terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Fuga de Cérebros Européia


Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Europa estava completamente destruída e uma grande parcela da população havia morrido. Esses homens e mulheres, em sua maioria os homens, trabalhavam e faziam com que seus países crescessem.

Entretanto, com uma grande parte dos trabalhadores mortos, como o continente iria se levantar? Só os investimentos norte-americanos não dariam conta do trabalho braçal, que os europeus que sobraram se recusavam a fazer, devido à baixa remuneração.

Então, a resposta para a pergunta acima era bem simples: imigrantes. Muitos vieram da América Latina e ajudaram um dos continentes mais antigos do mundo se “reerguer das cinzas”. Contudo, com o trabalho concluído em meados dos anos 1960, já não era mais necessário o uso desse tipo de mão de obra. Com isso, os governos passaram a adotar inúmeras medidas para conter a crescente entrada de imigrantes no continente.

Mesmo assim, muitos trabalhadores qualificados e desqualificados, passaram a “fugir” de seus países para conseguir emprego no continente em questão. Com o tempo, um grande número de grandes engenheiros, cientistas e etc. saíram de suas nações em busca de uma melhor remuneração. Esse movimento de emigração de mão de obra qualificada é chamado de “Fuga de Cérebros”.

O movimento era comum até o dia em que a Crise 2008-2009 bateu à porta dos países desenvolvidos. As inúmeras medidas para cortar gastos, adotadas pelos governos europeus, deram um golpe, não só nos imigrantes, mas nos trabalhadores que são realmente parte do continente. Como conseqüência disso, ocorreu o movimento de “Volta pra Casa”, onde os imigrantes passaram a regressar aos seus países de origem.

Para os europeus, a situação só complicava, já que ninguém conseguia sair da crise e os cortes já estavam se tornando uma grande pedra no sapato. Então, como nos países em desenvolvimento a crise havia sido uma “Marolinha” e estes empregam mão de obra qualificada, os “gringos” tiveram que se tornar os imigrantes. Portugueses, espanhóis, italianos estão indo para a América Latina, África, EUA e Canadá em busca de empregos. A tarefa não está sendo tão dura, devido às qualificações desses jovens homens e mulheres.

Segundo a revista “The Scientist”, o fato em questão preocupa o Euroscience, órgão que integra aproximadamente 2 mil cientistas da Europa, e a CE (Comissão Européia). Contudo, mesmo os esforços dessas e de outras instituições, o secretário geral da Fundação de Ciência Européia disse: “Os esforços da CE são admiráveis, mas a responsabilidade maior está com os Estados membros".

Em entrevista à “Folha Online”, o inglês Karl Gensberg, que trabalhava como pesquisador em biologia molecular, na Universidade de Birmingham (Inglaterra), deixou o emprego para se tornar encanador, com o objetivo de ganhar até o dobro do que recebia em seu antigo emprego. Outros casos semelhantes ao de Karl estão acontecendo no continente, desde o início do século XXI e a situação se agravou ainda mais com a crise econômica.

Por conseguinte, é bom pensar antes de arrumar as malas para procurar emprego na Europa, pois se nem mesmo os próprios cidadãos de lá estão conseguindo, a ponto de terem que emigrar para nações em desenvolvimento, é bem provável que um imigrante latino, mesmo possuindo qualificação, não consiga alguma boa oferta de trabalho.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Queda do Império Norte-Americano

Os Estados Unidos da América são um país que durante o século XX viveram um tempo de grande esplendor econômico, político e cultural. Desde sua independência, seus fundadores sempre diziam que o futuro guardava ótimas surpresas para essa nação que cresceu com base na lógica do trabalho e do esforço individual.

Seu desenvolvimento militar também foi notável, já que conseguiu vencer as duas Grandes Guerras Mundiais, aprimorando técnicas de combate, produção em massa e desenvolvendo armas capazes de devastar países. Durante a Guerra Fria, o poderio militar não conseguiu acabar com a “Ameaça Comunista” no Vietnã e na Coréia do Norte, entretanto assistiram o seu inimigo número um, a grande União Soviética, cair e converte-se ao capitalismo.

