terça-feira, 26 de abril de 2011

O feminismo e a atualidade

Estava outro dia pensando sobre a vida ao olhar para a janela do ônibus com meus fones de ouvido a caminho do colégio, até que começou a tocar Rebel Girl, da banda Bikini Kill. Com esta banda precursora do movimento feminista no cenário musical (o movimento Riot Grrrl) de trilha sonora, comecei a pensar no movimento feminista em si.
 
Antes, falemos um pouco do feminismo:
O termo “feminismo” soa com um ar de superioridade da mulher, mas não é isso que significa. Na verdade preza-se a igualdade dos sexos, o direito das mulheres, e hoje em dia abrange até os movimentos contra a homofobia e o racismo. 


A maior importância desse movimento foi a alteração das perspectivas predominantes em distintas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas praticaram campanhas a favor dos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, e todas as outras formas de discriminação. 


Antes do Riot Grrrl, só uma banda feminina (feminina por ser formada por mulheres e mostrar que elas mandam tão bem como qualquer homem) conseguiu seu espaço na indústria; mais conhecida atualmente pelo filme atuado pelas atrizes Dakota Fanning e Kristen Stewart, The Runaways demonstra esta vontade pela consquista e reconhecimento feminino.


Até hoje vejo a desigualdade de perto, apesar de vivermos num mundo tão moderno e que as pessoas são teoricamente mais ‘mente aberta’. Desigualdade pra mim pode vir até de um favor em demasia, como abrir portas para mulheres passarem, carregar suas coisas (se tiver pesado e ela estiver inapta está permitido) ou obrigatoriamente pagar a conta toda. Posso se extremista, mas isso é sexismo. Tanto quanto ‘mulher não joga futebol’, ou ‘mulher não luta’, ‘homem não dança’, ‘homem não faz faxina’. Sou mulher, jogo bola, luto, carrego minha própria mochila, faço faxina, minha mão sabe abrir uma maçaneta, divido a conta e não sei dançar. Isso sim é igualdade.

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