sexta-feira, 5 de agosto de 2011

É Wifi, mas é feio


Estava passeando pelos blogs e sites de informática quando vejo a notícia de que a Oi (empresa que tem a concessão de telefonia fixa do estado do Rio de Janeiro) estava estudando um projeto fantástico: instalar orelhões com conexão wifi gratuitamente. Até aí tudo bem, a iniciativa é genial e eu a apoio totalmente, mas as coisas mudaram um pouco...



Pesquisando um pouco mais sobre esta ideia genial descobri que ela não tinha sido tão bem aceita assim, já que moradores acharam os novos modelos feios e pediram a sua retirada da rua. Sim, eles pediram para os orelhões serem tirados, pois eram feios.

Moradores e funcionários acharam o modelo feio, desconfortável, um obstáculo para a circulação de pedestres e disseram que seria um alvo fácil para pichações, desculpas tolas, mas nós também temos de analisar isso na prática, principalmente dois pontos:


1º.: Segurança

Quem levaria seu notebook para a rua só para usufruir no acesso Wifi gratuito? As ruas do Rio de Janeiro são muito perigosas, mesmo em bairros ditos nobres como Ipanema. Sim, as pessoas podem levar seus smartphones para acessar, até aí tudo bem, mas mesmo assim tem o problema do lugar onde os orelhões ficariam, isso só é viável em praças como a General Osório por causa da movimentação.

2º.: Sinal
Apesar de ser uma propaganda para a Oi, não haveria uma garantia de velocidade mínima. Outra coisa a se pensar é a estabilidade do sinal do wifi, tendo em vista que quanto mais pessoas acessam, menor é a velocidade da internet. Também não podemos esquecer da área de alcance do sinal, que é outra coisa crucial. Em uma praça, o ideal é que o alcance do sinal tenha uns 60m de perímetro, isso seria útil até por questão de segurança, não só de comodidade.

Esse caso nos mostra que o governo está e sempre esteve para os mais favorecidos a ponto de terem regalias e ainda por cima, recusá-las e ainda serem atendidos. A ideia não deve ser abandonada, já que é uma boa oportunidade para o subúrbio do Rio de Janeiro, por exemplo. Espero que a Oi não desista dessa investida, que será boa não só para a empresa, quanto para a população, e também espero que da próxima vez, a prefeitura não ceda aos capríchos da população de Ipanema.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Maconha

O tema sempre está em evidência, mas de uns meses para cá, vem se intensificando um aspecto da discussão que nunca teve muitos adeptos além do círculo dos usuários. A legalização. Não preciso dizer do que se trata, nem do que faz e nem de quantas pessoas já usaram a droga. O assunto hoje não é para saber se a erva faz mal para quem a consome, o que devemos ter em mente sempre que falarmos sobre a sua regularização agora é se ela faz mal para nossa sociedade. Precisamos decidir se o usuário de maconha é um personagem perigoso no contexto do bem-estar coletivo ou se ele pode ser apenas mais uma pessoa – como todas aquelas que não aparecem nas revistas semanais – que circula entre nós sem nos chamar atenção, ser apenas ordinário.

Falando sobre a minha experiência pessoal, conheço diversas, mas diversas pessoas mesmo, que são usuárias de maconha e jamais causaram nenhum tipo de perturbação à ordem pública, ou prejudicaram seus familiares ou a si próprias seja durante o consumo ou por causa dele.

Porém há o outro lado da moeda. Desses casos, eu não conheço nenhum exemplo, mas em conversas sobre o assunto, contaram-me histórias em que um usuário da droga destruiu não somente a sua vida, como a todo o seu ciclo familiar por causa da maconha. E não é segredo para nenhum de nós que grande parte dos assassinados cometidos no país, em especial aqueles em áreas mais pobres são relacionados ao consumo (e especialmente ao tráfico) das drogas.

E é este o argumento mais forte, no meu ponto de vista, para que se justifique a legalização da maconha: O combate ao tráfico de drogas. Não, eu não acho que seja a maneira ideal, acho que a ideia da repressão policial ao tráfico é, no mínimo, a mais lógica, porém não dá certo. E não dá certo há décadas. E não dará certo nas próximas décadas também. Por isso é necessário que se tente uma outra alternativa e, talvez, a legalização da venda e do consumo seja a melhor delas e a que tenha mais chances de eficácia em um curto período de tempo. A droga permaneceria com o potencial de estragar uma ou outra vida, mas todos sabem o que fazem quando experimentam, porém os homens armados sairiam de cena.

Eu sou a favor da legalização por a enxergar como alternativa. Esteja livre para ter a sua opinião e defendê-la.