Na política externa, conseguiram controlar os governos de inúmeros países, principalmente os na América do Sul, apoiando as ditaduras militares que acabaram com a liberdade dos cidadãos latino-americanos. Estas nações, tidas como subdesenvolvidas na época, eram fantoches que foram “condenadas” a exportar commodities. Como conseqüência disso, elas não puderam desenvolver seu setor industrial como os países desenvolvidos.

Creio que não é preciso lembrar da dominação cultural “imposta de forma prazerosa” pelos EUA. O Rock, as inúmeras tendências da moda como roupas, cortes de cabelo, o cinema... Enfim, tudo isso mostra que o século XX foi repleto de ganhos para a nação em questão. Contudo, em 2001 tudo começou a mudar.

O então invulnerável, forte, rico, influente e manipulador “Gigante Americano” recebeu a resposta pelos seus atos. O ataque terrorista às Torres Gêmeas e ao Pentágono no dia 11 de Setembro de 2001, mostrou que “qualquer um” poderia fazer uma grande bagunça neste país. Entretanto, o então presidente George W. Bush travou uma guerra contra o grupo que arquitetou os ataques, a Al-Qaeda, mas que terminou em um grande número de jovens soldados mortos nos campos de batalha do Iraque e do Afeganistão.

Com o fim da era Bush, o povo norte-americano estava cansando de ver seu dinheiro e seus filhos sendo queimados em uma guerra que não teria vencedor. Além disso, uma crise econômica havia estourado com a quebra do banco americano Lehman Brothers e o governo republicano não estava sabendo lidar com a situação. Porém, parecia que havia uma saída para esse problema nacional.

Barack Obama foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, pelo partido Democrata. Obama cativou não só o seu país, mas o mundo inteiro. Prometeu curar as feridas que a Crise Econômica 2008-2009 havia causado, acabar com a guerra no Iraque, reduzir os investimentos em armamentos e coisas que o povo americano já não suportava mais.

Mesmo assim, Obama mostrou-se um presidente fraco que não conseguiu lidar com o grande problema de seu país. Hoje ele sofre inúmeras críticas de pessoas que o apoiaram durante as eleições e o mundo já não admira seu governo como antes.

Atualmente, outra ameaça comunista se tornou uma pedra no sapato do Tio Sam. A China, que se tornou uma potência militar e econômica é a segunda nação mais rica do globo. Estudiosos afirmam que se ela continuar nesse ritmo de crescimento chegará à primeira posição em breve. Pode-se dizer que  esse novo “inimigo” é completamente diferente da URSS, pois soube unir os pontos positivos do capitalismo e do socialismo de uma maneira jamais vista.

Tudo no planeta possui um ciclo de Começo-Auge-Decadência e os EUA se encaixam perfeitamente nessa lógica. Essa teoria também se encaixa na situação em que os países da Zona do Euro estão passando, já que sofrem uma crise econômica, política e social.

Entretanto, em contrapartida, os países integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e alguns da América do Sul, como Argentina e Uruguai e até mesmo a África do Sul estão atingindo níveis de crescimento notáveis, o que pode mudar as regras do cenário mundial completamente.

Por conseguinte, é evidente que a queda do império americano não pode ser contida, mas pode ser suavizada, para que o velho Tio Sam não se “machuque” muito.

sábado, 11 de dezembro de 2010

WikiLeaks, uma torneira sem filtro


A tecnologia da informação configura o mundo para ser rápido e pragmático. Isso é claro dentro de uma ideologia capitalista que ajuda esse sistema a funcionar de forma correta. Logo, como conseqüência dessa configuração, somos todos os dias bombardeados por inúmeras notícias sobre economia, política e etc.

Contudo, estas, antes de chegarem a nós, passam por um filtro que trabalha de acordo com os interesses de pessoas, empresas e até de países. A frase anterior está com um ar de “Teoria da Conspiração”, mas é verdade. Nós só sabemos o que ELES (os grandes) querem que a gente saiba.  A afirmação acima é corroborada pelo o mais novo escândalo da mundial chamado WikiLeaks. 

Esta empresa que pertence ao agora famoso australiano Julian Assange que não possui fins lucrativos se tornou uma pedra no sapato de vários líderes e grandes empresários. O WikiLeaks é apenas mais um canal de informação, contudo ele não possui o filtro das grandes mídias como CNN, BBC e a Rede Globo. Ou seja, toda a “sujeira” (leia-se verdadeira informação) é despejada no planeta.

