação mais rica do globo. Estudiosos afirmam que se ela continuar nesse ritmo de crescimento chegará à primeira posição em breve. Pode-se dizer que  esse novo “inimigo” é completamente diferente da URSS, pois soube unir os pontos positivos do capitalismo e do socialismo de uma maneira jamais vista.

Tudo no planeta possui um ciclo de Começo-Auge-Decadência e os EUA se encaixam perfeitamente nessa lógica. Essa teoria também se encaixa na situação em que os países da Zona do Euro estão passando, já que sofrem uma crise econômica, política e social.

Entretanto, em contrapartida, os países integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e alguns da América do Sul, como Argentina e Uruguai e até mesmo a África do Sul estão atingindo níveis de crescimento notáveis, o que pode mudar as regras do cenário mundial completamente.

Por conseguinte, é evidente que a queda do império americano não pode ser contida, mas pode ser suavizada, para que o velho Tio Sam não se “machuque” muito.

sábado, 11 de dezembro de 2010

WikiLeaks, uma torneira sem filtro


A tecnologia da informação configura o mundo para ser rápido e pragmático. Isso é claro dentro de uma ideologia capitalista que ajuda esse sistema a funcionar de forma correta. Logo, como conseqüência dessa configuração, somos todos os dias bombardeados por inúmeras notícias sobre economia, política e etc.

Contudo, estas, antes de chegarem a nós, passam por um filtro que trabalha de acordo com os interesses de pessoas, empresas e até de países. A frase anterior está com um ar de “Teoria da Conspiração”, mas é verdade. Nós só sabemos o que ELES (os grandes) querem que a gente saiba.  A afirmação acima é corroborada pelo o mais novo escândalo da mundial chamado WikiLeaks. 

Esta empresa que pertence ao agora famoso australiano Julian Assange que não possui fins lucrativos se tornou uma pedra no sapato de vários líderes e grandes empresários. O WikiLeaks é apenas mais um canal de informação, contudo ele não possui o filtro das grandes mídias como CNN, BBC e a Rede Globo. Ou seja, toda a “sujeira” (leia-se verdadeira informação) é despejada no planeta.

Recentemente, a arma de Assange revelou documentos da diplomacia do país que mais possui relações com outras nações: os Estados Unidos. Entretanto, as “fofocas” das embaixadas norte-americanas revelaram coisas inimagináveis em relação à compra e venda de armas, a conferência do clima que ocorreu em Copenhague e até sobre as ações consideradas macabras das campanhas do Iraque e do Afeganistão.  

Tudo isso fez o sistema entrar em pane geral, pois uma peça que não está funcionado corretamente está colocando em risco todo o sistema. Assim, seus programadores irão se organizar para combater essa falha. E foi o que aconteceu: os EUA apertaram o cerco contra o site que conta as “fofocas” mais comprometedoras do mundo e conseguiram prender o seu criador. Mesmo neutralizando-o, sua arma já havia disparado inúmeros projéteis que causaram um grande “estrago” que só o tempo poderá consertar. 

O site em questão é apenas um dos muitos canais que virão para nos deixar saber o que está realmente acontecendo. Eles terão muita ajuda de pessoas que trabalham dentro dos bastidores e que estão dispostas a cooperar com tudo que for possível para a real democratização da informação.

Isso já está ocorrendo, pois aqueles que cederam as balas para a arma de Assange estavam em altos cargos em seus respectivos empregos. Por conseguinte, o sistema não poderá mais lutar contra outros novos WikiLeaks, já que está sendo “terrivelmente infectado” por dentro.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

E quando o "Ouro Negro" acabar?



 Com o objetivo de industrializar o Brasil, o governo de Getulio Vargas criou em 1953 a Petrobrás. Hoje, a estatal está em segundo lugar no rankig das maiores empresas petrolíferas do mundo. Com a exploração do indispensável petróleo, o governo vem fazendo pesados investimentos no desenvolvimento nacional e na modernização das técnicas de extração do mesmo.

Ao longo das décadas, não só o Brasil, mas países como os EUA utilizam o “Ouro Negro” diariamente, já que a grande parte dos produtos como a gasolina, o pneu dos carros e objetos de plástico, que estes produzem são derivados do petróleo. Logo, o mundo tornou-se dependente deste recurso natural.

Entretanto, especialistas afirmam que o elixir da economia mundial poderá acabar logo e ainda dizem que se investimentos para substituí-lo não forem feitos, a economia de várias nações entrará em colapso. O globo já foi gravemente ferido várias vezes, ao longo das décadas, pelas inúmeras crises e guerras do petróleo, o que só corrobora a afirmação dos especialistas mencionada anteriormente.

Então, com base nesta afirmação, a economia da maioria dos membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) estará em xeque daqui a algumas décadas, já que estes crescem “em cima” do recurso em questão. Contudo, parece que alguns países já entenderam o recado e estão dando um “update” nas suas economias antes baseadas no petróleo.

