sábado, 12 de março de 2011

Catástrofe aumenta a dívida japonesa

Moderno, desenvolvido, tecnológico, pequeno gigante... São uns dos termos utilizados para se referir ao Japão. Este país viveu um rápido crescimento econômico no início do século XX, pois conseguiu se industrializar, assim como as grandes potências da época. Esse crescimento durou até o início da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1941, quando o Japão atacou a base norte-americana de Pearl Harbor.

Com esse ataque, o Japão entrou na guerra ao lado das nações do Eixo (Alemanha, Itália e outros países) e passaram a lutar contra os EUA, que por sua vez passaram a integrar o grupo dos aliados (Reino Unido, França, URSS e outras nações). Forças norte-americanas e japonesas travaram inúmeras batalhas nas ilhas e no mar do Pacífico.

Mesmo com muita bravura, o “pequeno gigante” se redeu, pois duas bombas atômicas foram lançadas em seu território, matando inúmeros civis. Como consequência do conflito, o Japão perdeu parte da sua população, teve duas cidades infectadas pela radioatividade das bombas e a economia passou a não caminhar como no início do século.

Entretanto, assim que a Segunda Guerra terminou a Guerra Fria começou e os EUA precisavam de aliados na luta contra os socialistas. Logo, para ter o Japão como aliado estratégico nesse “conflito” (pois este ficava perto da União Soviética), os americanos ajudaram financeiramente os japoneses. Como conseqüência disso, o país passou a crescer e prosperar. O crescimento se estendeu pelas décadas de 60, 70 e 80 o que fez com que a pequena ilha do Pacífico se tornasse a segunda maior economia do mundo e sinônimo de desenvolvimento e inovação.

Contudo, a crise de 2008-2009 bateu à porta dos países desenvolvidos e nem mesmo o país em questão conseguiu escapar dela. Os inúmeros gastos com a população para manter o estado de bem-estar social (e outras razões), fizeram com que a dívida pública aumentasse durante os últimos anos, entretanto, mesmo perdendo o lugar de segunda maior economia do mundo (devido ao encolhimento do PIB) para os chineses, os japoneses fecharam 2010 com leves sinais de recuperação. Ainda assim, no ano passado, a dívida pública do país chegou a 225% do PIB.

O ano de 2011 está sendo terrível para o Japão, pois um terremoto, seguido de um tsunami devastou o nordeste do país. Nessa região, havia usinas nucleares e uma refinaria de petróleo que acabou explodindo, sem falar na grande quantidade de automóveis e embarcações que foram arrastadas pelas fortes ondas.

Ainda não foi calculado o custo do desastre, mas é evidente que não sairá barato e em um país onde as contas não estão em dia e que ainda não possui um plano coerente para controlá-las (lembrando que a dívida pública no ano passado foi calculada em 225% do PIB), mais um gasto irá endividar ainda mais os japoneses.

Com uma grande parte da população velha (leia-se aposentada), uma parcela jovem altamente qualificada e educada, mas desiludida, já que não consegue emprego devido ao mercado de trabalho saturado e um rombo nas contas públicas, o moderno Japão parece estar perdendo todo o seu esplendor e brilho alcançados nas últimas décadas. 

4 comentários:

  1. 1ºradiotividade num infecta não

    2º o crescimento jap estagnou na década de 90

    3º a população idosa é um dos problemas
    mas também é uma fonte de financiamento dos bancos e do estado

    4º o terramoto de 1923 devastou muito mais a economia jap e foi resolvido em 5 anos

    5º num há

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  2. 1- Procurei no Google sobre infecção por radiação e até perguntei sobre isso no Yahoo Respostas. E cheguei à conclusão que radioatividade infecta pessoas sim.

    2- Isso é verdade, entretanto deixei isso subentendido quando disse que o crescimento do Japão se estendeu pelas décadas de 60, 70 e 80.

    3- Em Economia, tudo tem dois lados.

    4- Em 1923, toda a dinâmica econômica do mundo estava diferente da atual (o que pode ter favorecido a recuperação da conomia japonesa) e nessa época, o mundo nem estava globalizado.

    5- Não entendi a sua colocação.

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  3. Só falando o que eu falei no FB. Na verdade, exatamente o mesmo.

    "Por incrível que pareça, eles são os únicos... Que não estão em pânico. Já se acostumaram, resolveram, etc. Quando um repórter foi perguntado se estavam em pânico, ele simplesmente respondeu que não. E ainda falou que deveriam ajudar as outras ilhas afetadas, pois precisavam de mais ajuda que o Japão." Como ele disse, mesmo com a dinâmica econômica diferente, Japão passou por uma catástrofe muito pior e se recuperou rapidamente. Com a tecnologia e a experiência e a própria potência de ambos os fenômenos naturais (menor que os anteriores) Japão se recuperará muito bem, apesar da dívida. Pode até aumentar a dívida, porém isso em nada, ou muito pouco influenciará na economia geral do Japão.

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  4. Só quem nos poderá dizer se o Japão (assim como os países desenvolvidos) sairá da crise é o tempo...

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