O Conversa da Semana perguntou no Facebook qual era a opinião das pessoas. Até o momento (02/08/2011), o resultado aponta que a maioria das pessoas que acompanham o blog são contrárias à legalização da droga. Hoje, os números são 83 votos SIM e 104 votos NÃO. Quem quiser votar também e expressar sua opinião, basta clicar aqui.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O declínio do mundo desenvolvido e o sucesso dos emergentes

O mundo desenvolvido vive um inferno social, político e econômico. Os Estados Unidos estão prestes a enfrentar a moratória, algumas nações da zona do euro estão passando por um grave problema de endividamento e o Japão está se recuperando (lentamente) de uma das piores catástrofes de sua história.

Enquanto isso, Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul (BRICS), países que passaram por inúmeras crises no século passado, agora apresentam taxas de crescimento muito interessantes. Contudo, eles ainda lutam para combater a pobreza e a corrupção.

Agora, como essas mudanças no jogo de poder internacional ocorreram? Podemos dizer que tudo se baseia em um processo de princípio-auge-decadêcia. Essa teoria se aplica muito bem a várias áreas de estudo e a economia é apenas uma delas. Entretanto, agora não será a economia que me auxiliará na explicação dessa teoria, mas sim a História.

Na era das Grandes Civilizações, várias nações como o Egito, a Grécia, Babilônia e muitas outras viveram décadas de esplendor econômico e cultural. Contudo, quando essa bonança acabava, outro país passava a gozar dessa estabilidade. Os romanos são um bom exemplo disso, já que dominaram inúmeros povos, desenvolveram técnicas altamente avançadas de engenharia, arquitetura, guerra e mesmo assim, sua hegemonia teve fim.

Fazendo uma análise mais econômica da situação, também é possível perceber o que levou o “mundo rico” para o buraco. Hoje, a Europa e os Estados Unidos sofrem com altos níveis de desemprego. Na Espanha e na Itália isso é assustador, pois os jovens que terminam os seus estudos em excelentes universidades, não conseguem encontrar emprego em lugar nenhum. Muitos estão saindo de seus países e correm para os mercados emergentes, que necessitam urgentemente de mão de obra qualificada (leiam o texto sobre a fuga de cérebros europeia ).

Além do problema do mercado de trabalho saturado, existe o da dívida. Nesses países, os cartões de visita sempre foram o ótimo padrão de vida, bancado pelos governos. Contudo, o Walfare State (estado de bem-estar social) está causando uma profunda e longa dor de cabeça. Isso porque os países da zona do euro vêm gastando demais nas últimas décadas, devido aos inúmeros programas de saúde, educação, segurança pública, transporte e etc. Com isso, o endividamento, devido a esses e outros gastos, (em alguns casos) ultrapassa o PIB dessas nações.

Já os emergentes ainda são jovens, logo estão cheios de gás e com os hormônios à flor da pele. Contando com uma grande força produtiva, que está se especializando, e com recursos naturais necessários ao desenvolvimento, os BRICS vão assumindo as posições dos países desenvolvidos. Entretanto, eles ainda possuem muitos problemas para resolver.

Portanto, o ciclo princípio-auge-decadêcia é inevitável e todos passarão por ele.

domingo, 24 de julho de 2011

Norway's Tragedy




Residents in Norway are turning to God to find answers and comfort after one of Europe’s worst lone-wolf terrorist attacks in history.

"This is a national tragedy," one bishop told reporters on Saturday.

Reporters on the scene say the mood is disbelief in the aftermath of the attacks that took the lives of nearly 100 people, many of them teenagers. The mass murders have left the country in shock and dismay.

The first atrocity was the car bombing. Then, two hours later, came the attack on the island.
Hours after a bomb exploded in Oslo City center in Norway, another terror attack has taken place as scores of teenagers were gunned down at a youth camp 20 miles away.

For Helen Andreassen, a 21-year-old aspiring politician, a celebration of bright futures became something horrifyingly different when she and her friends jumped from a second-story window to escape the bullets of a man who was hunting them specifically because of their politics.

They ran for their lives, she said, tumbling down the rocky heights to the sea shore, hoping the man in the police officer’s uniform would not pursue them into the water. But he kept shooting
.
“He was standing just by the water, using his rifle, just taking his time, aiming and shooting,” Ms. Andreassen said. “It was a slaughter of young children."

For more than an hour, the gunman stalked the forests and steep, rocky shores of the island. There were no bridges to provide escape. Time was on his side.

The young people desperately silenced their cellphones and stripped off colorful clothing. But the shooter was methodical. After killing several people on one part of the island, he went to the other, and, dressed in his police uniform, calmly convinced the children huddled there that he meant to save them. When they emerged into the open, he fired again and again.

“He shot a boy in the back,” said Stine Renate Haaheim, 27, a member of Parliament who was also among those hiding. “I saw that some people were falling, and we turned around and ran. At that point I didn’t look back.”

The police have identified the suspect as Anders Behring Breivik, who in his writings has portrayed himself as a modern knight, charged with driving out Islam and immigrants and the political correctness that he said had been wrongly invited into Norway and was thriving there.

The campers at Utoya appeared to be the embodiment of his hatred.