É o exemplo de Dubai, um dos sete emirados dos Emirados Árabes. O Sheikh Mohammed, atual primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos passou a fazer grandes investimentos no setor de turismo e imobiliário com o capital arrecadado com a exploração do “Ouro Negro”. Hotéis, shoppings e construções consideradas futurísticas são erguidas por empresas nacionais e internacionais. Hoje, devido aos investimentos, o local é visitado por pessoas de várias partes do planeta. Países europeus já estão se curando do vício e investem em novas tecnologias para substituir o petróleo. Carros movidos a luz solar e a eletricidade são expostos em documentários e feiras de automóveis do mundo inteiro.

Estas nações já entenderam que o elixir é finito, mas e o Brasil? O governo Lula ainda insiste em investir em combustíveis da “era colonial”, o que estagna o crescimento das áreas de alta tecnologia, que, como já mencionei em outros textos, são a saída para o salto brasileiro. Dando apenas atenção para um setor que futuramente será obsoleto, o crescimento pode ser ameaçado. Então, se possuímos mão de obra (que está fugindo para outros países), capital e matéria prima, por que não seguir o caminho do verdadeiro desenvolvimento sustentável.

sábado, 21 de agosto de 2010

Brasil X Trabalho, o conflito sem fim.




O povo brasileiro tem fama de ser preguiçoso, o que é algo notável no nosso cotidiano. Somos um dos países que mais possui feriados e também somos um dos poucos que pode sair do trabalho mais cedo, ou faltar a escola para assistir a um jogo da Copa do Mundo. É engraçado, porque muitos torcem pela vitória do Brasil, pois sabem que não terão de ir ao trabalho no dia seguinte. Mas por que temos esse ódio ao trabalho?


Em países Orientais como os Tigres Asiáticos e o Japão, o trabalho é visto de uma maneira completamente diferente, já que todo o desenvolvimento atingido por eles foi feito através do esforço coletivo. Essas potências são adeptas do chamado Confucionismo, onde o indivíduo deve, segundo Confúcio, colocar o trabalho em primeiro lugar.


Os Estados Unidos cresceram, desde o início de sua colonização, regidos pela mentalidade Calvinista. João Calvino, fundador dessa vertente do Protestantismo, afirmava que o trabalho enobrecia o homem e mesmo que o ofício exercido por ele fosse o mais medíocre possível, este teria que fazê-lo.


Sem falar nos países europeus que ao longo dos séculos passaram por inúmeras guerras regionais e mundiais, onde indústrias, residências, linhas de transporte e regiões agrícolas foram completamente arrasadas. Contudo, estes conseguiram se reerguer através do esforço coletivo. É o exemplo da Alemanha, um país que perdeu as duas Guerras Mundiais e ainda teve seu território dividido pelas potências capitalistas e socialistas vencedoras do conflito. Esses acontecimentos, entretanto, não impediram que esta nação se tornasse a mais poderosa de todo o continente europeu.


Já no Brasil, o trabalho é visto como algo ruim, uma obrigação. Isso pode ser explicado pelos hábitos dos nossos colonizadores lusos antes mesmo de chegarem a esta terra. Portugal, na Era Medieval, era um país influenciado pela religião Católica que na época, pregava a idéia de que o trabalho braçal deveria ser feito por servos, não por pessoas poderosas e influentes.


Quando estes chegaram aqui, trouxeram não só esse hábito, mas pessoas que iriam servir para que este existisse. Escravos. Estes homens, mulheres e crianças eram trazidos da África em condições desumanas (eram tratados como animais dentro dos navios negreiros) e ao chegarem eram vendidos como mercadorias, das quais movimentariam a economia preguiçosa por quase quatro séculos.


Só século XIX era comum as pessoas terem um escravo para que este realizasse qualquer tipo de tarefa doméstica ou comercial, como cozinhar, limpar, cuidar dos filhos, vender objetos nas ruas, cuidar da lavoura e até mesmo amamentar. E quando estes não realizavam a tarefa de maneira correta eram punidos severamente. Isso tudo sem serem remunerados. Demorou para a escravidão no país ser abolida. Mesmo sendo pressionado inter e nacionalmente, o Brasil foi o último de toda a América a fazê-lo.


Outro fato que pode explicar essa diferença entre brasileiros e trabalho é o fato de que aqueles são mal remunerados, mesmo trabalhando duro. Nos países desenvolvidos é possível viver com um salário de professor, bombeiro, policial (mesmo sendo honesto) e até mesmo trabalhando como gari. O que vemos aqui é uma terrível distribuição de renda, onde o capital fica em poder de poucos, enquanto outros vivem abaixo da linha de pobreza. A melhor distribuição de renda no mundo é feita pela Dinamarca, uma nação nórdica que também possui uma das populações mais contentes do globo.   


Se uma grande reforma na distribuição de renda fosse feita pelo governo, talvez o povo finalmente ficasse em paz com seu inimigo mortal e que vem sendo combatido a séculos, contudo sem o menor sucesso, pois a preguiça é inimiga do progresso. Por conseguinte, sem ele, jamais teremos tempo para crescer, já que o estamos utilizando nessa briga sem fim.