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Carro da empresa chinesa Chery |
Os chineses possuem uma indústria grande, avançada e adaptável às exigências do mercado interno e externo. A mão de obra é a maior do mundo e uma das mais baratas. Logo, se o país possui uma forte, barata e vasta força de trabalho e uma indústria altamente produtiva e competitiva qualquer coisa pode ser desenvolvida na China. Então, por que muitos produtos de lá são de baixa qualidade?
O governo chinês sempre esteve de olho nas classes mais baixas, que não podem comprar produtos muito caros. Então, para atrair esse tipo de mercado consumidor, muitos produtos made in china são de baixa qualidade, pois o custo da produção destes não é caro, por conseguinte o valor final fica muito mais barato, assim podendo ser adquirido pela classe D. Além disso, com a desvalorização artificial do yuan as mercadorias exportadas ficam muito mais baratas. Essa lógica domina a nação em questão, pois é investimento certo e muito lucrativo devido ao grande número de nações pobres no planeta.
Contudo, isso está mudando. Visando dominar vários setores produtivos, hoje liderados pelos EUA, Alemanha, Japão e outras nações com indústria competitiva, A China estabeleceu 2011 como o “Ano do Reforço à Qualidade das Mercadorias Exportadas”. Os ministérios de Hu Jintao começaram a adotar medidas para aumentar a qualidade dos produtos chineses.
Com a produção de “qualidade” no país, o governo passa a adotar a terceirização dos antigos e difamados produtos que agora serão produzidos em países como a Índia, Malásia, Indonésia e Vietnã, onde a mão de obra é barata. Essas medidas já estão tendo reflexo no Brasil.
Segundo o jornal “O GLOBO” (10-03-11), os equipamentos para a indústria brasileira vinham dos EUA e da Alemanha, agora, entretanto, a China passou os alemães e consolidou-se como a segunda maior exportadora. Os dados preocupam o governo que já está adotando medidas para proteger o mercado nacional contra a crescente enxurrada de produtos vindos do Oriente.
Para as indústrias daqui, que estão com a infra-estrutura precária e consequentemente com a competitividade comprometida, devido à falta de investimentos, grande carga tributária e valorização do real, as ações do governo chinês colocam a produtividade em xeque.
Seria interessante se o governo brasileiro investisse mais na exportação de produtos industrializados, modernizando as indústrias nacionais, ao invés de ficar se preocupando com “velhos produtos made in brazil” (leia-se commodities).
Não, investir mais na exportação de produtos industrializados não é o melhor a fazer agora. Essa discussão seria boa há uma década. Post desatualizado.
ResponderExcluirÉ evidente já que a moeda nacional está valorizada, o que torna os nossos produtos mais caros em outros países. Entretanto, para que possamos exportar mais produtos industrializados, será necessário uma modernização no nosso parque industrial, por conseguinte o investimento em questão deve ser feito para que a indústria nacional se torne mais moderna. E esse problema vem sendo uma pedra no sapato dos governos há mais de uma década, portanto, creio que esse impasse deve ser resolvido o quanto antes.
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