Foi anunciado um corte de 50 bilhões de reais, pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega. O objetivo: cortar gastos para conter a inflação. As medidas já são visíveis, já que houve uma grande redução nos concursos públicos. Um exemplo disso é o concurso para ingressar no Itamaraty, onde antes eram, aproximadamente, 100 vagas disponíveis, contudo, hoje, apenas 27 podem ser ocupadas.
A inflação, como já foi dito no texto anterior, já está começando a se tornar uma pedra no sapato dos brasileiros. No supermercado, o preço de vários alimentos subiu e os que pedem dinheiro emprestado a bancos, ou que pagam carros, eletrodomésticos, e outros objetos através de parcelas, têm que encarar os juros altos. Até o preço dos lanches na cantina da minha escola subiu assustadoramente.
Esse “monstro”, quando está descontrolado e não luta ao nosso favor, reduz o poder de compra da população. No caso do Brasil, isso é ruim para as classes C e D, que estão em constante ascendência. Então, porque o governo não concede o aumento do salário mínimo para resolver o problema? Isso só iria aumentar a inflação, pois mais dinheiro circularia em um sistema em que existe mais capital que mercadorias e serviços.
Nesse momento delicado, um corte deve ser feito, entretanto, onde o governo deve cortar gastos? Um estudo deve ser feito, mostrando onde, quanto e se realmente vale a pena investir uma quantia x em alguma coisa. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é apontado como um dos grandes vilões dessa trama.
Muitas obras do PAC são boas, contudo outras são ruins e caras. Por conseguinte, o levantamento que será feito pelo governo deve ser altamente minucioso, analisando projetos os quais poderão ser deixados para depois, ou até mesmo esquecidos, devido ao alto custo e ineficiência dos mesmos.
A obra para a construção de usinas no Norte do país tem que ser um dos primeiros pontos a serem revistos. As usinas hidrelétricas já estão ultrapassadas e são caras demais. Além disso, as secas tem se tornado constante nos rios com os quais a energia será gerada, devido às mudanças climáticas no planeta.
Outro ponto que poderia ser analisado, contudo creio que não será, são os salários exorbitantes de senadores, deputados, vereadores e ministros, pois estou certo de que se estes fossem reduzidos, já seria um grande começo.
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