Organized by the youth wing of the ruling Labor Party, the camp has become a kind of multicultural incubator in recent years. Many of the victims in Friday’s shooting were the children of immigrants from Africa and Asia who have begun to stake out a greater role for themselves in Norwegian society.

Khamshajiny Gunaratnam, 23, a camp member, was born in Sri Lanka and moved to Norway when she was 3. She is dark-skinned, wears a nose stud and speaks both Norwegian and English in seemingly native accents.

She described a Norway that was increasingly divided along class and ethnic lines, and said there was a growing hostility toward people who were not ethnically Norwegian, even those born in the country.

But she saw the camp on Utoya as a sanctuary, a promise of a better country. “It was for me the safest place in the world,” she said.

For her, and hundreds of others trapped with her, and generations of current and former Labor leaders, the island’s personal significance now includes a national tragedy.

Norway’s prime minister, Jens Stoltenberg, was scheduled to speak to the campers this week. A former leader of Labor’s youth wing, he had attended the camp every summer since the 1970s. The killer “turned a paradise of my youth into hell,” Mr. Stoltenberg said Saturday when he went to the area to meet with survivors and their families, as did King Harald V and Queen Sonja.

The police are working on the assumption that Mr. Breivik, having drawn security services to central Oslo when he exploded a car bomb outside government offices, traveled to Utoya, taking one of the regular ferries that brought campers and others over from the mainland.

When he arrived, about 600 people were there, most gathered in the main assembly building for a briefing on the bombing. Many came from political families and were frantically trying to get a hold of relatives who worked at the site of the blast.

Ms. Andreassen was able to get in touch with her father, Lasse Kristiansen, a labor union worker, to determine that he was uninjured in the blast. But a short time later, he received a text message telling him to call the police.

“After that, time stood still,” Mr. Kristiansen said.

His daughter’s cellphone went silent, and it was hours before he knew that she and another daughter had saved themselves by swimming until they were picked up by a passing boat.

There was little shelter or chance for those caught back on the island. Witnesses told Norwegian news agencies that the shooter sprayed bullets into piles of dead bodies, apparently seeking those that were hiding among them. On Saturday night, the authorities knew that 85 had been killed, and still sought bodies in the water, or in an unchecked corner of Utoya.

“He seemed he was enjoying it” Magnus Stenseth, a youth leader, told the Norwegian newspaper VG. “He walked around the island as if he had absolute power.”

It took police about 40 minutes to reach the island, but once they confronted Mr. Breivik, his lethal animation seemed to melt away, they said. He surrendered without a struggle, seemingly content.

sábado, 23 de julho de 2011

E a Grécia respira aliviada... Por enquanto

Primeiro-ministro grego, George Papandreou
Na quinta-feira (21 de Julho) foi aprovado um pacote de 109 bilhões de euros para salvar a endividada Grécia (leia-se o euro). Além disso, os juros cobrados para o pagamento da dívida grega caíram de 4,5% para 3,5% e o prazo aumentou de 7,5 para 15 anos. Como era de se esperar, o dinheiro veio do FMI e de recursos da União Europeia. Entretanto, espera-se que bancos privados também contribuam.

É evidente, como foi dito acima, que o plano não foi aprovado para salvar os pobres gregos. Como o euro é a moeda de mais outras nações que estão com suas economias debilitadas, os governantes da zona do euro temem que a crise grega se alastre por esses países.

Mesmo que o pacote faça com que a Grécia respire, nada garante que essa medida irá funcionar em longo prazo. Logo, o calote das dívidas não pode vir hoje, entretanto ele pode chegar amanhã. Caso isso ocorra, creio que desembolsar mais alguns bilhões de euros não seria interessante.

Segundo o economista Nouriel Roubini (As previsões de Nouriel Roubini), Grécia, Portugal, Itália, Irlanda e Espanha deveriam sair da zona do euro, pois assim poderiam desvalorizar suas moedas (o que não pode ser feito com o euro). Dessa forma, esses países voltariam a crescer, pois recuperariam a competitividade no cenário mundial e ainda acabariam com a instabilidade econômica na região.   

E falando na Itália... O país da massa se tornou mais um problema na Europa. Com uma dívida de 120% do PIB, a terceira maior economia do continente europeu já aprovou um plano de austeridade. Entretanto, parece que o problema está apenas começando. E como eu já havia dito em outro texto, segundo Ricardo Amorim, economista que faz parte da equipe do programa de televisão Manhattan Connection, a situação (da zona do euro) vai ficar realmente grave quando a crise bater à porta dos italianos.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente Obama não conseguiu chegar a um acordo com os Republicanos sobre o aumento do limite da dívida, para evitar um calote. E se isso ocorrer, o governo chinês (maior detentor de títulos da dívida americana) não vai ficar muito feliz. Creio que só nos resta esperar para que esse cenário dramático melhore um pouco, mesmo que as previsões não sejam muito boas.