Recentemente, a arma de Assange revelou documentos da diplomacia do país que mais possui relações com outras nações: os Estados Unidos. Entretanto, as “fofocas” das embaixadas norte-americanas revelaram coisas inimagináveis em relação à compra e venda de armas, a conferência do clima que ocorreu em Copenhague e até sobre as ações consideradas macabras das campanhas do Iraque e do Afeganistão.  

Tudo isso fez o sistema entrar em pane geral, pois uma peça que não está funcionado corretamente está colocando em risco todo o sistema. Assim, seus programadores irão se organizar para combater essa falha. E foi o que aconteceu: os EUA apertaram o cerco contra o site que conta as “fofocas” mais comprometedoras do mundo e conseguiram prender o seu criador. Mesmo neutralizando-o, sua arma já havia disparado inúmeros projéteis que causaram um grande “estrago” que só o tempo poderá consertar. 

O site em questão é apenas um dos muitos canais que virão para nos deixar saber o que está realmente acontecendo. Eles terão muita ajuda de pessoas que trabalham dentro dos bastidores e que estão dispostas a cooperar com tudo que for possível para a real democratização da informação.

Isso já está ocorrendo, pois aqueles que cederam as balas para a arma de Assange estavam em altos cargos em seus respectivos empregos. Por conseguinte, o sistema não poderá mais lutar contra outros novos WikiLeaks, já que está sendo “terrivelmente infectado” por dentro.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

E quando o "Ouro Negro" acabar?



 Com o objetivo de industrializar o Brasil, o governo de Getulio Vargas criou em 1953 a Petrobrás. Hoje, a estatal está em segundo lugar no rankig das maiores empresas petrolíferas do mundo. Com a exploração do indispensável petróleo, o governo vem fazendo pesados investimentos no desenvolvimento nacional e na modernização das técnicas de extração do mesmo.

Ao longo das décadas, não só o Brasil, mas países como os EUA utilizam o “Ouro Negro” diariamente, já que a grande parte dos produtos como a gasolina, o pneu dos carros e objetos de plástico, que estes produzem são derivados do petróleo. Logo, o mundo tornou-se dependente deste recurso natural.

Entretanto, especialistas afirmam que o elixir da economia mundial poderá acabar logo e ainda dizem que se investimentos para substituí-lo não forem feitos, a economia de várias nações entrará em colapso. O globo já foi gravemente ferido várias vezes, ao longo das décadas, pelas inúmeras crises e guerras do petróleo, o que só corrobora a afirmação dos especialistas mencionada anteriormente.

Então, com base nesta afirmação, a economia da maioria dos membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) estará em xeque daqui a algumas décadas, já que estes crescem “em cima” do recurso em questão. Contudo, parece que alguns países já entenderam o recado e estão dando um “update” nas suas economias antes baseadas no petróleo.

É o exemplo de Dubai, um dos sete emirados dos Emirados Árabes. O Sheikh Mohammed, atual primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos passou a fazer grandes investimentos no setor de turismo e imobiliário com o capital arrecadado com a exploração do “Ouro Negro”. Hotéis, shoppings e construções consideradas futurísticas são erguidas por empresas nacionais e internacionais. Hoje, devido aos investimentos, o local é visitado por pessoas de várias partes do planeta. Países europeus já estão se curando do vício e investem em novas tecnologias para substituir o petróleo. Carros movidos a luz solar e a eletricidade são expostos em documentários e feiras de automóveis do mundo inteiro.

Estas nações já entenderam que o elixir é finito, mas e o Brasil? O governo Lula ainda insiste em investir em combustíveis da “era colonial”, o que estagna o crescimento das áreas de alta tecnologia, que, como já mencionei em outros textos, são a saída para o salto brasileiro. Dando apenas atenção para um setor que futuramente será obsoleto, o crescimento pode ser ameaçado. Então, se possuímos mão de obra (que está fugindo para outros países), capital e matéria prima, por que não seguir o caminho do verdadeiro desenvolvimento sustentável.